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ALMT celebra 50 anos da Embrapa em sessão especial

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A ciência e a tecnologia para a produção de alimentos foram as pautas da noite dessa quinta-feira (21), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Em sessão solene, o Parlamento estadual homenageou os 50 anos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para entrega de moções de aplausos. Ao todo, oito profissionais receberam a honraria.

A homenagem foi uma iniciativa do presidente da Casa, deputado Eduardo Botelho (União), e a cerimônia foi conduzida pelo deputado Júlio Campos (União) que destacou a importância da Embrapa para tornar o Brasil uma potência agropecuária. “A Embrapa tem historia de serviços relevantes para o nosso país e homenagem de hoje faz justiça a sua a importancia”, destacou. Segundo ele, “se o Brasil é hoje esse país moderno, de uma agricultura crescente e de produção recorde, com mais de 300 milhões de toneladas de grãos produzidas na safra de 2023, sendo 100 milhões de toneladas de Mato Grosso, nós devemos tudo isso aos profissionais da Embrapa”, defendeu.

Criada, em 1973, com o desafio de ajudar a viabilizar a produção agropecuária no país incentivando estudos, pesquisas e trazendo as melhores práticas para produções sustentáveis, a Embrapa chegou a Mato Grosso, em 2010, com a instalação da Embrapa Agrossilvipastoril, no município de Sinop. Localizada numa região de transição entre os biomas Cerrado e Amazônia, ela desenvolve pesquisas para permitir produzir alimentos de forma integrada entre lavoura, pecuária e floresta. 

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A servidora Laurimar Gonçalves Vendrusculo, chefe geral da unidade Agrossilvipastoril, foi uma das homenageadas da noite. Ela destacou as capacitações como a principal contribuição da regional de Mato Grosso. “São 13 anos de muitas entregas e de muitos resultados de impacto para o estado”, avalia a chefe. “Nós temos mais de mil e setecentos agentes capacitados e mais de dois mil estudantes de graduação e pós-graduação aqui no Mato grosso”, destacou. Outra iniciativa que ela destacou foi a pesquisa de campo na unidade que conta com mais de cem hectares voltados exclusivamente para pesquisa de solo e produção. “É um estudo que traz resultados de práticas eficazes para que os produtores saibam manejar o solo e alcancem melhor resultados de maneira sustentável”, explicou.

Representando a Embrapa sede, a servidora Juliana Meireles Fortaleza falou dos resultados já alcançados e indicou onde a Embrapa pretende ir no futuro. “Os principais desafios agora são a mudança do clima e o impacto dessa alteração nas produções”, afirmou.  “Além disso, é preciso considerar outros fatores para garantir o equilíbrio produtivo. Dentre eles os manejos para a agricultura familiar, povos originários, quilombolas e comunidades tradicionais” concluiu.

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Segundo ela, a empresa tem a missão de viabilizar soluções de pesquisa, desenvolvimento e inovação para a sustentabilidade da agropecuária. “O objetivo de desenvolver sistemas produtivos com viabilidade econômica,  ambiental e social”, defendeu.

Homenageados

Antônio Marcos dos Santos – Chefe adjunto de administração da Embrapa Agrossilvipastoril

Fernando Antônio Fernandes – Chefe adjunto de pesquisa e desenvolvimento da Embrapa Pantanal

Flávio Jesus Wruck – Chefe Adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Agrossilvipastoril  

Laurimar Gonçalves Vendrusculo – Chefe geral da Embrapa Agrossilvipastoril

Rafael Major Pitta – Chefe adjunto de pesquisa e desenvolvimento Embrapa Agrossilvipastoril

Regina Célia Rachel – Chefe adjunto de administração da Embrapa Pantanal

Suzana Maria Sales – Chefe Geral da Embrapa Pantanal

Thiago N. Coppola – Chefe adjunto de transferência de tecnologia da Embrapa Pantana

Fonte: ALMT – MT

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POLÍTICA MT

STJ condena Silval Barbosa a 4 anos, 5 meses e 10 dias de prisão e determina pagamento de R$ 3,45 milhões

Ex-governador foi responsabilizado por corrupção passiva majorada e lavagem de dinheiro em esquema envolvendo benefícios fiscais a empresas ligadas ao grupo Marfrig/Pampeano

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A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) condenou, por unanimidade, o ex-governador de Mato Grosso Silval Barbosa pelos crimes de corrupção passiva majorada e lavagem de dinheiro. O julgamento ocorreu no início de setembro e a pena foi fixada em 4 anos, 5 meses e 10 dias de prisão, em regime semiaberto diferenciado.

Além da pena, Silval foi condenado ao pagamento de 225 dias-multa e de R$ 3,45 milhões ao Estado de Mato Grosso como reparação pelos danos apontados no processo. A decisão também determina que ele fique impedido de exercer cargo, função ou atividade pública e mandato eletivo até o cumprimento ou extinção das demais penas. 

Segundo o acórdão, Silval teria solicitado e recebido vantagens indevidas entre 2010 e 2015, período em que ocupava o Governo de Mato Grosso. Em contrapartida, empresas relacionadas ao grupo Marfrig/Pampeano teriam recebido tratamento tributário e administrativo favorável, incluindo benefícios vinculados ao Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic) e créditos de ICMS. 

Conforme a decisão, o esquema teria movimentado R$ 3,45 milhões em propina. Parte dos recursos teria sido destinada a despesas eleitorais não contabilizadas e ao pagamento de valores a deputados estaduais, segundo os autos.

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Para ocultar a origem de parte do dinheiro, o processo apontou a utilização de um contrato de locação de máquinas entre a Pampeano Alimentos e a Trimec Equipamentos. De acordo com o STJ, os equipamentos previstos no contrato não foram entregues, embora tenham sido emitidas notas fiscais que totalizaram cerca de R$ 2,8 milhões. 

Após o recebimento dos valores, a decisão descreve a realização de diversas operações financeiras e repasses aos envolvidos. Também foram mencionadas movimentações em dinheiro vivo e entregas realizadas em São Paulo.

A condenação considerou o acordo de colaboração premiada firmado por Silval em 2017, que resultou na redução da pena. A defesa havia solicitado o perdão judicial, mas o pedido foi rejeitado pela relatora, ministra Maria Thereza de Assis Moura. Segundo a decisão, o benefício não estava previsto no acordo de colaboração. 

O processo originalmente tramitava na Justiça de Mato Grosso e envolvia outros réus. Com a mudança de entendimento sobre o foro por prerrogativa de função, a ação foi encaminhada ao STJ em relação a Silval. Os processos envolvendo os demais acusados foram posteriormente remetidos novamente à Justiça estadual. 

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Apesar da condenação, o STJ assegurou a Silval o direito de recorrer em liberdade, com cumprimento da pena nos termos do regime diferenciado estabelecido pela Corte. 

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