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Exclusivo: Wellington corre atrás de Flávio Bolsonaro, erra aldeias e cobra Medeiros após ficar fora de agenda reservada em MT – veja fotos 

Candidato do PL teria descoberto a programação sem aviso, percorreu Campo Novo dos Parecis atrás do presidenciável e acabou cobrando explicações de José Medeiros; Cidinho Santos, coordenador da campanha de Pivetta, estava entre os convidados

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A passagem do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) por Mato Grosso produziu uma cena inusitada nos bastidores da campanha e expôs o desconforto existente entre lideranças do próprio campo da direita no Estado.

Segundo relatos obtidos nos bastidores, a equipe do candidato ao Governo Wellington Fagundes (PL) não teria sido informada sobre uma agenda reservada de Flávio Bolsonaro em Campo Novo dos Parecis.

Ao tomar conhecimento de que o presidenciável estava na região, Wellington e integrantes de sua comitiva teriam seguido às pressas para o município na tentativa de encontrá-lo.

A busca, entretanto, virou uma verdadeira peregrinação.

Conforme os relatos, o grupo teria procurado Flávio Bolsonaro em aldeias indígenas diferentes daquela onde o presidenciável cumpria sua programação. Sem conseguir localizá-lo, a comitiva teria continuado circulando por Campo Novo dos Parecis em busca de informações sobre a agenda.

ENCONTRO NO AEROPORTO

A situação ganhou um novo capítulo na área do aeroporto.

A equipe de Wellington aguardava a chegada de veículos acreditando que se tratava da comitiva de Flávio Bolsonaro. Quando os carros chegaram, porém, quem desembarcou não foi o presidenciável nem sua equipe, mas o senador José Medeiros (PL) e o ex-senador Cidinho Santos.

Foi justamente nesse momento que começaram as cobranças.

A cena registrada na foto de capa mostra Wellington Fagundes e o presidente regional do PL, Ananias Filho, diante de José Medeiros durante o episódio. Segundo os relatos, o senador foi questionado sobre os motivos pelos quais Wellington e seu grupo não haviam sido informados da programação e por que o candidato do próprio PL ao Governo teria ficado fora do encontro reservado.

Apesar de não ter gravado com Flávio Bolsonaro durante a passagem do presidenciável por Mato Grosso, Wellington Fagundes conseguiu posteriormente tirar uma foto ao lado do candidato à Presidência. O registro acabou sendo a imagem de aproximação entre os dois durante a agenda, em meio aos bastidores marcados pela tentativa da comitiva de Wellington de localizar o presidenciável.

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Também estavam na comitiva de Wellington o presidente regional do PL, Ananias Filho, a deputada federal Coronel Fernanda, Rafael Ranalli e o candidato a vice-governador Reinaldo Morais.

Diante dos questionamentos, Medeiros teria adotado postura diplomática, evitando confronto e sem assumir responsabilidade pela organização da agenda ou pela definição dos convidados.

CIDINHO ESTAVA NA AGENDA

O que aumentou o desconforto político foi justamente quem estava entre os convidados.

Ao lado de Medeiros estava Cidinho Santos, ex-senador, candidato a suplente na chapa ao Senado do ex-governador Mauro Mendes e coordenador da campanha ao Governo de Otaviano Pivetta, adversário de Wellington Fagundes na disputa pelo Palácio Paiaguás.

Segundo informações de bastidores, a programação teria sido preparada para um grupo bastante restrito. Entre os convidados estavam Odílio Balbinotti, Cidinho Santos, José Medeiros e Tiago Boava.

Wellington Fagundes, apesar de disputar o Governo pelo mesmo partido de Flávio Bolsonaro, não estaria na lista de convidados para a agenda reservada.

A situação produziu um contraste politicamente incômodo: enquanto Wellington e sua equipe tentavam descobrir onde estava o presidenciável, um dos coordenadores da campanha de seu adversário já participava da programação.

DISPUTA PELO PALANQUE

O episódio revela uma disputa maior pelo espaço político em torno de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso.

Wellington busca vincular sua candidatura estadual ao projeto presidencial do PL, mas a presença de Cidinho Santos em uma agenda restrita do presidenciável mostra que a interlocução do núcleo de Flávio no Estado não se limita à candidatura do próprio partido ao Governo.

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José Medeiros acabou no centro do desconforto. Ao chegar acompanhado de Cidinho, encontrou Wellington e dirigentes do PL querendo saber por que haviam ficado de fora.

