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Sessão especial homenageia pessoas que contribuem com o avanço de MT

Títulos de cidadão mato-grossense, comendas e moções de aplausos foram entregues pelo deputado estadual Thiago Silva (MDB), na noite desta quarta-feira (25), a pastores, servidores públicos e pessoas que atuam em diversas áreas, como reconhecimento aos serviços prestados ao estado de Mato Grosso.

“É com grande satisfação que realizamos esta sessão solene na Assembleia Legislativa para prestar homenagens a pessoas que aqui nasceram e outras que nasceram em outros estados, mas ajudaram a construir e contribuem com o crescimento e desenvolvimento social de Mato Grosso. Esta é uma forma de condecorar e agradecer a todos pelos serviços prestados em prol da população mato-grossense. Para nós, é uma honra muito grande e uma alegria poder homenageá-los na noite de hoje”, ressaltou o parlamentar.

Na ocasião, foram concedidas 83 moções de aplausos, sendo 24 destinadas a professores da Escola do Legislativo e do curso de Educação de Jovens e Adultos (EJA).

“Como professor, eu recebo o reconhecimento dos meus alunos. Acho que esta é uma das poucas profissões que você sente na hora se está agradando ou se não está e, com isso, pode ir melhorando. Fico muito feliz em receber esta homenagem concedida pelo deputado nesta noite, porque a gente sai de casa para fazer o melhor e é bom saber que as pessoas observam e reconhecem o nosso trabalho”, declarou o professor Renato Augusto Azevedo, que leciona a disciplina de Língua Inglesa há 7 anos na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

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Também foram condecorados servidores do Núcleo Social da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, setor responsável pela coordenação e supervisão de quatro comissões permanentes existentes na Casa de Leis. São elas: Comissão de Direitos Humanos, Defesa dos Direitos da Mulher, Cidadania e Amparo à Criança, Adolescente e Idoso; Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura e Desporto; Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social; e Comissão de Segurança Pública e Comunitária.

Servidora do Parlamento estadual há 23 anos, Mônica Lobo Curvo sempre atuou no Núcleo Social, onde já ocupou diversas funções. Atualmente, é responsável pela revisão dos pareceres e demais documentos produzidos no setor.

“Eu me sinto muito satisfeita e emocionada ao receber esta homenagem pelo trabalho que realizamos, principalmente neste ano, em que já passaram pelo Núcleo Social cerca de 1,8 mil projetos de lei. Eu e todos os meus colegas prezamos muito pela qualidade da entrega que fazemos, então este reconhecimento é muito importante”, afirmou.

Foram homenageados ainda pastores evangélicos, pessoas que contribuem com o desenvolvimento econômico do município de Várzea Grande e membros da Associação Mato-grossense de Pesquisa e Apoio à Adoção (Ampara) e do Núcleo Quero Viver, associação de apoio às mulheres em gestação inesperada e indesejada.

Criado há cinco anos, o Núcleo Quero Viver oferece acolhimento e atendimentos em diversas áreas às mulheres durante toda a gestação e pós-parto, até o primeiro ano do bebê. Àquelas que não desejam ou não podem ficar com a criança após o nascimento, são fornecidas orientações para que possam encaminhá-la à adoção. A associação está localizada no bairro Tijucal e já atendeu mais de 200 mulheres, das quais 160 decidiram levar a gestação até o final e ter os bebês.

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“O nosso lema é dizer a essa mulher que ela não está sozinha, que ela tem esse grupo de apoio, composto por técnicos voluntários, como terapeutas, psicólogos e doulas, entre outros, que podem dar a ela todo o aparato de que precisa, conforme suas necessidades específicas. Lá elas podem, inclusive, fazer aulas de crochê e artesanato. Além dos atendimentos na sede da associação, nós também fazemos palestras nas escolas e nas igrejas a respeito da prevenção da gravidez na adolescência”, explicou a presidente, Rute Oliveira Marques.

Adão César Rodrigues Silva e o vereador de Cuiabá Eduardo Magalhães receberam a comenda Dante de Oliveira, destinada a homenagear personalidades que tenham se destacado na atuação em defesa da democracia e da cidadania.

