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Wilson Santos critica descaso e defende mais recursos para saneamento básico

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Lançamento no rio de esgoto não tratado em Várzea Grande

Lançamento no rio de esgoto não tratado em Várzea Grande

Foto: ALEXANDRE ALVES ALONSO

A falta de saneamento básico na Baixada Cuiabana foi apontada como um dos principais problemas estruturais enfrentados pela população, após a 3ª Expedição Fluvial pelo rio Cuiabá, liderada pelo deputado estadual Wilson Santos (PSD) entre os dias 9 a 13 de março. Diante do cenário observado ao longo do percurso, na quarta-feira (18), ele anunciou que irá cobrar do futuro governador Otaviano Pivetta (Republicanos) a inclusão de recursos específicos para o setor no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, que será encaminhado à Assembleia Legislativa nos próximos meses.

A expedição percorreu aproximadamente 900 quilômetros, desde a região do Rio Manso até o Pantanal, passando por municípios como Cuiabá, Várzea Grande, Rosário Oeste, Nobres, Acorizal, Chapada dos Guimarães, Santo Antônio de Leverger, Barão de Melgaço e Poconé. Ao longo do trajeto, a comitiva – formada por cerca de 25 profissionais – ouviu comunidades ribeirinhas, pescadores, lideranças locais e representantes de instituições públicas, além de observar in loco as condições ambientais e sociais da população que depende diretamente do rio Cuiabá. As informações coletadas irão subsidiar um relatório técnico que será encaminhado aos órgãos competentes.

De acordo com Wilson Santos, a situação encontrada é grave, especialmente pela ausência de políticas públicas consistentes voltadas ao saneamento básico. Ele destacou que o ponto que mais chamou atenção foi a falta de acesso à água tratada, principalmente entre as populações ribeirinhas. “O assunto é muito sério. A Baixada Cuiabana tem um grave problema e uma pobreza imensa nas águas subterrâneas e nós temos o dever de cuidar das águas superficiais. Muitas famílias estão comprando água potável em garrafões. É uma ironia, porque vivem às margens dos rios e não têm acesso à água de qualidade”, afirmou.

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O deputado também citou o caso de Barão de Melgaço, onde a principal estrutura de captação e tratamento de água foi construída em 1984 e, atualmente, se encontra em condições precárias. Segundo ele, a realidade evidencia o abandono histórico do setor, sobretudo nas comunidades mais vulneráveis. Outro ponto observado durante a expedição foi o acúmulo de lixo ao longo do rio, especialmente a partir de Várzea Grande, o que reforça a necessidade de investimentos em educação ambiental e em políticas públicas integradas.

Wilson Santos criticou ainda o baixo volume de recursos destinados pelo Governo do Estado ao saneamento básico. De acordo com o parlamentar, nos últimos anos o investimento não chega a 0,01% do orçamento anual. “Não existe uma cultura para olhar para o saneamento básico. É um problema secular. É preciso discutir a peça orçamentária com responsabilidade para garantir recursos aos municípios”, pontuou ele, que reforçou que vai levar a pauta diretamente ao futuro chefe do executivo estadual, cobrando prioridade no planejamento orçamentário.

A análise técnica feita pelo engenheiro hidráulico e professor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Rafael Petrollo de Paes, que integrou a expedição, reforça a gravidade do cenário. Segundo ele, apesar das particularidades de cada município, há problemas comuns em toda a bacia do rio Cuiabá. “Cada região tem sua particularidade, mas existe uma característica macro. Cuiabá e Várzea Grande concentram grande produção de esgoto e lixo, o que gera uma situação muito ruim”, explicou.

O especialista destacou ainda a importância do cumprimento da Lei nº 11.445/2007, que estabelece diretrizes nacionais para o saneamento básico, como a universalização do acesso à água potável, o tratamento de esgoto, a limpeza urbana e o manejo adequado de resíduos sólidos. A legislação também determina que os municípios tenham planos de saneamento básico, com metas de curto, médio e longo prazo, como instrumento essencial para a efetividade das políticas públicas.

