AGRONEGÓCIO

Produtores rurais do Maranhão investem na piscicultura como alternativa

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Nos últimos dois anos, aproximadamente 120 produtores rurais que decidiram investir na piscicultura nos municípios de Vargem Grande, Chapadinha, São Benedito, Anapurus e Duque Bacelar, no estado do Maranhão, têm obtido bons resultados.

Para compartilhar experiências e resultados positivos na cadeia produtiva o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Maranhão (Faema), e o Sindicato dos Produtores Rurais de Vargem Grande (Sindivargem) realizou um dia de campo, focado nos resultados favoráveis da piscicultura.

O produtor rural José Francisco Reis Sousa, dono do Sítio Peixe Vivo e anfitrião do Dia de Campo, relatou que, há três anos, iniciou a atividade produzindo entre 5 e 7 toneladas de peixe, mas em 2022 a produção mais que dobrou, alcançando 15 toneladas. A expectativa é manter essa média de produção agora em 2024, vendendo uma média de 300kg a 500kg por dia para peixarias, restaurantes e atravessadores.

José Francisco destaca a importância da assistência técnica e gerencial fornecida pelo Senar, que trouxe avanços significativos na produção. Ele compartilha que, com o apoio técnico, aprendeu novas práticas de manejo e tecnologias, proporcionando um crescimento mais rápido e eficiente da produção.

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O técnico de campo Natan Lisboa, responsável por acompanhar José Francisco e outros 24 piscicultores da região, destaca os resultados positivos obtidos pelo grupo, atraindo o interesse de outros piscicultores locais para futuros programas de assistência técnica.

A iniciativa não apenas impulsionou a produtividade e o lucro nas propriedades rurais, mas também transformou vidas e fortaleceu a economia local, segundo Raimundo Coelho, presidente da Faema.

Durante o Dia de Campo, foram apresentadas novas tecnologias e oportunidades de manejo e negócios. Destaque para a tecnologia de berçários em tanque suspenso e o processamento do pescado, agregando valor e aumentando significativamente os lucros dos produtores rurais.

O piscicultor Mário do Peixe compartilhou suas técnicas de filetagem e transformação de peixes em produtos diversificados, resultando em um aumento considerável de faturamento.

O evento também ofereceu palestras práticas sobre os resultados das tecnologias implantadas nas propriedades assistidas e a apresentação de produtos e serviços de empresas parceiras, evidenciando o potencial de crescimento e fortalecimento da piscicultura na região.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Crédito rural para a agricultura empresarial soma R$ 65,7 bilhões nos dois primeiros meses da safra 2026/2027

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Nos dois primeiros meses da safra 2026/2027, de julho a agosto de 2026, os produtores rurais enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e os Demais Produtores Rurais contrataram R$ 65,7 bilhões em operações de crédito rural.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com base em informações do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor), do Banco Central do Brasil.

As Cédulas de Produto Rural (CPRs), títulos que permitem ao produtor obter recursos mediante o compromisso de entrega futura de produtos agropecuários, responderam por R$ 32,4 bilhões do total contratado no bimestre, o equivalente a 49,2% das operações. O volume ficou acima do registrado nas operações de custeio convencional, que somaram R$ 23 bilhões, ou 34,9% do total.

Do total destinado ao custeio da produção, os demais produtores empresariais responderam por R$ 12 bilhões, equivalentes a 52,2% do custeio contratado. Os produtores enquadrados no Pronamp contrataram R$ 11 bilhões, correspondentes a 47,8%.

Para a comercialização da produção agropecuária, foram contratados R$ 4 bilhões em crédito no período. Já as operações destinadas à industrialização somaram R$ 2,9 bilhões. Em ambos os casos, os recursos ficaram concentrados entre médios e grandes produtores.

As operações de investimento, destinadas à aquisição de máquinas e equipamentos, irrigação e modernização de estruturas produtivas, somaram R$ 3,5 bilhões no bimestre. Entre os programas específicos, o Pronamp Investimento registrou R$ 428 milhões em contratações, enquanto o RenovAgro somou R$ 413 milhões.

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SEGMENTAÇÃO POR PORTE DO PRODUTOR

Na análise por segmento, os demais produtores rurais, fora do Pronamp, responderam por R$ 22 bilhões, equivalentes a 33,5% do total concedido no período. O Pronamp registrou R$ 11,4 bilhões em concessões, o equivalente a 17,3% do total.

Ao todo, a agricultura empresarial registrou 70.657 contratos de crédito rural no bimestre. Desse total, 23.478 foram operações de CPRs, que representaram parcela significativa das contratações realizadas nos dois primeiros meses da safra.

Entre as regiões do país, o Sul concentrou o maior número de contratos, com 22.631 operações, e registrou R$ 11,7 bilhões em crédito. Na sequência aparecem o Sudeste, com R$ 9,6 bilhões, e o Centro-Oeste, com R$ 7,2 bilhões. O Nordeste e o Norte registraram, respectivamente, R$ 3,2 bilhões e R$ 1,7 bilhão em concessões no bimestre.

O levantamento também mostra diferenças no valor médio das operações entre as regiões. O Nordeste apresentou o maior valor médio por contrato, de R$ 1,05 milhão, seguido pelo Centro-Oeste, com R$ 1,03 milhão. O Sul, apesar de registrar o maior número de contratos e o maior volume de crédito entre as regiões, apresentou o menor valor médio, de R$ 516,5 mil.

FONTES DE RECURSOS

Entre as fontes de recursos utilizadas no financiamento do crédito rural, os Recursos Obrigatórios (parcela dos depósitos à vista que as instituições financeiras devem destinar ao crédito rural) foram a principal fonte controlada no período, com R$ 9,9 bilhões, equivalentes a 41% do total de fontes controladas.

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A Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) na modalidade controlada somou R$ 6,7 bilhões, correspondentes a 28% das fontes controladas.

Entre as fontes não controladas, formadas por recursos captados livremente pelas instituições financeiras no mercado, a LCA Livre foi a principal, com R$ 7,6 bilhões destinados ao crédito rural.

RECURSOS EQUALIZÁVEIS

A programação orçamentária de recursos equalizáveis para a safra 2026/2027 totaliza R$ 97,6 bilhões, conforme a Portaria MF nº 2.170, de 22 de julho de 2026. Esses recursos são destinados a linhas de crédito com taxas de juros controladas pelo Governo Federal, com a equalização da diferença em relação às taxas de mercado.

Nos dois primeiros meses da safra, foram concedidos R$ 10,9 bilhões em recursos equalizáveis.

Entre os programas de investimento com recursos equalizáveis, o RenovAgro registrou o maior volume de contratações no período, com R$ 412,9 milhões, seguido pelo Pronamp, com R$ 380,3 milhões, e pelo Moderfrota, com R$ 250,2 milhões.

Nas operações equalizáveis de investimento, Banco do Brasil e BNDES concentraram, juntos, cerca de 77% das concessões do período, com participações de 39,8% e 36,8%, respectivamente.

Nas linhas equalizáveis de custeio e comercialização, o Banco do Brasil respondeu por 45,6% das concessões, seguido pelo Sicredi, com 16,7%, e pela Cresol, com 12,9%.

Informações à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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