POLICIAL
Polícia Civil cumpre 12 ordens judiciais contra associação criminosa envolvida em roubos e furtos em Sinop
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou na manhã desta quarta-feira (05.04), em Sinop, a Operação Gestas para cumprimento de 12 mandados judiciais contra uma quadrilha envolvida em roubos e furtos ocorridos no município e ordenados por presos de dentro de uma penitenciária estadual.
Coordenada pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), a operação cumpre mandados de prisão, de buscas e de internações nas cidades de Sinop e Cuiabá.
A investigação que identificou os envolvidos nos crimes patrimoniais teve início com um furto de ferramentas ocorrido em janeiro deste ano, em Sinop, que foram apreendidas pela delegacia especializada. O grupo criminoso cometeu outros dois furtos com rompimento de obstáculo e um roubo na cidade utilizando as ferramentas. No roubo, o bando obrigou a vítima a abrir um buraco na parede para acessar o cofre da empresa. Nos furtos, a intenção também era a mesma.![]()
Um dos suspeitos foi preso em flagrante durante um dos crimes cometidos contra uma loja de artigos de caça e pesca. Durante a investigação, a equipe da DERF apurou que presos de dentro da Penitenciária Central do Estado davam ordens para a execução dos crimes, inclusive, fazendo chamadas de vídeo com os criminosos no momento dos roubos e furtos.
A associação criminosa usava menores de idade para a execução dos crimes, que foram identificados no curso da investigação. A apuração da Derf chegou ainda ao suspeito que era a pessoa responsável por guardar as ferramentas usadas para a execução dos crimes.
Outros dois suspeitos presos na operação são investigados por roubos ao comércio local de Sinop – uma loja de revenda de celulares no centro da cidade e uma venda de açaí.
Operação
O nome Gestas se refere a um dos ladrões que foi crucificado ao lado de Jesus Cristo. Ele não se arrependeu de seu pecado.
O cumprimento dos mandados judiciais conta com apoio da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher e Delegacia Municipal de Sinop, Gerência de Combate ao Crime Organizado e Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).
Números
4 mandados de prisão em Sinop
2 internações de adolescentes em Sinop
4 buscas e apreensões
2 cumprimentos de prisão na PCE
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLICIAL
Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil
Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados
O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.
Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.
De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.
Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.
Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.
Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.
A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.
Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.
Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.
A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.
As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.
Veja fotos da operação

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