NACIONAL

Recomposição da aprendizagem no Ceará foca em equidade

Para enfrentar as desigualdades educacionais agravadas pela pandemia, o Ministério da Educação (MEC) tem apoiado as redes de ensino na promoção da recomposição das aprendizagens. No Ceará, a Secretaria da Educação (Seduc/CE) atua de forma estratégica, em articulação com o Pacto Nacional pela Recomposição das Aprendizagens, implementando políticas que combinam diagnóstico, acompanhamento pedagógico e ações voltadas à equidade.

A principal iniciativa estadual é o Foco na Aprendizagem, ação do programa Ceará Educa Mais, em vigor desde 2021. A política se estrutura em quatro pilares: avaliações diagnósticas e formativas, materiais didáticos estruturados, formação continuada de professores e tutoria especializada em língua portuguesa e matemática. Essas ações, presentes no ensino médio da rede estadual, buscam garantir suporte pedagógico qualificado e baseado em evidências.

“A experiência do Ceará mostra que, com diagnóstico, formação e acompanhamento integrados, é possível garantir que todos os estudantes avancem, aprendendo com qualidade e equidade”, afirma a coordenadora-geral de Estratégia da Educação Básica, Ana Valéria Dantas.

Desde 2024, o estado intensificou o trabalho na área de matemática com o Projeto Mais Aprendizagem Matemática, que reúne ações como laboratórios, a Maratona de Matemática, o projeto Elas na Matemática e parceria com a Khan Academy, que oferece plataforma de ensino personalizado integrada ao planejamento pedagógico.

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A Seduc/CE também investe em outras frentes para fortalecer as aprendizagens. Entre elas, a expansão das escolas de tempo integral, que já representam mais de 75% da rede estadual, e a construção de 138 novas unidades, com a meta de universalizar o ensino em tempo integral até 2026. Outra iniciativa é o Fortalecimento da Atuação dos Coordenadores Escolares (Face), que desde 2017 promove formações em cascata com foco em avaliação, metodologias ativas e liderança pedagógica.

O estado também desenvolve a Política de Desenvolvimento de Competências Socioemocionais, com destaque para o Projeto Professor Diretor de Turma (PPDT) e os Núcleos de Trabalho, Pesquisa e Práticas Sociais (NTPPS), que fortalecem o vínculo entre escola e estudante e incentivam o protagonismo juvenil.

“Nosso desafio é ensinar para quem menos sabe. Temos que ensinar de acordo com o nível dos alunos, a fim de reduzirmos as desigualdades. Precisamos saber o que é prioritário para que os estudantes possam avançar e garantam acesso à cidadania plena”, destaca Jucineide Fernandes, Secretária Executiva do Ensino Médio e Educação Profissional do Ceará.

O impacto das ações é acompanhado pelo Sistema Permanente de Avaliação da Educação Básica do Ceará (Spaece). Entre 2012 e 2024, a proficiência média dos alunos da 3ª série do ensino médio em língua portuguesa subiu de 251,6 para 280,7 pontos, com crescimento no percentual nos níveis intermediário e adequado de 33,2% para 58,3%. Em matemática, a média passou de 260,7 para 278,7 pontos, com redução de 47,8% para 35,5% no percentual de estudantes no nível muito crítico.

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Segundo o Censo Escolar 2023, a taxa de abandono no ensino médio da rede estadual foi de 1,7% – queda expressiva em relação aos 11% registrados em 2012. Para a Seduc, o uso sistemático de dados para embasar decisões pedagógicas e a valorização do coordenador escolar como elo entre gestão e sala de aula foram fatores decisivos para esses avanços.

Com base nessa experiência, o Ceará recomenda cinco diretrizes para uma recomposição efetiva: investir em avaliações diagnósticas regulares; garantir materiais estruturados focados em habilidades essenciais; promover formação docente baseada em evidências; integrar o desenvolvimento socioemocional às ações pedagógicas; e apoiar a gestão escolar como eixo articulador do processo educativo.

Com essas estratégias, o estado reafirma o compromisso de assegurar o direito de aprender com qualidade e equidade, construindo uma escola que acolhe, ensina e transforma vidas.

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB e da Seduc/CE

Fonte: Ministério da Educação

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NACIONAL

Escola Nacional de Hip Hop já tem adesão de 22 estados

As redes estaduais, distrital e municipais de educação têm até terça-feira, 30 de junho, para aderir ao Programa Escola Nacional de Hip-Hop. Até 24 de junho, 22 estados e o Distrito Federal já haviam confirmado participação na iniciativa, que busca incorporar ao ambiente escolar saberes urbanos, periféricos e negros por meio da cultura e pedagogia hip-hop

A Escola Nacional de Hip-Hop integra a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq) e prevê investimento de R$ 50 milhões entre 2026 e 2027. A adesão deve ser realizada exclusivamente pelo Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec), mediante assinatura do termo de adesão.  

A proposta da Escola Nacional de Hip-Hop é fortalecer práticas pedagógicas que dialoguem com as vivências dos estudantes por meio de atividades ligadas à música, dança, grafite, batalhas de rima e formação cultural. Entre as ações previstas estão trilhas formativas voltadas à gestão de carreira de MCs, breaking olímpico, slams estudantis, batalhas de rima, atividades de grafite e experiências pedagógicas relacionadas ao hip-hop na educação. 

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Na educação básica, o hip-hop funciona como uma ferramenta de apoio ao sucesso acadêmico de estudantes em três grandes áreas: fortalecimento da identidade e da representatividade; integração de saberes e perspectivas decoloniais ao currículo; e melhoria do clima escolar, incluindo ações culturais que possam contribuir para reduzir o uso excessivo de celulares nos intervalos escolares. 

Adesão – No levantamento realizado em 24 de junho, 22 estados e o Distrito Federal já haviam aderido ao Programa Escola Nacional de Hip-Hop. Entre as unidades da Federação que ainda não haviam formalizado a participação estão Amazonas, Espírito Santo, Mato Grosso e Paraná. 

Nas capitais, 22 das 26 cidades já haviam confirmado adesão. Apenas Boa Vista (RR), Manaus (AM) e Vitória (ES) ainda não haviam concluído o processo. 

O levantamento também mostra que a mobilização das redes municipais já alcança índices elevados em diversas unidades da Federação. O Amapá lidera o percentual de adesão entre os municípios, com 93,75%, seguido por Roraima (93,33%) e Acre (81,81%). Na sequência aparecem Maranhão (78,34%), Bahia (77,69%) e Rio de Janeiro (77,17%), demonstrando o avanço da implementação do programa em diferentes regiões do país. 

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Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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