POLÍTICA NACIONAL

Seif pede impeachment do procurador-geral da República, Paulo Gonet

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O senador Jorge Seif (PL-SC), em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (2), anunciou que vai protocolar um pedido de impeachment contra o procurador-geral da República, Paulo Gonet. O parlamentar afirmou que as informações divulgadas pela imprensa apontando possível envolvimento do procurador com Daniel Vorcaro, pivô do escândalo financeiro do Banco Master, levantam suspeitas que precisam ser apuradas.

— É uma vergonha o que nós vimos ontem no Brasil. Não é um evento isolado: era viagem paga, é contrato editado por ministro, é tentativa de arquivamento, tentativa de terminar tudo em pizza por Paulo Gonet Branco, essa vergonha para o Ministério Público Federal — declarou, referindo-se ao procurador pelo nome completo.

O senador também defendeu a análise dos pedidos de impeachment apresentados contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O parlamentar pediu ainda o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, cujo nome é citado em conversas dos investigados. Seif louvou, porém, o trabalho da PF.

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— Não dá para nós descredibilizarmos uma investigação que traz tantos componentes gravíssimos, como a Polícia Federal fez mesmo trabalhando sob um diretor-geral cooptado — concluiu.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Volta à Câmara proposta de proteção a crianças expostas a violência doméstica no exterior

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Autoridades brasileiras podem ficar desobrigadas de ordenar a repatriação de criança ou adolescente ao país onde moravam com o pai, quando houver indícios de que a mãe brasileira ou seus filhos foram vítimas de violência doméstica naquele país.

É o que prevê um projeto de lei aprovado nesta quinta (3) pelo Senado. Devido às alterações feitas no texto (PL 565/2022), a proposta retornará à Câmara dos Deputados, onde sua tramitação teve início.

A matéria contou com o parecer favorável da senadora Mara Gabrilli (PSD-SP), que promoveu alterações no projeto original. Ela participou de uma comissão do Senado que analisou por seis meses casos de mulheres brasileiras que, após terem residido no exterior, voltaram ao Brasil com seus filhos para escapar das agressões de seus maridos — e acabaram sendo acusadas por eles de sequestro internacional.

Atualmente, a Convenção sobre os Aspectos Civis do Sequestro Internacional de Criança (que faz parte da Convenção de Haia) determina o retorno da criança ou do adolescente. Por isso, o objetivo do projeto é evitar que as autoridades brasileiras se vejam obrigadas a devolver esses filhos a pais acusados de agressão.

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Mara Gabrilli reitera que a principal inovação da proposta é reconhecer que a violência doméstica pode constituir risco suficiente para autorizar a autoridade brasileira a ignorar a regra de retorno da criança ou do adolescente ao país estrangeiro. Segundo ela, isso permite que situações de violência, mesmo quando dirigidas contra a mãe, sejam juridicamente consideradas fatores de risco à criança.

O texto aprovado no Senado lista uma série de situações que podem configurar indícios de violência doméstica em outro país — e que desobrigariam as autoridades judiciais e administrativas brasileiras de ordenar o retorno dos filhos —, como denúncias apresentadas no país onde vive o pai; laudos médicos, psicológicos ou relatórios de serviços sociais; depoimentos de testemunhas ou das próprias vítimas; contatos com consulados brasileiros em busca de apoio; etc.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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