POLÍTICA MT
ALMT leva ao MME diretrizes para novo contrato de energia com metas de investimentos e qualidade em MT
A reunião articulada pelo deputado estadual Wilson Santos (PSD), vice-presidente da Comissão Especial da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) que trata da possível renovação do contrato da Energisa ou da realização de nova licitação para a concessão da distribuição de energia elétrica no Estado, reuniu nesta terça-feira (20), parlamentares mato-grossenses e técnicos do Ministério de Minas e Energia (MME).
O encontro ocorreu de forma remota e simultânea entre Brasília (DF) e Cuiabá (MT) e contou com a participação dos deputados estaduais Faissal Calil (PL), Chico Guarnieri (PRD) e Diego Guimarães (Republicanos) e do senador Wellington Fagundes (PL), que acompanha a pauta no Senado Federal. Eles apresentaram contribuições técnicas e políticas ao debate, diante da possibilidade de renovação da atual concessão, considerando que o país conta atualmente com 19 concessionárias de distribuição de energia, o que amplia o leque de alternativas para Mato Grosso.
A reunião foi aberta pelo secretário nacional de Energia Elétrica (SNEE) do MME, João Daniel Cascalho, que destacou o acompanhamento rigoroso do ministério em relação às demandas apresentadas pela sociedade civil e pelos parlamentares mato-grossenses. Segundo ele, o governo federal vem cobrando da concessionária investimentos mais robustos e melhorias na qualidade do serviço, além de avançar com a elaboração de um novo decreto com critérios mais rígidos para as futuras concessões.
Cascalho ressaltou que o novo modelo contratual deverá ser mais moderno, com regras claras, mecanismos de fiscalização e maior aderência às particularidades regionais. “Estamos trabalhando para um contrato mais exigente do que o atual, que seja viável para Mato Grosso e permita melhorias efetivas na prestação do serviço”, afirmou.
Ao se manifestar, o deputado Wilson Santos destacou que esta foi a terceira agenda da Assembleia Legislativa no MME para tratar do tema. Ele agradeceu a abertura ao diálogo por parte do ministro Alexandre Silveira e lembrou que o compromisso de não haver decisão até o fim de 2025 foi respeitado. Também, reforçou que a posição majoritária da ALMT é favorável à realização de nova licitação, por entender que Mato Grosso, um dos estados que mais cresceu nas últimas décadas, precisa de uma concessionária com maior capacidade de investimento e expertise técnica. Segundo ele, as falhas recorrentes no fornecimento de energia, especialmente em regiões do interior, têm impactado diretamente o desenvolvimento econômico e a qualidade de vida da população.
O deputado também destacou que, diante da possibilidade de renovação contratual, a Assembleia adotou postura responsável e institucional, criando uma comissão especial, realizando dez audiências públicas regionais e consolidando um relatório técnico com as principais demandas da sociedade, entregue formalmente ao MME.
Durante a reunião, Wilson Santos entregou documento assinado pelos 24 deputados estaduais, contendo diretrizes e exigências para o futuro contrato de concessão. O texto aborda, entre outros pontos, a obrigatoriedade de um plano de investimentos, com previsão de R$ 10 bilhões nos cinco primeiros anos, ampliação do atendimento presencial, regionalização dos indicadores de qualidade, criação de comitês de acompanhamento, autonomia do Conselho dos Consumidores, monitoramento permanente da rede e restrições à atuação da concessionária no mercado de energia solar para evitar concorrência desleal.
Ao avaliar o conteúdo apresentado, João Daniel Cascalho afirmou que grande parte das propostas está alinhada com o novo decreto construído pelo MME. Ele ressaltou que as projeções de investimentos estão próximas das estimativas do ministério e que o futuro contrato deverá prever regras mais duras e penalidades em caso de descumprimento. Ele também posicionou que a equipe técnica do MME irá analisar detalhadamente as contribuições do Parlamento mato-grossense, que serão consideradas no processo decisório final sobre a concessão.
