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MEC inaugura prédios de universidades federais em MS

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Em agenda em Mato Grosso do Sul, o ministro da Educação, Camilo Santana, inaugurou, nesta terça-feira, 30 de setembro, o prédio da reitoria do campus Unidade II da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), em Dourados (MS). Em Campo Grande, durante a tarde, o ministro fará a inauguração do novo prédio multiuso da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), campus de Três Lagoas.  

Além disso, serão assinadas as ordens de serviço para reformar as clínicas médica, pediátrica, psiquiátrica e cirúrgica do hospital universitário da UFGD, além de implantar o serviço de hemodiálise na unidade de saúde. Na capital, Camilo ainda visitará obra de consolidação de campus da UFMS, que recebe recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC). 

UFGD – O novo prédio da Reitoria da UFGD abrigará a reitoria da universidade, bem como as Pró-reitorias de Administração (Prad); de Avaliação Institucional e Planejamento (Proap); de Gestão de Pessoas (Progesp); de Ensino de Graduação (Prograd); de Ensino de Pós-Graduação e Pesquisa (Propp), de Assuntos Comunitários e Estudantis (Proae) e de Extensão e Cultura (Proex). Iniciada há pouco mais de uma década, a obra foi retomada em 2024, após investimento de mais de R$ 11,8 milhões. 

Ainda como parte da agenda em Dourados (MS), o ministro Camilo também visitará as obras da 2ª etapa da Unidade da Mulher e da Criança (UMC) do Hospital Universitário da UFGD, que teve investimento de R$ 28 milhões do Novo PAC. Com 4,1 mil m2, a expansão da UMC prevê a criação de 45 novos leitos, além da duplicação das UTIs pediátrica e neonatal e a ampliação da Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal. A iniciativa busca fortalecer o atendimento humanizado e qualificado para gestantes, mulheres e crianças atendidas pela unidade. 

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O encontro contará com a presença de representantes da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), da Secretaria de Educação Superior (Sesu) do MEC, do governo de Mato Grosso do Sul e da Prefeitura de Dourados (MS). 

UFMS – O edifício multiuso da UFMS contempla laboratórios, salas de aula e auditório que auxiliarão na formação dos estudantes do campus Três Lagoas, principalmente os do curso de medicina. A obra tem 3,2 mil m² e atenderá mais de três mil estudantes.  

Durante a visita ao campus sede da UFMS, em Campo Grande (MS), será apresentada a obra em andamento da Faculdade de Direito (Famez), que contará com um novo bloco acadêmico de 3,2 mil m², orçado em R$ 8,8 milhões, sendo R$ 5,8 milhões pelo Novo PAC. A previsão é que a obra seja concluída até julho de 2026.  

Ao todo, a UFMS recebeu investimento de R$ 22,4 milhões do Novo PAC para obras de consolidação, que incluem obras de estrutura acadêmica, complexo esportivo, infraestrutura e urbanização, em diversos campi. Ademais, o MEC garantiu, em 2025, a recomposição do orçamento das universidades federais, incluindo a UFMS. Com a recomposição, o orçamento discricionário da universidade passou a R$ 114.326.535 — R$ 1.316.894 a mais que o inicialmente previsto.   

Financiamento – O estado de Mato Grosso do Sul está recebendo, com recursos do Novo PAC, um investimento total de R$ 524,9 milhões, direcionados para a educação básica, profissional e tecnológica e superior.  

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Só para a educação básica são R$ 331,2 milhões, que contemplam 55 municípios para a construção de 33 creches, 16 escolas em tempo integral e aquisição de 39 ônibus escolares. 

Já para os campi do Instituto Federal, o repasse total será de R$ 87,8 milhões, sendo R$ 37,8 milhões para consolidação e melhoria da infraestrutura dos campi existentes do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), nos municípios Aquidauana, Campo Grande, Corumbá, Coxim, Dourados, Jardim, Naviraí, Ponta Porã e Três Lagoas. Desse montante, já foram destinados 12,9 milhões. Outros R$ 50 milhões estão sendo destinados para a expansão do IFMS, com a construção de dois novos campi, nos municípios de Amambaí e Paranaíba.  

Ainda na educação profissional e tecnológica, o MEC já investiu R$ 17,6 milhões para a oferta de cursos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), gerando 6.874 vagas em ações como o Mulheres Mil, em cursos técnicos de nível médio na modalidade de tempo integral, entre outras. 

Para a educação superior, o MEC está investindo R$ 105,9 milhões em obras de consolidação dos campi e hospitais universitários da UFGD e da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), nos seguintes municípios: Aquidauana, Campo Grande, Chapadão do Sul, Coxim, Dourados, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas. 

Investimentos do MEC em Mato Grosso do Sul 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Sesu, da Setec e da Ebserh. 

