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Mulheres Mil: Minas Gerais mais de 1.600 vagas de qualificação profissional

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Com início previsto para setembro de 2026, o programa Mulheres Mil oferta mais de 1.600 vagas gratuitas em cursos de qualificação profissional no estado de Minas Gerais. As oportunidades são voltadas à educação profissional e tecnológica (EPT) e visam promover a inclusão produtiva e a autonomia das mulheres na região. 

No estado, as vagas estão distribuídas em diversos cursos de formação inicial e continuada (FIC), todos na modalidade presencial, ofertados pelo Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG), Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG), Universidade Federal de Viçosa (UFV), Fundação Educação para o Trabalho de Minas Gerais (UTRAMIG), Fundação de Ensino de Contagem (FUNEC) e Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES): 

  • Agente Cultural (192 horas): ofertado pelo IFMG em Contagem (30 vagas). 
  • Agente De Alimentação Escolar (200 horas): ofertado pelo IFNMG em Arinos (35 vagas). 
  • Agente De Informações Turísticas (200 horas): ofertado pela UNIMONTES em Montes Claros (60 vagas). 
  • Agricultor Familiar (240 horas): ofertado pela UFV em Florestal (30 vagas). 
  • Assistente Administrativo: ofertado pela UTRAMIG em Belo Horizonte (60 vagas – 160h), pela FUNEC em Contagem (21 vagas – 192h) e pela UFV em Florestal (30 vagas – 192h). 
  • Assistente De Logística: ofertado pela UTRAMIG em Belo Horizonte (30 vagas – 160h) e pela FUNEC em Contagem (21 vagas – 192h). 
  • Assistente De Produção Cultural (160 horas): ofertado pelo IFMG em Contagem (30 vagas). 
  • Assistente Escolar (200 horas): ofertado pelo IFNMG nos municípios de Almenara (40 vagas), Arinos (40 vagas) e Porteirinha (40 vagas). 
  • Confeccionador De Lingerie E Moda Praia (160 horas): ofertado pela UNIMONTES em Montes Claros (30 vagas). 
  • Cuidador De Idoso: ofertado pela UTRAMIG em Belo Horizonte (245 vagas – 160h), pela UNIMONTES em Montes Claros (120 vagas – 160h), pelo IFNMG em Araçuaí (40 vagas – 200h) e Diamantina (35 vagas – 200h), e pela UFV em Florestal (60 vagas – 200h). 
  • Cuidador Infantil: ofertado pela UTRAMIG em Belo Horizonte (125 vagas – 160h) e pelo IFNMG em Diamantina (35 vagas – 200h) e Porteirinha (35 vagas – 200h). 
  • Depilador (192 horas): ofertado pela UFV em Florestal (30 vagas). 
  • Editor De Projeto Visual Gráfico (192 horas): ofertado pela FUNEC em Contagem (21 vagas). 
  • Fotógrafo (228 horas): ofertado pela FUNEC em Contagem (21 vagas). 
  • Introdução À Interpretação Em Língua Brasileira De Sinais (Libras) (200 horas): ofertado pelo IFNMG em Teófilo Otoni (35 vagas). 
  • Monitor De Atividades De Lazer (200 horas): ofertado pelo IFNMG em Almenara (35 vagas). 
  • Preparador De Doces E Conservas (200 horas): ofertado pela UNIMONTES em Montes Claros (30 vagas). 
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Como se inscrever – Para conferir o detalhamento das oportunidades, os requisitos de participação e o processo seletivo, as candidatas devem acessar o Painel de Oportunidades do Pronatec e selecionar o filtro “Mulheres Mil”. Em seguida, precisam escolher o estado e o mês “Setembro”. As inscrições e a consulta aos editais de ingresso também podem ser realizadas diretamente junto às instituições de ensino ou em seus respectivos canais oficiais. 

Mulheres Mil – O programa Mulheres Mil atende mulheres maiores de 16 anos em situação de vulnerabilidade social, vítimas de violência, com baixa ou nenhuma escolaridade e é fomentado pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) 

Fonte: Ministério da Educação

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Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

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 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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