POLICIAL
Força Tática apreende 30 quilos de drogas e prende duas pessoas em Tangará da Serra
Policiais militares da Força Tática do 7º Comando Regional apreenderam mais de 30 quilos de entorpecentes, na noite desta terça-feira (21.06), em Tangará da Serra. Na ação, dois homens, de 20 e 41 anos, foram presos em flagrante por tráfico ilícito de drogas e uma arma de fogo com quatro munições foi apreendida.
Por volta de 19h, a equipe da Força Tática recebeu informações via Agência Regional de Inteligência (ARI) informando sobre um grande carregamento de drogas pertencente a uma organização criminosa que havia chegado na cidade. Ainda segundo a denúncia, um homem seria o responsável por guardar os entorpecentes, no bairro Jardim dos Ipês.
Os PMs se deslocaram ao endereço informado e localizaram o suspeito saindo de uma região de mata. Ao ser abordado, o homem demonstrou nervosismo e tentou dispensar uma sacola. Em revista pessoal, foi encontrado com o suspeito um revólver calibre .38 carregado com quatro munições. Na sacola foi localizado tabletes e porções grandes de substância análoga à maconha e cocaína, e uma balança de precisão.
Questionado sobre a denúncia da chegada de drogas na região, o criminoso revelou que estava com apenas uma parte dos entorpecentes e que o restante ficaria com um segundo suspeito, que estaria pela mesma região e seria o responsável por esconder o material ilícito.
Em rápidas diligências o segundo suspeito foi localizado e ao ser perguntado sobre as drogas, disse que não sabia a procedência e que teria apenas recebido ordens para guardar dois sacos em uma região de mata.
Os policiais militares foram até o local indicado pelo segundo homem e lograram êxito em encontrar o restante dos entorpecentes, totalizando cerca de 40 tabletes apreendidos, que somaram 33 quilos de drogas retiradas de circulação.
Diante da situação de flagrante, os dois suspeitos encontrados receberam voz de prisão e foram encaminhados para a Delegacia de Tangará da Serra, junto com todo o material apreendido, para o registro da ocorrência e demais providências cabíveis.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.
POLICIAL
Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil
Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados
O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.
Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.
De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.
Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.
Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.
Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.
A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.
Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.
Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.
A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.
As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.
Veja fotos da operação

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