REINCIDENTE NA JUSTIÇA ELEITORAL | ELEIÇÕES 2026

Pedro Taques acumula condenações eleitorais por ataques contra Mauro e leva mais R$ 25 mil em multas

Duas novas decisões aplicam R$ 15 mil e R$ 10 mil em multas; Justiça aponta repetição de conduta e afirma que suspeitas ainda sob investigação foram apresentadas como acusações categóricas

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O advogado e ex-governador Pedro Taques sofreu duas novas condenações na Justiça Eleitoral por publicações contra o ex-governador e candidato ao Senado Mauro Mendes. Somadas, as multas aplicadas nas duas decisões chegam a R$ 25 mil.

Segundo o levantamento apresentado, Taques acumula 20 decisões desfavoráveis na Justiça Eleitoral relacionadas a manifestações contra Mauro Mendes desde o início da campanha, envolvendo julgamentos no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT), representações sobre propaganda eleitoral e pedidos de direito de resposta.

O ponto central dos embates está na forma como investigações envolvendo Mauro Mendes são apresentadas no debate eleitoral. Nas decisões mais recentes, a Justiça fez uma distinção entre mencionar a existência de investigações — algo permitido — e apresentar suspeitas ainda em apuração como se representassem culpa já comprovada.

“LAMAÇAL DE CORRUPÇÃO”

Em uma das ações, Pedro Taques foi condenado ao pagamento de R$ 15 mil após publicação no Instagram em que associou a gestão de Mauro Mendes a um “lamaçal de corrupção”.

Ao analisar o conteúdo, o magistrado concluiu que a manifestação ultrapassou os limites da crítica política e administrativa.

A manifestação, portanto, ultrapassa a mera crítica político-administrativa e associa, de maneira categórica, a gestão do candidato adversário a um quadro generalizado de corrupção, em contexto inequivocamente eleitoral e com aptidão para atingir sua honra e imagem perante o eleitorado”, registrou o juiz.

A decisão reconheceu que investigações, operações policiais e procedimentos realizados por órgãos de controle podem ser discutidos durante uma campanha eleitoral. O limite, conforme o entendimento expresso na sentença, está em transformar uma investigação ainda em andamento em uma conclusão definitiva de culpa.

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Outro ponto considerado pelo magistrado foi a repetição da conduta atribuída a Taques.

Segundo a decisão, o fato de ele ter voltado a utilizar a mesma expressão contra o mesmo adversário depois de uma decisão colegiada anterior que havia considerado a manifestação ilícita “revela maior grau de reprovabilidade e justifica o afastamento do mínimo legal”.

Com isso, a multa foi estabelecida em R$ 15 mil.

COMPARAÇÃO COM FACÇÃO CRIMINOSA

A segunda condenação, no valor de R$ 10 mil, envolve um conteúdo publicado por Pedro Taques no Instagram relacionado à Operação Heritage.

No material analisado pela Justiça, Taques fez afirmações sobre Mauro Mendes e o filho dele, envolvendo supostas ações destinadas a ocultar patrimônio e frustrar investigações.

Taques também comparou as condutas atribuídas aos dois às de integrantes de uma facção criminosa e afirmou que seria “caso de prisão preventiva”.

Na decisão, o juiz ressaltou que a existência da Operação Heritage e das respectivas investigações é fato real e sua simples menção não configura, por si só, irregularidade eleitoral.

O problema identificado pelo magistrado foi a maneira como as suspeitas foram apresentadas ao eleitorado.

Ao afirmar que os fatos estariam provados, comparar o candidato adversário e seu filho a integrantes de facção criminosa que destroem provas e ocultam cadáveres e defender publicamente a prisão preventiva de ambos, o representado converteu suspeitas ainda em apuração em imputação categórica de condutas criminosas”, escreveu.

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CRÍTICA POLÍTICA TEM LIMITE, DIZ JUSTIÇA

Na fundamentação, a Justiça também abordou os limites das críticas dirigidas a políticos e agentes públicos durante uma campanha eleitoral.

O entendimento registrado é de que figuras públicas estão submetidas a maior exposição e precisam tolerar críticas mais contundentes, mas isso não significa autorização para imputar categoricamente crimes sem respaldo em condenação ou acusação formal.

