DURAS CRÍTICAS
Abílio diz que Fávaro e Jayme “não voltam mais” e cobra reação do Senado
Prefeito de Cuiabá afirma que senadores serão derrotados nas urnas por não adotarem medidas contra ministros do STF; Jayme ainda não anunciou candidatura para 2026
O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), afirmou que os senadores Carlos Fávaro (PSD) e Jayme Campos (União Brasil) não devem ser reeleitos em 2026 por, segundo ele, não adotarem medidas contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que estariam cometendo irregularidades. A declaração foi feita nesta segunda-feira (7), após o desfile da Independência.
Durante coletiva, Abílio classificou como “omissa ou cúmplice” a postura de parte do Senado diante de supostas irregularidades atribuídas à Corte. Para o prefeito, o Congresso deveria exercer sua prerrogativa de analisar eventuais pedidos de impeachment contra ministros do STF.
“Se o Senado fizesse a correção, ou pelo menos abrisse um procedimento de impeachment, eu tenho certeza de que o ministro recuaria da sua conduta inadequada”, afirmou.
Na avaliação de Abílio, a ausência de uma reação do Senado contribuiria para o agravamento da situação. O prefeito também declarou que parlamentares que permanecem inertes diante dos problemas apontados seriam corresponsáveis pela situação.
“Vão sair neste ano. Fávaro e Jayme não voltam mais”, declarou.
Apesar da afirmação, há uma diferença no cenário eleitoral dos dois senadores. Fávaro pretende disputar a reeleição em 2026, enquanto Jayme Campos não anunciou candidatura a nenhum cargo até o momento, depois de ter sua intenção de disputar o Governo de Mato Grosso rejeitada pelo próprio partido.
Críticas ao STF
Abílio também procurou diferenciar críticas a ministros da instituição como um todo. Segundo ele, o STF é fundamental para o funcionamento da democracia, mas eventuais questionamentos devem ser direcionados a condutas individuais de magistrados.
“O Supremo Tribunal Federal é uma instituição muito séria e importante para a democracia do nosso país”, afirmou. Para o prefeito, decisões individuais de ministros não podem comprometer a credibilidade da Corte.
Ao defender maior atuação do Congresso no controle dos demais Poderes, Abílio afirmou ainda que os representantes eleitos pelo povo têm a responsabilidade de corrigir eventuais falhas cometidas por integrantes do STF.
POLÍTICA MT
Candidatos usam propaganda eleitoral para defender jornada 5×2, combate ao crime e pautas para mulheres
Programa eleitoral desta quarta-feira (9) reuniu propostas de Carlos Fávaro, Pedro Taques, Mauro Mendes, Margareth Buzetti e Zé Medeiros na disputa por vagas ao Senado por Mato Grosso
O programa eleitoral exibido nesta quarta-feira (9) no rádio e na televisão para os candidatos ao Senado por Mato Grosso levou ao centro do debate temas de forte impacto social, como a mudança da jornada de trabalho, segurança pública, combate ao crime organizado e políticas voltadas às mulheres.
A propaganda foi aberta pelo senador Carlos Fávaro (PSD), que busca a reeleição. A inserção destacou a defesa do fim da escala de trabalho 6×1 e apresentou depoimentos de trabalhadoras sobre a rotina considerada exaustiva, especialmente para mulheres que acumulam atividades profissionais e domésticas.
A peça eleitoral também defendeu a adoção da jornada 5×2, com dois dias de descanso por semana. Nos depoimentos exibidos, trabalhadoras afirmaram que a redução da jornada poderia ampliar o tempo destinado à família, ao lazer e ao descanso.
Na sequência, o ex-governador e ex-senador Pedro Taques (PSB) teve sua trajetória institucional destacada, principalmente pela atuação como procurador da República e pelo combate às organizações criminosas.
A propaganda associou a candidatura de Taques à pauta de segurança pública e ressaltou sua experiência no enfrentamento ao crime organizado. A locução também mencionou sua atuação na Justiça e participação na elaboração do Código Penal.
O ex-governador defendeu mudanças na política brasileira e afirmou que a sociedade busca “dignidade”, “esperança” e novos costumes políticos. A mensagem encerrou a participação de Taques com uma defesa de maior rigor no combate ao crime.
No segundo bloco, o ex-governador Mauro Mendes (União) apareceu defendendo o endurecimento das leis penais e destacando sua experiência à frente do Poder Executivo estadual.
Mendes afirmou que um senador precisa ter coragem para enfrentar problemas relacionados à segurança, desenvolvimento e qualidade de vida. A propaganda também reforçou a necessidade de mudanças nas leis de combate ao crime.
A senadora Margareth Buzetti (PP) apresentou, por sua vez, o plano de propostas denominado “Nossa Senhora”, com foco principalmente na proteção e autonomia das mulheres.
A parlamentar destacou medidas relacionadas ao combate à violência contra a mulher e defendeu ações nas áreas de creche, saúde, trabalho e crédito. Segundo a mensagem apresentada na propaganda, a proteção seria apenas uma das etapas de uma política mais ampla voltada à independência financeira feminina.
Já o deputado federal Zé Medeiros (PL) utilizou seu espaço para reafirmar o alinhamento político com o ex-presidente Jair Bolsonaro e defender o agronegócio.
A propaganda apresentou Medeiros como candidato indicado por Bolsonaro ao Senado em Mato Grosso e destacou a importância do setor agropecuário para a economia estadual. O deputado também criticou o que classificou como ataques e perseguição ao agronegócio.
Com diferentes discursos e prioridades, o programa eleitoral desta quarta-feira colocou em evidência cinco temas centrais na disputa pelo Senado: mudança na jornada de trabalho, segurança pública, combate ao crime organizado, proteção às mulheres e defesa do agronegócio.
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