EDUCAÇÃO INFANTIL

ALMT cria comissão para analisar PEC que prevê enquadramento de profissionais da educação infantil

Proposta de Wilson Santos busca garantir aplicação da Lei Federal nº 15.326/2026 nos municípios de Mato Grosso

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) publicou o Ato nº 22/2026, que cria uma Comissão Especial para analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 3/2026, apresentada pelo deputado estadual Wilson Santos (PSD). O colegiado terá a responsabilidade de discutir mecanismos para assegurar, em Mato Grosso, o cumprimento da Lei Federal nº 15.326/2026, que reconhece os profissionais da educação infantil como integrantes do magistério público da educação básica.

A comissão é formada pelos deputados Sebastião Rezende, Dr. João, Julio Campos, Chico Guarnieri e Beto Dois a Um. O ato foi publicado em 15 de setembro e formaliza mais uma etapa da tramitação da proposta na Assembleia. 

Segundo Wilson Santos, a PEC surgiu diante da necessidade de garantir que a legislação federal seja efetivamente aplicada pelas administrações municipais, alcançando profissionais que atuam em creches e pré-escolas, independentemente da nomenclatura utilizada para os cargos.

A proposta prevê que os municípios promovam o enquadramento desses profissionais na carreira do magistério. Conforme a justificativa apresentada pelo parlamentar, o eventual descumprimento da legislação poderá ter repercussões na análise das contas municipais pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), caso os mecanismos previstos na PEC sejam aprovados e entrem em vigor. 

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A Lei Federal nº 15.326/2026, sancionada em janeiro deste ano, alterou a legislação do piso nacional do magistério e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) para incluir os professores da educação infantil entre os profissionais do magistério público da educação básica. 

Além da PEC, Wilson Santos apresentou a Indicação nº 2.009/2026 ao Governo de Mato Grosso, propondo a criação de um programa estadual de apoio aos municípios. A iniciativa prevê suporte técnico, orientações, modelos normativos, capacitações e acompanhamento institucional para auxiliar as prefeituras na adequação dos planos de carreira à nova legislação. 

Com a criação da Comissão Especial, os deputados deverão analisar o texto da PEC, seus impactos e os mecanismos necessários para a aplicação da legislação nos municípios. O tema já foi discutido anteriormente em audiência pública na ALMT, com participação de representantes dos profissionais da educação infantil e entidades sindicais. 

A legislação federal também alcança trabalhadores que exercem funções docentes ou de suporte pedagógico na educação infantil sob denominações como educador infantil, monitor, recreador e outras nomenclaturas equivalentes, desde que atendidos os requisitos previstos na própria lei. 

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POLÍTICA MT

Buzetti cobra espaço para discutir STF e critica ausência de perguntas durante debate

Candidata ao Senado afirmou ter sido a única mulher no encontro após ausência de Janaína Riva e defendeu mudanças no regimento do Senado

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A candidata ao Senado Margareth Buzetti (PP) cobrou, durante o debate da TV Vila Real realizado nesta quinta-feira (17), espaço para apresentar suas posições sobre a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF). Com a ausência de Janaína Riva (MDB) e Mauro Mendes (União), Buzetti foi a única mulher entre os participantes presentes no encontro.

Durante sua participação, Buzetti afirmou que nenhum dos adversários havia direcionado perguntas a ela sobre a situação do STF e questionou o motivo. A candidata também defendeu alterações no regimento interno do Senado para estabelecer regras sobre a tramitação de pedidos de impeachment de ministros da Corte.

“Eu gostaria de saber por que essa discriminação, ninguém vai perguntar para mim do STF?”, afirmou Buzetti durante o debate. 

Na discussão, a candidata também defendeu que o presidente do Senado tenha prazo para decidir sobre pedidos de impeachment apresentados contra ministros do Supremo. Segundo ela, a atual regra concentra no presidente da Casa a decisão sobre colocar ou não os pedidos em análise.

O ex-governador Pedro Taques (PSB), que também participa da disputa ao Senado, concordou com a necessidade de mudanças no regimento e defendeu a criação de um prazo de 30 dias para que a presidência do Senado encaminhe os pedidos para votação. 

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Taques afirmou ainda que, caso o prazo não seja cumprido, o pedido deveria ser obrigatoriamente submetido à votação. A posição faz parte de uma proposta de alteração das regras de tramitação de pedidos de impeachment que o candidato vem defendendo durante a campanha.

Buzetti também criticou a atuação do STF e afirmou considerar preocupantes os acontecimentos envolvendo a Corte. Em sua fala, disse que, na avaliação dela, ministros estariam criando mecanismos de proteção ao ministro Alexandre de Moraes.

O debate contou com José Medeiros (PL), Margareth Buzetti (PP), Pedro Taques (PSB), Carlos Fávaro (PSD) e Antônio Galvan (Avante). Janaína Riva e Mauro Mendes não compareceram ao encontro. 

O encontro foi dividido em blocos, com perguntas entre os candidatos e espaço para réplica e tréplica. A ausência de dois dos convidados alterou a dinâmica prevista inicialmente para o último bloco. 

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