A própria imagem do encontro sintetiza o episódio: Ananias Filho e Wellington diante de Medeiros, cobrando explicações sobre uma agenda do candidato presidencial do partido da qual o candidato do PL ao Governo, segundo os relatos, não havia sido chamado a participar.

No fim, a visita deixou uma fotografia emblemática dos bastidores da eleição: de um lado, Wellington e seus aliados tentando chegar até Flávio Bolsonaro; do outro, Cidinho Santos, coordenador da campanha adversária, participando da programação reservada.

O episódio acrescenta mais um capítulo à disputa pelo palanque bolsonarista em Mato Grosso e expõe as dificuldades de Wellington em transformar a identidade partidária com o presidenciável em acesso político automático à sua campanha.

FOTO DE CAPA

A imagem que ilustra esta matéria registra o momento em que o presidente regional do PL, Ananias Filho, e Wellington Fagundes abordam o senador José Medeiros e cobram explicações por terem ficado de fora da agenda com o presidenciável Flávio Bolsonaro, em Campo Novo dos Parecis.

A Folha de Mato Grosso ressalta que as informações sobre a lista de convidados, os deslocamentos da comitiva e o conteúdo das cobranças são provenientes de relatos de bastidores. O espaço permanece aberto a Wellington Fagundes, José Medeiros, Flávio Bolsonaro e aos demais citados para esclarecimentos, contrapontos ou eventuais manifestações.

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POLÍTICA MT

Pivetta parte para cima de Wellington, relembra delação de Silval e dispara: “Especialista em maldades” – assistam ao vivo

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O segundo debate entre os candidatos ao Governo de Mato Grosso elevou a temperatura da campanha eleitoral nesta terça-feira (1º). Otaviano Pivetta (Republicanos) e Wellington Fagundes (PL) protagonizaram um dos confrontos mais duros do encontro, com troca de acusações envolvendo servidores públicos, a antiga administração estadual, Silval Barbosa e até o período em que o senador esteve à frente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

O debate da TV Vila Real reuniu os seis postulantes ao Palácio Paiaguás: Otaviano Pivetta, Wellington Fagundes, Natasha Slhessarenko, Rafaell Milas, Maurício Coelho e Sargento Laudicério.

O momento de maior tensão ocorreu no segundo bloco, reservado às perguntas entre os próprios candidatos.

Wellington direcionou uma pergunta a Pivetta sobre o funcionalismo público e mencionou o fechamento do Samu, além de cobrar as perdas relacionadas à Revisão Geral Anual (RGA). O candidato do PL argumentou que o governo dispõe de bilhões para investimentos, mas, segundo ele, não teria adotado a mesma postura na valorização dos servidores.

Pivetta reagiu imediatamente.

O governador classificou Wellington como “especialista em maldades” e contrapôs as críticas lembrando sua experiência de três mandatos como prefeito de Lucas do Rio Verde.

Na sequência, Pivetta levou o embate para o histórico político do adversário e para a situação encontrada pelo atual grupo político quando assumiu o comando do Estado.

Segundo Pivetta, ele e o ex-governador Mauro Mendes assumiram Mato Grosso em uma situação financeira difícil, inclusive com salários atrasados.

“O povo lembra como era Mato Grosso do governo que você participava”, disparou Pivetta.

O ataque ficou ainda mais pesado quando o governador citou o ex-governador Silval Barbosa.

“O senhor fazia grandes negócios com o Silval, tanto é que foi delatado por ele”, afirmou Pivetta durante o confronto.

Pivetta ainda acrescentou outra provocação ao adversário: “O senhor também foi expulso do Dnit por Bolsonaro”, disse.

As declarações transformaram o confronto entre os dois candidatos em um dos momentos mais ásperos do debate e colocaram novamente episódios do passado político no centro da disputa eleitoral.

WELLINGTON REBATE E ATACA EDUCAÇÃO

O embate entre Pivetta e Wellington já havia ganhado força quando o governador questionou o senador sobre educação.

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Pivetta afirmou que a administração estadual promoveu uma transformação no setor durante a gestão iniciada com Mauro Mendes.

Wellington respondeu dizendo que ajudou a aproximar Mauro Mendes do então ministro da Economia Paulo Guedes para viabilizar financiamento destinado a investimentos na educação.

Na sequência, porém, o candidato do PL passou ao ataque e levantou suspeitas sobre supostos desvios no setor durante a passagem do ex-secretário Alan Porto.

