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Polícia Civil indicia motorista que destruiu deck em restaurante por dano, tentativa de homicídio e omissão de socorro

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A Polícia Civil indiciou, nesta terça-feira (27.5), o motorista que destruiu o deck de um restaurante na Praça Popular, em Cuiabá, no último sábado (24.5). O investigado foi indiciado pelos crimes de dano qualificado, tentativa de homicídio com dolo eventual e omissão de socorro.

O motorista se apresentou na sede da Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran) na manhã desta terça-feira. Ele foi ouvido pelo delegado Claudinei Lopes, que está à frente das investigações do caso. Durante o depoimento, ele alegou que não tinha a intenção de destruir o estabelecimento e que a confusão começou dentro do restaurante.

“Ele alegou que não provocou o início da confusão, que uma pessoa exaltada esbarrou nele, começou a briga ali e outras pessoas também agrediram ele, pessoas que ele nunca viu e não conhece. A gente já sabia que ele ia tentar argumentar uma legítima defesa, mas ali tem provas, vídeos e exames periciais que foram realizados no carro e no estabelecimento comercial danificado”, disse o delegado.

O investigado afirmou que as agressões o deixaram desesperado, que ele queria sair do restaurante o mais rápido possível e, por isso, acabou batendo no deck. Ele também alegou, inclusive, que não viu que atropelou a própria tia, que estava atrás do carro, durante as manobras para sair do local. “Ele saiu rápido e não socorreu nem mesmo a tia”, disse.

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Após atingir o deck, o motorista foi agredido com pedaços de madeira. A Deletran vai solicitar um exame de corpo de delito para investigar as lesões. A tia do motorista também passará por exame de corpo e delito e será ouvida. Ela ficou com luxação no pé.

A hipótese de que teriam atirado contra o carro do investigado foi descartada. O veículo foi periciado e não foi encontrada nenhuma marca ou projéteis de arma de fogo.

“O motorista já foi indiciado por tentativa de homicídio com dolo eventual. Pouco antes de jogar o carro contra o deck, tinham várias pessoas lá, que saíram das mesas, senão poderia ter sido uma tragédia. Ele poderia ter lesionado, ou até matado, várias pessoas. Nessa manobra de dar ré, ele acabou atingindo a própria tia dele, que tinha saído para ver o que estava acontecendo. Ele alega que não viu, mas só de ter atingido essa tia já configura tentativa de homicídio, porque ela poderia ter morrido nesse atropelamento também”, explicou o delegado Claudinei Lopes.

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O delegado também explicou que, pelo grande prejuízo causado ao restaurante, ele foi indiciado pelo crime de dano duplamente qualificado. Já a omissão de socorro se refere ao fato de ter atingido a tia e não ter prestado ajuda, fugindo do local e abandonando o carro logo depois. “Então, ele está indiciado nesses três delitos”, completou.

No interrogatório, o motorista afirmou que tinha bebido uma taça de champanhe antes de dirigir. Testemunhas ainda serão ouvidas para corroborar a versão. Se confirmado que ele havia ingerido bebidas alcoólicas, ele poderá responder também por embriaguez ao volante.

Após ser ouvido nesta terça-feira, o motorista foi liberado. As investigações continuam para a conclusão do inquérito.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil

Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados

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O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.

Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.

De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.

Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.

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Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.

Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.

A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.

Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.

Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.

A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.

As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.

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