MATO GROSSO
Com mais de 100 artesãos, FIT Pantanal terá venda de peças tradicionais e indígenas
Para o secretário adjunto de Turismo de Mato Grosso, Felipe Wellaton, o artesanato é a transformação e uma expressão cultural do turismo local.
“A cultura e a tradição local compõem nossos destinos turísticos, sendo destacados pela sua música, gastronomia e seu artesanato. O artesanato é uma transformação e expressão de identidade cultural de um povo e esses 100 artesãos irão mostrar um pouco do nosso Mato Grosso, que é gigante”, conta o secretário adjunto.
Participarão da feira artesãos de Barra do Bugres, Cáceres, Chapada dos Guimarães, Cuiabá Diamantino, Guarantã do Norte, Guiratinga, Mirassol D’Oeste, Nossa Senhora do Livramento, Nova Brasilândia, Paranatinga, Poconé, Poxoréo, Porto dos Gaúchos, Santo Antônio do Leverger, São José do Rio Claro e Tangará da Serra e Várzea Grande. Peças dos povos indígenas Umutina, Bakairi, Xingúanos, Waurá, Kalapalo, Mehinako, Karajá, Xavante, Bororó, Terena e Pareci também serão expostas.
A assessora especial do PAB-MT, Carolinne Luz, explica que, para muitos artesãos, essa é uma maneira de atingir um número maior de pessoas na comercialização de seus produtos. “O artesanato é fonte de renda para muitas famílias”, ressalta.
O artesanato mato-grossense é rico em tradições e traz peças que rememoram sua cultura, como as violas de cocho, as redes das tecedeiras, cerâmicas, madeiras, sementes do cerrado, bancos, acessórios e cestarias indígenas, crochês e pactchworks. Na parte dos quitutes, haverá bolos, doces regionais, licores e cachaças.
A artesã de São José do Rio Claro, Vilma Ferreira, conta que apresentará um novo tipo de vaso, totalmente sustentável, desenvolvido por ela.
“Uma das peças que irei levar é um vaso que eu criei. No dia que a pessoa não quiser mais, poderá descartá-lo na natureza. Ele não agredi o meio ambiente, e até a cola usada nele foi crida por mim. Eu espero que possamos fazer bons negócios e levar a arte de Mato Grosso”, disse a artesã.
Os produtos a serem apresentados vão de utilitários a itens decorativos e estarão expostos em um dos espaços da FIT Pantanal 2024.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Conselheiros do TCE-MT publicam nota de solidariedade a Waldir Júlio Teis após exoneração da Escola Superior de Contas
Os conselheiros Antonio Joaquim, Guilherme Maluf e Alisson Carvalho, do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), divulgaram nota pública de solidariedade ao conselheiro Waldir Júlio Teis, exonerado na segunda-feira (21) da função de Supervisor da Escola Superior de Contas do órgão. A decisão foi tomada pelo presidente da Corte, conselheiro Sérgio Ricardo.
No documento, os signatários afirmam que a medida causa “grave preocupação institucional” pelas circunstâncias em que foi adotada e pela mensagem que projeta sobre a independência funcional dos membros do Tribunal. Eles defendem que, em uma Corte de natureza colegiada, a divergência de entendimentos é legítima, necessária e inerente ao exercício da função de conselheiro.
Segundo a nota, nenhum membro pode se sentir constrangido, limitado ou sujeito a consequências administrativas em razão de posições regularmente manifestadas no desempenho de suas atribuições. Os conselheiros ressaltam ainda que as prerrogativas da Presidência devem ser exercidas com absoluto respeito à autonomia dos conselheiros, à colegialidade e à pluralidade de entendimentos.
Os autores do manifesto consideram que medidas administrativas que, por suas circunstâncias, possam ser percebidas como resposta a manifestações funcionais são incompatíveis com o ambiente de independência e equilíbrio que deve reger a Corte. Por essa razão, manifestam firme discordância com a decisão e defendem sua reconsideração, em respeito à independência dos membros do Tribunal, à harmonia institucional e à autoridade do colegiado.
Segue integra da nota:
NOTA DE SOLIDARIEDADE AO CONSELHEIRO WALDIR JÚLIO TEIS
Os conselheiros abaixo assinados vêm a público manifestar sua solidariedade ao Conselheiro Waldir Júlio Teis, diante de sua exoneração da função de Supervisor da Escola Superior de Contas do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, por ato da Presidência do TCE-MT.
A medida causa grave preocupação institucional pelas circunstâncias em que foi adotada e pela mensagem que projeta sobre a independência funcional dos membros desta Corte.
Em um Tribunal de natureza colegiada, a divergência de entendimentos é legítima, necessária e inerente ao exercício da função de conselheiro. Nenhum membro pode se sentir constrangido, limitado ou sujeito a consequências administrativas em razão de posições regularmente manifestadas no desempenho de suas atribuições.
As prerrogativas da Presidência devem ser exercidas com absoluto respeito à autonomia dos conselheiros, à colegialidade e à pluralidade de entendimentos. Medidas administrativas que, por suas circunstâncias, possam ser percebidas como resposta a manifestações funcionais são incompatíveis com o ambiente de independência e equilíbrio que deve reger esta Corte.
Por essa razão, manifestamos nossa firme discordância com a decisão adotada e defendemos sua reconsideração, em respeito à independência dos membros do Tribunal, à harmonia institucional e à autoridade do colegiado.
Cuiabá-MT, 22 de setembro de 2026.
Antonio Joaquim
Conselheiro – TCE/MT
Guilherme Maluf
Conselheiro – TCE/MT
Alisson Alencar
Conselheiro – TCE/MT
Fonte: TCE
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