Wellington afirmou que existem denúncias relacionadas à merenda e a livros e disse que a Polícia Federal estaria acompanhando o assunto. As declarações foram apresentadas pelo candidato durante o debate, sem que, naquele momento, houvesse julgamento ou comprovação das acusações citadas.

OUTROS CANDIDATOS TAMBÉM PRESSIONAM WELLINGTON

Wellington também enfrentou questionamentos de outros adversários.

Rafaell Milas citou as operações Sanguessuga, Ararath e Atlântida e afirmou que o senador teria sido mencionado em investigações. Durante a provocação, Milas utilizou o termo “melancia” e chegou a ironizar a gravata verde usada pelo candidato do PL.

Wellington reagiu chamando o adversário de “candidato de aluguel” e afirmou que jamais sofreu condenação judicial. Segundo o senador, os ataques teriam como objetivo desgastar sua imagem durante a disputa eleitoral.

Outro confronto ocorreu quando Wellington questionou Maurício Coelho sobre episódio relacionado à violência doméstica. Coelho defendeu o direito ao contraditório e afirmou que qualquer pessoa que tenha o nome envolvido em um caso dessa natureza precisa apresentar explicações públicas.

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER ENTRA NO CENTRO DO DEBATE

O enfrentamento à violência doméstica e ao feminicídio também ocupou espaço importante.

Natasha questionou Pivetta sobre a proposta de criar uma espécie de “ficha suja” para agressores de mulheres, impedindo que pessoas enquadradas nesses casos ocupem cargos públicos.

Pivetta respondeu que incorporaria a proposta ao seu programa de governo.

“Tenho 67 anos e quatro filhas e nunca cometi violência contra nenhuma mulher”, declarou.

O governador também citou ações desenvolvidas pelo Estado voltadas às vítimas de violência doméstica, entre elas botão do pânico, acompanhamento, auxílio financeiro e aluguel, além de iniciativas habitacionais destinadas a mulheres em situação de vulnerabilidade.

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Sargento Laudicério também questionou Pivetta sobre o tema, enquanto Rafaell Milas defendeu a criação de protocolos para retirar mulheres vítimas de violência do contato com seus agressores e ampliar o acolhimento das famílias atingidas pelo feminicídio.

SEGURANÇA, SERVIDORES E ECONOMIA

O debate ainda passou por segurança pública, endividamento dos servidores, incentivos fiscais, agroindustrialização, emendas parlamentares e política tributária.

Natasha defendeu aumento do contingente policial e do número de presídios, utilização de câmeras de segurança e integração com instituições federais para combater organizações criminosas. A candidata também defendeu medidas destinadas a atingir financeiramente as facções e combater a lavagem de dinheiro.

Questionado sobre o superendividamento de servidores estaduais, Pivetta afirmou que encaminhou medida à Assembleia Legislativa estabelecendo limite de comprometimento salarial e disse que abusos cometidos na concessão de empréstimos seriam corrigidos.

Na área econômica, Pivetta questionou Natasha sobre a industrialização da produção mato-grossense. A candidata defendeu ampliar o processamento de matérias-primas produzidas no Estado, citando setores como couro, mineração e algodão.

Maurício Coelho, por sua vez, defendeu auditoria na política de incentivos fiscais, enquanto Sargento Laudicério abordou reestruturação tributária e valorização das forças de segurança.

PRIMEIRO GRANDE CONFRONTO DA CAMPANHA

Com cinco blocos previstos, o debate abriu oficialmente uma nova etapa da corrida pelo Palácio Paiaguás, colocando os candidatos frente a frente e permitindo confrontos diretos.

Mas foi o duelo entre Pivetta e Wellington que concentrou alguns dos momentos de maior temperatura política, com os dois principais adversários levando para o palco do debate acusações sobre gestão, servidores, educação e episódios do passado.

Ao mencionar Silval Barbosa e a passagem de Wellington pelo Dnit, Pivetta procurou deslocar a discussão da cobrança sobre sua atual administração para o histórico político do adversário. Wellington, por sua vez, respondeu atacando áreas da atual gestão e levantando suspeitas sobre a educação.

O tom apresentado neste primeiro encontro sinaliza que a campanha pelo Governo de Mato Grosso deverá entrar em uma fase ainda mais dura, marcada pelo confronto direto, cobranças sobre o passado e questionamentos sobre a capacidade de cada candidato para comandar o Estado.

Veja o debate 

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