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MEC analisa resultados de avaliações formativas do CNCA

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Os resultados do primeiro ciclo da Avaliação Contínua da Aprendizagem e as possíveis intervenções pedagógicas, a partir dos dados da avaliação, foi tema de webinário promovido pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Básica (SEB). O exame integra o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA). Transmitido pelo canal do MEC no YouTube, o encontro também serviu como preparatório para os próximos ciclos, que ocorrerão em junho e setembro. 

“Essa avaliação não é apenas um momento de verificar se a criança está ou não acompanhando as aprendizagens que desejamos, na verdade é mais que isso. É onde podemos descobrir e entender onde estão as principais lacunas que precisamos dar conta e planejar nossas ações pedagógicas e de gestão para superar essas lacunas”, afirmou o diretor de Políticas e Diretrizes da Educação Integral Básica do MEC, Alexsandro do Nascimento Santos. “Precisamos conectar essa avaliação com um processo de reflexão sobre a própria prática, para que possamos chegar mais perto dos estudantes que mais precisam, para enxergarmos no detalhe a realidade da aprendizagem de cada estudante, turma, escola e rede de ensino”, completou. 

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O coordenador-geral de Alfabetização do Ministério da Educação, João Paulo Mendes, apresentou os números deste primeiro ciclo, encerrado em 30 de abril. Ele destacou a participação de 88% dentre os alunos cadastrados. “É um número muito expressivo. Entretanto, quando comparamos os dados com o censo escolar, vemos que ainda há margem para continuarmos avançando e aumentando o acesso dos estudantes aos testes do CNCA”, afirmou João Paulo. 

Os testes são aplicados para os estudantes inscritos do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental. Nessa primeira fase do CNCA, considerando os estudantes cadastrados na plataforma, destacaram-se as participações das regiões Sudeste (92%), Centro-Oeste (89%) e Nordeste (87%). O segundo ciclo será realizado entre 4 e 30 de junho, enquanto a terceira etapa ocorrerá dos dias 3 a 29 de setembro. “Essa é uma grande oportunidade de refletirmos sobre os resultados, mas também para pensarmos nos aspectos relacionados à equidade, à aprendizagem dos estudantes, especialmente, daqueles que não estão com aprendizagens adequadas, para chegarmos mais preparados para os próximos ciclos de avaliações”, destacou João Paulo. 

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O webinário reuniu articuladores da Rede Nacional de Articulação de Gestão, Formação e Mobilização (Renalfa), equipes técnicas de avaliação das redes, representantes das secretarias municipais e estaduais de educação, gestores escolares e professores dos anos iniciais do ensino fundamental. As avaliações são baseadas nos componentes de leitura, escrita, matemática e fluência em leitura. 

Compromisso – O Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA) é realizado em regime de colaboração entre a União e os entes federados. O objetivo é garantir que 100% das crianças brasileiras estejam alfabetizadas ao final do 2º ano do ensino fundamental, conforme previsto na Meta 5 do Plano Nacional de Educação (PNE). O Programa busca, ainda, garantir a recomposição das aprendizagens, com foco na alfabetização de 100% das crianças matriculadas no 3º, no 4º e no 5º ano, tendo em vista o impacto da pandemia para esse público.  

 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB 

Fonte: Ministério da Educação

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Indicadores de equidade racial avançam nas redes municipais de ensino

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O Diagnóstico Equidade 2026, elaborado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), apresenta aumento nos indicadores relacionados à implementação de políticas de educação para as relações étnico-raciais (Erer) nas redes municipais de ensino.  

Entre os indicadores analisados, a institucionalização apresentou um aumento de 17,1 pontos. O índice passou de 38,7 pontos, em 2024, para 55,8, em 2026. No Brasil, a média geral dos indicadores relacionados à implementação passou de 26,6, em 2024, para 34,7, em 2026, um crescimento de 8,1 pontos. O resultado indica que mais redes municipais estão estruturando políticas, ações e mecanismos para enfrentar desigualdades raciais e promover a diversidade. 

O índice geral é a média que considera a institucionalização de diferentes aspectos da implementação das políticas de Erer, como gestão, formação, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento, mapeados pelo Diagnóstico Equidade. O resultado está ligado ao primeiro biênio de execução da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), em regime de colaboração interfederativa.   

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As políticas de equidade racial na educação têm o objetivo de enfrentar as desigualdades raciais e contribuir para a redução do hiato de aprendizagem entre estudantes negros e brancos. Para isso, promovem ações que valorizam a diversidade, combatem o racismo e garantem condições mais equitativas para que todos os estudantes tenham acesso, permanência e aprendizagem com qualidade.  

Confira os dados comparativos gerais da Erer de 2024 no Brasil, em comparação a 2026, divulgados no Diagnóstico Equidade 2026:  

Secretarias municipais 

2024 

2026 

Índices 

Brasil 

Brasil 

Geral 

26,6 

34,7 

Institucionalização 

38,7 

55,8 

Formação 

20,4 

28,7 

Gestão 

26,0 

27,0 

Material Didático 

31,1 

34,2 

Financiamento 

20,6 

39,9 

Avaliação e Monitoramento 

45,0 

60,2 

Metodologia – O levantamento contou com 44 perguntas dirigidas às secretarias de educação de estados, municípios e do Distrito Federal. Foram realizadas 32 questões sobre Erer e 12 sobre educação escolar quilombola (EEQ).  

Para acompanhar os resultados, as informações foram organizadas em indicadores que avaliaram áreas como gestão, formação de profissionais, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento. Os índices recebem notas de 0 a 100.   

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As respostas foram declaradas pelos responsáveis pelas secretarias de educação ou, no caso dos municípios, pela prefeitura, o que contribui para a confiabilidade das informações. O questionário e os indicadores foram construídos com a participação de especialistas, pesquisadores e profissionais com experiência em políticas de equidade racial e combate ao racismo.  

Resultados do Diagnóstico de Equidade 2026  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi 

Fonte: Ministério da Educação

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