POLICIAL
Polícia Civil prende estelionatária que deu golpe e gastou toda a aposentadoria de idoso
Policiais da Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá prenderam em flagrante, nesta segunda-feira (02.12), uma mulher que deu vários golpes em um idoso de 81 anos, que tem sérios problemas de saúde.
Conforme registro de ocorrência feito no mês passado, a mulher, de 36 anos, se aproximava do idoso, alegando que era sua namorada, sempre nos períodos em que ele recebia a aposentadoria. No início do mês de novembro, ela novamente visitou a vítima e pediu o cartão do idoso para pagar pequenas despesas, como comida. Contudo, ela acabou gastando todo o salário do idoso, que ficou sem dinheiro para pagar as despesas de casa e ficou dependendo da ajuda de familiares.
A mesma situação se repetiu em outras ocasiões quando, por exemplo, ela pegou o cartão para pagar ração canina e acabou gastando dois mil reais em um único dia.
Extratos bancários analisados pela equipe policial mostraram que a estelionatária gastou quase a totalidade da aposentadoria da vítima em um único dia e sem autorização.
Nesta segunda-feira, como era a data em que a golpista faria contato com o idoso, pois é o período em que ele recebe a aposentadoria, os policiais da Delegacia de Estelionatos realizaram diligências nos locais onde ela costumava fazer compras com o cartão da vítima, que tem a tecnologia de aproximação.
Em uma loja no bairro Parque Cuiabá, os investigadores foram informados que a suspeita chegou ao local sozinha e fez uma compra no valor de quase mil reais. Ao idoso, ela disse que apenas faria um lanche ao pedir o cartão.
A mulher foi detida em flagrante e encaminhada à Delegacia de Estelionatos, onde foi interrogada. Inicialmente, ela disse que não tinha dado um golpe no idoso, mas acabou confessando o crime.
A suspeita foi autuada em flagrante por estelionato e será encaminhada para audiência de custódia do Poder Judiciário.
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLICIAL
Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil
Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados
O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.
Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.
De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.
Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.
Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.
Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.
A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.
Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.
Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.
A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.
As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.
Veja fotos da operação

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