Fonte: Ministério da Educação

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Alunos nota mil inspiram preparação para a redação do Enem 2026

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De Fortaleza (CE), Carlos Eduardo Gomes transformou a conquista da nota mil na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em oportunidade e orientação a outros estudantes. De Virginópolis (MG), Samille Leão reservava tempo para responder simulados e reproduzir, em casa, as condições do dia da prova. De Jaguaribe (CE), Elivandro Rodrigues, professor, participa do exame anualmente para compreender melhor os desafios enfrentados por seus alunos. Três trajetórias que podem inspirar quem se prepara para o Enem 2026. 

Esses caminhos se encontram na nova edição da cartilha “A Redação do Enem 2026 – Cartilha do Participante”, recém-divulgada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação (MEC). O material explica os critérios de avaliação e apresenta redações de participantes da edição anterior, acompanhadas de comentários pedagógicos. 

Para Carlos Eduardo, o apoio da família foi decisivo na trajetória até a universidade e na realização do sonho de cursar medicina. “Sempre acreditaram muito em meu potencial de conseguir chegar em uma universidade, de cursar medicina, que sempre foi meu sonho”, conta, ao falar dos avós e das tias. 

A conquista também ampliou o alcance de um projeto de mentoria de redação que Carlos já desenvolvia. Assim, ele passou a atuar na preparação de quase uma centena de estudantes a partir de seu próprio projeto e a integrar uma iniciativa da Secretaria de Educação voltada a alunos do oitavo e do nono ano. “Antes, eu buscava me inspirar em outras histórias, outras trajetórias. E saber que hoje eu sou uma dessas inspirações é uma grande realização para mim”, afirma. 

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Na preparação de Samille, estudante de medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), os simulados tinham lugar na rotina, inclusive durante feriados e encontros de família. “Eu simulava como se fosse o dia do Enem”, lembra. Para manter a concentração, ela pedia que ninguém entrasse em seu quarto enquanto fazia a prova. 

Ao recordar o caminho até a nota máxima, Samille destaca a dedicação e a importância das relações pessoais durante os estudos. “O que eu gostaria que as pessoas lembrassem. quando elas conhecessem minha história. é que é possível, sim, realizar nossos sonhos com dedicação e paciência”, diz. 

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Elivandro Rodrigues encontrou no próprio exame uma forma de aprimorar o trabalho em sala de aula. A inspiração veio de uma professora de física que fazia o Enem todos os anos para orientar melhor os estudantes. “Meu propósito não é simplesmente tirar nota mil. Eu quero ajudar meus alunos”, explica. Para ele, analisar os próprios erros também ajuda a identificar dificuldades e a preparar os alunos para a prova. 

A nota máxima trouxe reconhecimento ao professor e abriu caminho para a criação de um espaço presencial de ensino em sua cidade. “Isso me abriu uma porta aqui na cidade para ter um local presencial, ter um reforço, ter um curso de redação”, relata.  

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As experiências dos três mostram como a prática, o apoio de outras pessoas e a reflexão sobre a aprendizagem podem fazer parte da preparação para a escrita. 

Cartilha – A relação entre conhecimento e argumentação recebe atenção especial na nova cartilha do MEC. O documento alerta para o uso do chamado “repertório de bolso”, ou seja, referências memorizadas e empregadas de forma genérica, sem conexão efetiva com a discussão. De acordo com a cartilha, inserir uma citação de maneira automática ou forçada pode prejudicar a compreensão da proposta e a aplicação de conhecimentos ao tema. 

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A orientação da cartilha é selecionar referências pertinentes e explicar como elas contribuem para o argumento. Livros, filmes, acontecimentos históricos e outros conhecimentos construídos ao longo da formação podem ser utilizados, desde que façam sentido no texto. 

Além disso, também há a recomendação de leitura cuidadosa da proposta e dos textos motivadores antes de definir o posicionamento que será defendido. 

Para ajudar os participantes a compreender essas exigências, o material detalha as cinco competências avaliadas: domínio da escrita formal da língua portuguesa; compreensão do tema e da estrutura dissertativo-argumentativa; organização de informações e argumentos; uso dos recursos linguísticos que conectam as ideias; e elaboração de uma proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Cada competência pode receber até 200 pontos. 

Na cartilha, há uma seleção com redações de estudantes das cinco regiões do país que obtiveram boas notas no Enem 2025. Os comentários apontam como cada participante desenvolveu o tema, articulou o repertório e apresentou sua proposta de intervenção, oferecendo referências para a revisão e o aprimoramento da própria escrita. 

Também foram disponibilizadas versões com orientações específicas para participantes com dislexia, com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e para participantes surdos ou com deficiência auditiva.  

Assessoria de Comunicação Social do MEC 

Fonte: Ministério da Educação

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