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NOTA À IMPRENSA

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Em atenção aos equívocos publicados em matéria sobre o Complexo Jorge Lacerda (CTJL), escrita por repórter da Folha de São Paulo, em 13 de agosto de 2025, o Ministério de Minas e Energia (MME) traz os seguintes esclarecimentos:

1. O preço da usina foi exclusivamente calculado com base no que estabelece a Lei nº 14.299/2022, que determina que a receita fixa deve cobrir custos operacionais, combustíveis primário e secundário, além da remuneração adequada do capital investido. Todo o processo seguiu ritos técnicos, foi submetido a duas consultas públicas e contou com a análise da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e Agência Nacional de Mineração (ANM).
2. A matéria promove erroneamente uma comparação direta entre o CTJL e outras usinas a carvão contratadas via licitação, sem considerar as diferenças legais e contratuais impostas pela Lei nº 14.299/2022.
O CTJL, por determinação legal, deve adquirir 80% de seu carvão mineral de minas localizadas em Santa Catarina, com preços homologados pela ANEEL. Já os empreendimentos licitados não estão sujeitos a essa obrigação e podem escolher livremente fornecedores e condições de suprimento. Esse fator isoladamente já inviabiliza qualquer comparação simplista de preços.
3. Erradamente, a reportagem afirma que “a Diamante teve a maioria de suas contribuições aceitas” pelo MME.
O fato é: nas duas consultas públicas, foram recebidas 40 contribuições da empresa, das quais 10 foram integralmente aceitas, 7 parcialmente aceitas e 23 rejeitadas.
Das 17 aceitas ou parcialmente aceitas, 9 eram ajustes meramente redacionais para individualizar as quatro usinas do Complexo, sem impacto econômico. Todas as contribuições e respectivas análises técnicas estão publicamente disponíveis no site do MME, o que desmente a alegação de “sigilo” feita na matéria.
4. Sobre a variação de preço citada, na verdade, a diferença entre R$ 536,35/MWh e R$ 564,37/MWh não decorre de qualquer “concessão” à empresa, mas sim de atualizações monetárias, utilização de dados mais recentes homologados pela ANEEL (como tarifa de transmissão e taxa de fiscalização) e inclusão do custo de combustível secundário, conforme determina a própria Lei nº 14.299/2022.
5. É possível certificar que todas as análises foram conduzidas por equipes técnicas do MME, EPE, ANEEL e ANM, sendo mais de 20 servidores públicos concursados e com total autonomia no processo. As decisões foram baseadas exclusivamente em parâmetros técnicos e legais, com transparência e lisura, e não em ações políticas ou interesses pessoais.

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Complementarmente, refutando a tese defendida na reportagem, é público e notório que o MME atuou para impedir aumento ainda maior de preço e prazo contratual do complexo. Em janeiro de 2025, a pasta recomendou o veto a dispositivos da Lei nº 15.097 que estenderiam o prazo da contratação até 2050 e elevavam o valor para um patamar em dezenas de reais muito acima do contratado, justamente por entender que essas alterações iriam contra o interesse público.

Por fim, o Ministério reafirma seu compromisso com a transparência, o cumprimento rigoroso da legislação e a defesa do interesse público, rechaçando interpretações que distorçam fatos ou omitem elementos essenciais à correta compreensão do processo.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | Email: [email protected]


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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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NACIONAL

Indicadores de equidade racial avançam nas redes municipais de ensino

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O Diagnóstico Equidade 2026, elaborado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), apresenta aumento nos indicadores relacionados à implementação de políticas de educação para as relações étnico-raciais (Erer) nas redes municipais de ensino.  

Entre os indicadores analisados, a institucionalização apresentou um aumento de 17,1 pontos. O índice passou de 38,7 pontos, em 2024, para 55,8, em 2026. No Brasil, a média geral dos indicadores relacionados à implementação passou de 26,6, em 2024, para 34,7, em 2026, um crescimento de 8,1 pontos. O resultado indica que mais redes municipais estão estruturando políticas, ações e mecanismos para enfrentar desigualdades raciais e promover a diversidade. 

O índice geral é a média que considera a institucionalização de diferentes aspectos da implementação das políticas de Erer, como gestão, formação, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento, mapeados pelo Diagnóstico Equidade. O resultado está ligado ao primeiro biênio de execução da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), em regime de colaboração interfederativa.   

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As políticas de equidade racial na educação têm o objetivo de enfrentar as desigualdades raciais e contribuir para a redução do hiato de aprendizagem entre estudantes negros e brancos. Para isso, promovem ações que valorizam a diversidade, combatem o racismo e garantem condições mais equitativas para que todos os estudantes tenham acesso, permanência e aprendizagem com qualidade.  

Confira os dados comparativos gerais da Erer de 2024 no Brasil, em comparação a 2026, divulgados no Diagnóstico Equidade 2026:  

Secretarias municipais 

2024 

2026 

Índices 

Brasil 

Brasil 

Geral 

26,6 

34,7 

Institucionalização 

38,7 

55,8 

Formação 

20,4 

28,7 

Gestão 

26,0 

27,0 

Material Didático 

31,1 

34,2 

Financiamento 

20,6 

39,9 

Avaliação e Monitoramento 

45,0 

60,2 

Metodologia – O levantamento contou com 44 perguntas dirigidas às secretarias de educação de estados, municípios e do Distrito Federal. Foram realizadas 32 questões sobre Erer e 12 sobre educação escolar quilombola (EEQ).  

Para acompanhar os resultados, as informações foram organizadas em indicadores que avaliaram áreas como gestão, formação de profissionais, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento. Os índices recebem notas de 0 a 100.   

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As respostas foram declaradas pelos responsáveis pelas secretarias de educação ou, no caso dos municípios, pela prefeitura, o que contribui para a confiabilidade das informações. O questionário e os indicadores foram construídos com a participação de especialistas, pesquisadores e profissionais com experiência em políticas de equidade racial e combate ao racismo.  

Resultados do Diagnóstico de Equidade 2026  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi 

Fonte: Ministério da Educação

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