Já a deputada federal Coronel Fernanda e o subtenente da Polícia Militar Joel Pereira de Magalhães receberam a comenda Marechal Cândido Rondon, concedida a personalidades brasileiras ou estrangeiras, civis ou militares, por seus méritos pessoais ou relevantes serviços prestados ao estado de Mato Grosso.

Durante a solenidade, o deputado Thiago Silva entregou ainda títulos de cidadão mato-grossense a 19 pessoas e foi agraciado com título de cidadão cuiabano, concedido pelo vereador Eduardo Magalhães.

Fonte: ALMT – MT

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Comissão Especial da ALMT reúne lideranças religiosas e autoridades para ampliar proteção às mulheres

A proteção às mulheres vítimas de violência depende da atuação integrada de diferentes setores da sociedade. Com esse propósito, a Comissão Especial de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, nesta segunda-feira (8), sua 4ª reunião de trabalho, reunindo representantes das igrejas, do governo, das forças de segurança e do Poder Legislativo para debater o papel das lideranças religiosas no acolhimento, na orientação e no encaminhamento de mulheres em situação de violência.

A reunião foi presidida pelo deputado estadual Gilberto Cattani (PL) e contou com a relatoria do deputado estadual Carlos Avallone (PSDB). Participaram do debate o padre Pedro Faustino, o pastor Gutto Martins Neves, a delegada Mariell Antonini, chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência Doméstica do Estado de Mato Grosso, a tenente-coronel Ludmila Eickhoff, coordenadora de Polícia Comunitária e Direitos Humanos da Polícia Militar de Mato Grosso, e a vereadora Maria Avallone (PSDB), procuradora especial da mulher da Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal de Cuiabá (PEM).

Na abertura dos trabalhos, Carlos Avallone apresentou as ações desenvolvidas pela Procuradoria Especial da Mulher da ALMT, destacando a ampliação da rede de proteção às mulheres em Mato Grosso. Segundo ele, já foram implantadas 46 Procuradorias da Mulher nos municípios e outras oito estão em processo de implantação. O parlamentar também apresentou os resultados da Rota do Respeito 2026, projeto voltado à educação, conscientização e prevenção das violências contra mulheres e meninas, que já alcançou mais de duas mil mulheres em oito municípios do estado.

“Estamos chegando à fase final da comissão. O relatório será construído com a contribuição de todas as pessoas que ouvimos ao longo dessas reuniões para que possamos consolidar propostas que auxiliem no enfrentamento à violência contra as mulheres”, afirmou Avallone.

A coordenadora de Polícia Comunitária e Direitos Humanos da Polícia Militar, tenente-coronel Ludmila Eickhoff destacou que o enfrentamento à violência doméstica exige informação, prevenção e mudança cultural.

Ela explicou que a corporação está ampliando as capacitações dos policiais e desenvolvendo uma nova estratégia de acompanhamento dos agressores. A iniciativa inclui visitas realizadas por equipes especializadas da PM para orientar homens que receberam medidas protetivas.

“Muitas vezes o agressor recebe a medida protetiva por aplicativo e sequer compreende o que ela significa. Estamos realizando visitas para explicar as consequências do descumprimento da medida e também mostrar quais são os caminhos legais que ele pode seguir, sem procurar a vítima”, explicou.

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Ludmila ressaltou ainda que o combate à violência não pode ser direcionado apenas às mulheres. “Precisamos parar de falar somente com as mulheres. Temos que falar com os homens também. Muitos não se identificam como agressores porque entendem que são trabalhadores, pais de família e provedores. Precisamos mostrar que ser trabalhador não autoriza ninguém a ser violento”, afirmou.

A comandante destacou que a PM realizou centenas de palestras educativas nos últimos anos, alcançando milhares de pessoas, inclusive em igrejas e comunidades religiosas.

Durante o debate, Cattani reforçou a importância de envolver os homens nas estratégias de prevenção. “O homem não é um agressor em potencial. O homem é um protetor em potencial. Precisamos chamar os homens para essa discussão. Se transformarmos homens e mulheres em adversários, não vamos resolver o problema”, afirmou.

