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Alckmin: Acordo com União Europeia deve ser assinado ainda este ano

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O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, começou a semana intensificando as conversas com o setor produtivo a cerca das trocas comerciais do Brasil com EUA e União Europeia.

Em reunião com representantes da Comissão do Comércio Internacional (INTA) do Parlamento Europeu, nesta segunda-feira (21/7), Alckmin reforçou a expectativa de que a assinatura do Acordo Mercosul-União Europeia ocorra no final de 2025.

“Esse acordo é extremamente importante do ponto de vista econômico, empresarial, de investimentos, comércio e do ponto de vista geopolítico. É uma mensagem muito forte de apreço pela democracia, pela paz, pelo livre comércio, pelo multilateralismo e pela sustentabilidade, inclui também o tema do meio ambiente”, ressaltou o ministro, no começo da noite, após as reuniões.

Ao longo do dia, Alckmin deu seguimento à série de reuniões com o setor produtivo com o objetivo de reverter a tarifa de 50% imposta pelos EUA ao Brasil. No âmbito do Comitê Interministerial de Negociação e Contramedidas Econômicas e Comerciais, Alckmin pediu apoio de representantes da Câmara Brasileira de Economia Digital (Câmara-e.net), que reúne representantes de Big Techs, como Meta, Google, Visa e Apple, no diálogo com seus parceiros nos Estados Unidos.

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De acordo com o ministro, a reunião marca o início de um bom diálogo com empresas de tecnologia.

“Elas são importantes investidores no Brasil e demonstraram a importância do Brasil, têm tudo para crescer no país, e ficaram de nos encaminhar na sequência algumas questões que para eles são mais relevantes”, disse. As big techs foram citadas no documento do presidente Donald Trump sobre a investigação da sessão 301.

O presidente em exercício também se reuniu com representantes da Federação da Indústria do Rio Grande do Sul (Fiergs) e ressaltou o compromisso do governo com o diálogo para resolver a situação antes de 1º de agosto, data em que a tarifa de 50% começaria a valer. Na reunião, foi apresentado ao ministro um estudo do impacto na indústria gaúcha.

“Celulose, carne, minerais, setor de metais, indústria, máquinas, motores. 99% da exportação gaúcha para os EUA é manufatura, é o segundo estado exportador”, destacou o ministro.

Participaram da reunião representantes de vários setores, como calçados, químico, petroquímico, plástico e couro.

 Foto : Cadu Gomes/VPR

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Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Justiça anula empréstimos de R$ 24 mil e manda banco indenizar aposentada em MT

Justiça anula empréstimos de R$ 24 mil e manda banco indenizar aposentada em MT

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Quatro operações foram feitas em menos de 30 minutos e usaram a mesma imagem da idosa na biometria facial; descontos reduziram benefício de R$ 1.518 para cerca de R$ 650

Uma aposentada de 71 anos conseguiu na Justiça a anulação de quatro operações bancárias realizadas sem seu consentimento e que, juntas, somavam R$ 24.421,05. O Banco Agibank também foi condenado a devolver os valores descontados indevidamente e pagar R$ 6 mil por danos morais. 

A decisão foi proferida pelo juiz Jamilson Haddad Campos, da 5ª Vara Cível de Cuiabá, após ação ajuizada pelo Núcleo de Defesa do Consumidor (Nudecon) da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT), com atuação da defensora pública Maria Alessandra Silvério.

Identificada apenas pelas iniciais M.A.M.R., a aposentada é analfabeta e recebe benefício previdenciário equivalente a um salário mínimo. O problema foi descoberto em maio de 2025, quando ela tentou sacar a aposentadoria e encontrou apenas R$ 650 disponíveis.

Ao verificar a movimentação bancária, foram identificadas quatro operações realizadas em 30 de abril de 2025, que totalizavam nominalmente R$ 24.421,05. A aposentada afirmou que não havia contratado os empréstimos. 

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Mesma foto em quatro operações

Um dos elementos que chamou a atenção da Justiça foi a forma como as contratações foram realizadas. Segundo a decisão, as quatro operações ocorreram em intervalo inferior a 30 minutos e apresentavam a mesma fotografia da aposentada nos registros de biometria facial.

Para o magistrado, a repetição da imagem indicou que não houve uma nova captura da fotografia em cada contratação ou que o mecanismo utilizado para confirmar a presença da consumidora apresentou falha.

A condição de vulnerabilidade da aposentada também foi considerada. Por se tratar de uma pessoa idosa e analfabeta, a decisão apontou a necessidade de cautelas adicionais na formalização dos contratos. O juiz ainda considerou atípica a realização de quatro operações de valores elevados, em tão pouco tempo, por uma beneficiária que recebe um salário mínimo. 

A sentença reconheceu falha no dever de segurança da instituição financeira e ausência de consentimento válido da consumidora. Com isso, os quatro contratos foram declarados nulos, assim como eventuais contratos decorrentes da mesma fraude.

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Banco terá que devolver valores

O Agibank deverá restituir, de forma simples, com atualização e juros, os valores indevidamente descontados da aposentadoria em razão das operações.

A Justiça também reconheceu a existência de dano moral. A renda mensal disponível da aposentada havia caído de R$ 1.518 para aproximadamente R$ 650, comprometendo recursos destinados à própria subsistência. A indenização foi fixada em R$ 6 mil. 

Além disso, a instituição financeira foi condenada ao pagamento das custas processuais e de honorários advocatícios correspondentes a 10% do valor da condenação, destinados à Defensoria Pública.

Antes da sentença, a DPEMT já havia conseguido uma decisão liminar suspendendo os descontos enquanto o processo tramitava. 

Segundo a defensora Maria Alessandra Silvério, casos envolvendo golpes contra idosos são frequentes no Nudecon. De acordo com ela, cerca de 70% das pessoas atendidas pelo núcleo são idosos que relatam ter sido vítimas de algum tipo de golpe digital.

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