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Dados do Instituto Trata Brasil revelam um cenário desigual entre os municípios da região. Cuiabá ocupa a 9ª posição no ranking nacional de saneamento entre capitais e lidera, pelo quinto ano consecutivo, o investimento médio anual por habitante. Apesar dos avanços, a cidade ainda enfrenta desafios importantes, como o fato de apenas 48% do esgoto coletado ser tratado e perdas de água que chegam a 53% na distribuição.

Por outro lado, Várzea Grande apresenta um dos piores desempenhos do país, ocupando a 97ª posição entre os 100 maiores municípios brasileiros. A cidade coleta apenas 19,1% do esgoto e trata cerca de 16,6%, além de registrar baixos níveis de investimento – aproximadamente R$ 47 por habitante ao ano, valor inferior a 20% do necessário para a universalização dos serviços, conforme parâmetros do Plano Nacional de Saneamento Básico. Outro problema crítico é a perda de água tratada, que ultrapassa 55%.

Para Wilson Santos, os dados confirmam o que foi observado durante a expedição e reforçam a urgência de medidas estruturantes. “O Pantanal vem perdendo muita água nos últimos anos e é preciso reagir. O Plano da Bacia do Rio Cuiabá, executado pela UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso) está avançado e deve ser apresentado ainda este ano. Precisamos garantir que ele seja aprovado e executado com responsabilidade pelos gestores”, concluiu.

A expectativa é que o relatório final da expedição contribua para embasar decisões do poder público e impulsionar investimentos capazes de transformar a realidade do saneamento básico na Baixada Cuiabana, especialmente nas áreas mais vulneráveis e nas comunidades ribeirinhas que hoje vivem sem acesso à água tratada e serviços essenciais.

Fonte: ALMT – MT

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Max Russi, Diego e Beto lideram crescimento de seguidores no Instagram durante campanha

Levantamento com 23 deputados estaduais candidatos à reeleição mostra quais parlamentares mais ampliaram suas audiências na rede social desde o início das convenções

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Os deputados estaduais Max Russi (Podemos), Diego Guimarães (Republicanos) e Beto Dois a Um (Podemos) registraram os maiores crescimentos no número de seguidores no Instagram entre os parlamentares de Mato Grosso que disputam a reeleição. O levantamento considera a evolução dos perfis entre 31 de julho e 28 de setembro, período que abrange o início das convenções partidárias e a chegada da última semana de campanha.

Os dados foram levantados a partir do histórico da plataforma Social Blade e contemplam os perfis dos 23 deputados estaduais que concorrem novamente ao cargo. A análise considera exclusivamente a quantidade de novos seguidores conquistados durante o período, não sendo uma medição de intenção de voto ou de popularidade eleitoral.

Max Russi apresentou o maior crescimento absoluto. O deputado passou de 55.882 seguidores em 31 de julho para 63.256 em 28 de setembro, acrescentando 7.374 novos seguidores ao perfil.

Na sequência aparece Diego Guimarães, que saiu de 84.865 para 90 mil seguidores, um aumento de 5.135 no período. Beto Dois a Um, por sua vez, passou de 37.949 para 42.100, com acréscimo de 4.151 seguidores. 

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Depois dos três, aparecem Júlio Campos (União Brasil), com 2.923 novos seguidores; Faissal Calil (PL), com 2.869; Carlos Avallone (PSDB), com 2.704; Juca do Guaraná (PSDB), com 2.691; Fábio Tardin (Podemos), com 2.624; e Lúdio Cabral (PT), com 2.536.

Também registraram crescimento Chico Guarnieri, Dr. João, Valmir Moretto, Thiago Silva, Sebastião Rezende, Paulo Araújo, Elizeu Nascimento, Dilmar Dal’Bosco, Nininho, Eduardo Botelho, Wilson Santos, Dr. Eugênio, Valdir Barranco e Gilberto Cattani, com números que variaram entre 2.178 e 620 novos seguidores. 

O levantamento destaca que o número de novos seguidores não deve ser confundido com o tamanho absoluto de cada perfil. Diego Guimarães, por exemplo, terminou o período com 90 mil seguidores, acima dos 63.256 de Max Russi, mas registrou crescimento menor em números absolutos durante o intervalo analisado.

Assim, os dados apresentam um recorte específico sobre a variação das audiências digitais durante a pré-campanha e a campanha, sem estabelecer relação direta entre crescimento nas redes sociais e desempenho eleitoral. 

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