O parlamentar também defendeu que a violência seja tratada como um problema social amplo. “Temos que combater a violência em todas as suas formas. O foco precisa estar na violência e não em criar divisões entre homens e mulheres”, disse.

Representando a Igreja Católica, o padre Pedro Faustino abordou o tema sob uma perspectiva teológica e histórica, defendendo que o respeito à mulher está diretamente ligado ao reconhecimento da dignidade humana.

Segundo ele, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada em nenhuma circunstância.

“O fundamento do respeito ao outro não é apenas a lei humana. É reconhecer que cada pessoa carrega a imagem de Deus. Quem agride uma mulher agride essa dignidade”, afirmou.

Questionado sobre como a Igreja orienta mulheres vítimas de violência, o sacerdote foi enfático. “Procure a polícia. Denuncie. Não normalize a violência. Não normalize o pecado e nem a ofensa contra você mesma. A Igreja orienta que a mulher saia dessa situação e busque proteção”, declarou.

Padre Pedro explicou ainda que a Igreja possui pastorais, grupos de acolhimento e redes de apoio que auxiliam mulheres em situação de vulnerabilidade, trabalhando pela recuperação da dignidade e da autoestima das vítimas.

O pastor Gutto Martins Neves afirmou que as igrejas evangélicas evoluíram na forma de lidar com casos de violência doméstica e que atualmente o posicionamento é de respeito às leis e proteção às vítimas.

“Hoje a orientação é totalmente diferente do passado. A violência deve ser tratada dentro da legislação. A lei existe para ser aplicada e precisa ser respeitada”, afirmou.

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O pastor destacou que a violência contra a mulher está relacionada a uma crise de valores e princípios dentro da sociedade. “Vivemos uma sociedade que deixou de funcionar em muitos aspectos. Precisamos recuperar valores como respeito, honra e responsabilidade. Esses princípios são fundamentais para a construção de relações saudáveis”, disse.

Segundo ele, as igrejas têm orientado mulheres vítimas de violência a buscarem proteção legal e apoio institucional sempre que necessário.

A delegada Mariell Antonini, chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência Doméstica do Estado de Mato Grosso, criado pelo governo estadual, destacou que o enfrentamento à violência contra a mulher depende da integração entre diferentes órgãos e instituições.

“Essa união entre governo do estado, Assembleia Legislativa, forças de segurança, sociedade civil e demais poderes é o que vai fazer a diferença. Nenhuma instituição consegue resolver esse problema sozinha”, afirmou.

Gilberto Cattani avaliou que a participação das lideranças religiosas trouxe uma contribuição importante para os trabalhos da comissão. “Recebemos muitas mensagens da sociedade pedindo que ouvíssemos as igrejas. Ficamos muito satisfeitos porque tanto a comunidade evangélica quanto a Igreja Católica demonstraram que estão atentas ao problema e atuando na defesa das mulheres”, afirmou.

Segundo o presidente da comissão, os debates realizados ao longo das quatro reuniões serão incorporados ao relatório final.

“Essa contribuição será fundamental. Entendemos que o relatório deve registrar que as religiões estão fazendo seu trabalho em defesa das mulheres, para que possamos criar políticas públicas que fortaleçam ainda mais essas iniciativas”, destacou.

Em entrevista após a reunião, Avallone elogiou as contribuições apresentadas pelas lideranças religiosas.

“Fiquei muito tocado pelas falas do padre Pedro e do pastor Gutto. Eles mostraram que a violência não é apenas uma questão legal, mas também humana e espiritual. Quando você agride uma mulher, uma criança, um idoso ou qualquer ser humano, está agredindo a própria dignidade da pessoa. Isso nos faz refletir de forma muito profunda sobre o tema”, concluiu Avallone.

A próxima reunião marcará o encerramento dos trabalhos da Comissão Especial de Defesa dos Direitos da Mulher. O relatório final, elaborado pelo relator Carlos Avallone, será submetido à votação do colegiado e, posteriormente, encaminhado à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa e ao Plenário da Casa para conhecimento dos parlamentares e formulação de futuras políticas públicas voltadas à proteção das mulheres mato-grossenses.

Fonte: ALMT – MT

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