Embora os agentes públicos estejam submetidos a maior exposição e devam tolerar críticas mais contundentes, essa proteção reduzida não autoriza a formulação de acusações criminais categóricas sem condenação ou acusação formal apresentada pelo Ministério Público”, afirmou o magistrado.

R$ 25 MIL EM DUAS NOVAS MULTAS

Com as duas decisões, Pedro Taques recebeu R$ 25 mil em multas R$ 15 mil em uma representação e R$ 10 mil na outra.

Os novos episódios ampliam uma sequência de confrontos judiciais envolvendo as declarações de Taques contra Mauro Mendes durante a campanha eleitoral.

Segundo o levantamento apresentado, Taques chega a 20 decisões desfavoráveis na Justiça Eleitoral relacionadas às manifestações contra o candidato ao Senado.

As decisões mais recentes também estabelecem uma linha clara para o debate eleitoral: a existência de uma investigação pode ser levada ao conhecimento dos eleitores e submetida à crítica política, mas suspeitas ainda em apuração não podem ser apresentadas como se constituíssem condenações ou crimes definitivamente comprovados.

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POLÍTICA MT

ALMT e TRE alinham cobertura das Eleições 2026

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Profissionais da Secretaria de Comunicação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), incluindo equipes da TV Assembleia, Rádio Assembleia, site institucional e Publicidade, se reuniram nesta terça-feira (8) com o diretor-geral do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE), Mauro Diogo, para alinhar os últimos ajustes para a cobertura da apuração das Eleições 2026.

Pela quarta eleição consecutiva, os veículos de comunicação da ALMT acompanharão a apuração diretamente do local de totalização dos votos no TRE, com exclusividade, e transmitirão, em tempo real, as informações oficiais sobre os resultados da votação.

O secretário de Comunicação da ALMT, coronel Henrique Santos, destacou a importância da parceria entre a Assembleia Legislativa e o Tribunal Regional Eleitoral no período das eleições.

“A ALMT cumpre seu papel constitucional ao dar transparência e levar informação à população por meio de seus veículos oficiais, como a TV Assembleia, a Rádio Assembleia e o site institucional. Esperamos que, mais uma vez, a apuração e todo o processo eleitoral sejam um sucesso”, afirmou.

Henrique Santos também ressaltou que a TV Assembleia segue em expansão para ampliar seu alcance no estado. “Trabalhamos por um sinal livre, uma TV oficial, que leva informação com credibilidade e transparência”, declarou.

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O diretor-geral do TRE-MT, Mauro Diogo, ressaltou que a parceria com a Assembleia é mantida desde 2020 e destacou a importância da presença de uma emissora pública e oficial na cobertura da apuração.

Foto: MARCOS LOPES/ALMT

“Desde o início, partimos dessa premissa: trata-se de uma emissora pública e oficial que, ao longo dos anos, tem avançado em qualidade, ampliado sua presença nos municípios e expandido o alcance do sinal. Por isso, essa parceria é muito importante para o Tribunal”, disse.

Segundo ele, o acompanhamento da totalização dos votos também contribui para dar visibilidade e transparência ao trabalho realizado pela Justiça Eleitoral.

“A equipe da Assembleia estará no ambiente onde os votos são totalizados, o que contribui para dar visibilidade a esse processo”, acrescentou.

Diogo lembrou que a cooperação entre as instituições teve início antes da cobertura da apuração, com a realização de campanhas de orientação aos eleitores e de combate à desinformação.

Conscientização – A campanha de combate à desinformação desenvolvida pela ALMT e TRE foi lançada em agosto e corresponde à segunda etapa do projeto Comunicação Cidadã – Eleições Gerais 2026. O objetivo é orientar os eleitores a identificarem informações falsas, manipuladas ou retiradas de contexto e verificar as informações antes de compartilhá-las. Entre os materiais produzidos estão VT de 60 segundos, spots de rádio, anúncios para jornal e revista, banners, carrosséis e vídeos para redes sociais.

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Na primeira etapa do projeto, realizada em abril, o objetivo foi alertar os eleitores sobre o fim do prazo para emissão, transferência ou regularização do título de eleitor.

Fonte: ALMT – MT

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