O senador Wellington Fagundes participou de forma remota e destacou a necessidade de garantir segurança jurídica, fiscalização rigorosa e proteção ao consumidor, independentemente do modelo de concessão adotado. Ele defendeu que o documento construído seja um instrumento de Estado, assegurando respaldo legal e continuidade das políticas públicas. Já o deputado Faissal Calil, que presidiu a reunião pela ALMT, levantou preocupações relacionadas à outorga da concessão e à atuação da Energisa no setor de energia solar, apontando possíveis práticas de concorrência desleal.
O encontro contou ainda com representantes da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Tribunal de Contas do Estado (TCE), Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (CREA), entidades técnicas, além de servidores do MME e da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
Ao final, ficou definido que as propostas apresentadas pela ALMT integrarão a análise técnica do ministério, subsidiando a decisão final sobre o futuro da concessão de energia elétrica em Mato Grosso. Também, o senador Wellington Fagundes entregou documento a ser incorporado com as contribuições para o novo contrato nas próximas três décadas ao MME.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA MT
Charge com IA coloca Wellington “conversando” com Lula e Dilma e entra na onda do humor eleitoral nas redes – veja o video
Vídeo satírico usa inteligência artificial para criar diálogos fictícios e explora o apelido de “melancia”, usado por adversários do candidato do PL; montagem transforma provocações da campanha em humor nas redes sociais
A inteligência artificial também virou ferramenta para o humor na reta final da eleição em Mato Grosso. Um vídeo em formato de charge digital que circula pelas redes sociais coloca o candidato ao Governo Wellington Fagundes (PL) em situações hilarias envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ex-presidente Dilma Rousseff, ambos do PT.
Produzido com recursos de inteligência artificial e linguagem assumidamente caricatural, o conteúdo apresenta Wellington ao telefone e constrói diálogos entre os políticos retratados.
A montagem deve ser entendida como sátira eleitoral: as falas, situações e conversas atribuídas aos personagens ao que tudo indica não é real e produzidas digitalmente.
Um dos elementos centrais da brincadeira é o apelido de “melancia”, expressão que já vem sendo utilizada por adversários de Wellington durante a campanha. O próprio candidato já respondeu publicamente ao rótulo, argumentando que sua atuação política sempre buscou resultados para Mato Grosso independentemente do partido que estivesse no Palácio do Planalto.
Na linguagem da provocação eleitoral, “melancia” faz referência à expressão “verde por fora e vermelho por dentro”, numa tentativa de associar a atual posição de Wellington no PL e sua proximidade com o campo bolsonarista às relações institucionais e políticas que manteve, em períodos anteriores, com governos do PT.
No vídeo de humor, o apelido “melancia” vira praticamente um bordão. A charge explora justamente a ideia de Wellington ser “verde por fora e vermelho por dentro”, levando a provocação ao exagero ao criar conversas fictícias com Lula e Dilma.
Há, porém, nuances importantes na trajetória real do candidato. Wellington manteve interlocução com governos de diferentes orientações políticas, mas também votou pelo impeachment de Dilma Rousseff em 2016. O registro da Rádio Senado confirma sua participação na votação e sua posição favorável ao afastamento da então presidente.
Atualmente, Wellington está no PL e se posiciona como oposição ao governo Lula. Em 2023, por exemplo, registrou no Senado essa condição ao comentar uma visita do presidente a Rondonópolis. Já em julho deste ano, discursou sobre a convenção nacional do PL que anunciaria a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.
É exatamente o contraste entre diferentes momentos da vida política do senador que fornece matéria-prima para a charge. A sátira exagera essas relações, cria situações inexistentes e transforma a disputa de narrativas da campanha em conteúdo de entretenimento.
O formato mostra ainda uma nova realidade das eleições. As tradicionais charges políticas ganharam movimento, voz e capacidade de reproduzir de maneira artificial a aparência de figuras públicas. Por isso, a identificação do conteúdo como humor e inteligência artificial é fundamental para evitar que uma sátira seja interpretada como documento verdadeiro.
Entre memes, provocações e montagens, a inteligência artificial abriu uma nova frente no humor eleitoral. No caso de Wellington, a charge recupera o já conhecido apelido de “melancia” e transforma a provocação do “verde por fora e vermelho por dentro” em roteiro para uma conversa entre Lula, Dilma e Wellington, buscando arrancar risadas e repercussão nas redes sociais.
Veja o video
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