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Estudantes de Direito de Primavera do Leste vivenciam rotina do TJ durante projeto Nosso Judiciário

Mais de 50 alunos da Faculdade de Direito da Anhanguera, de Primavera do Leste, participaram nesta quarta-feira (12) do projeto Nosso Judiciário. Por meio da iniciativa do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o grupo composto por acadêmicos do 1º ao 10º semestre pode conhecer a estrutura e o funcionamento do Poder Judiciário.
A experiência vivenciada por eles incluiu atividades como acompanhamento de uma sessão de julgamento, visita ao Espaço Memória, onde fica o acervo dos mais de 150 anos do TJMT, e ainda um bate-papo com o desembargador Márcio Vidal, diretor-geral da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT). Desde sua criação, o Nosso Judiciário já atendeu mais de 11 mil alunos.
O desembargador contou que, assim como muitos dos alunos, um dia alimentou o sonho de ser magistrado. Ele relatou que, quando tinha 19 anos, era funcionário do Tribunal, mas precisou abrir mão do emprego para concluir a faculdade. Anos depois, cumpriu a promessa que fez a si mesmo e retornou ao órgão onde hoje ocupa o cargo de desembargador.
“Foi importante colocar para eles que só com muito amor, estudo, dedicação e vontade de buscar conhecimento permanente é que vão conseguir obter êxito e realizar seus sonhos. O Nosso Judiciário é um projeto de sucesso, que já atendeu muitos alunos e universidades, e por meio dele procuramos transmitir a nossa experiência”, disse Márcio Vidal.
A caravana com os 56 estudantes foi organizada pela coordenadora do curso de Direito, professora Laryssa Tannure, que todos os anos busca o TJMT para proporcionar essa experiência aos acadêmicos. Segundo ela, a intenção é oportunizar que eles consigam observar na prática o que é aprendido na teoria.
“A faculdade prioriza muito unir a prática com a aula teórica. Este semestre ministrei a aula de Processo Civil e hoje eles puderam visualizar com precisão o conteúdo aplicado em sala. Então, para os alunos é de grande importância essa vivência dentro do Judiciário. É uma oportunidade de conhecer o Tribunal e aprender com desembargadores”, argumentou a professora.
Para Érica Santos, aluna do 4º semestre, essa experiência a aproxima do seu objetivo. “Quando a gente entra na faculdade de Direito tem um grande leque. Eu penso em prestar concurso público para Polícia Judiciária Civil ou, futuramente, chegar no desembargo também. E estar visitando o Tribunal nos ajuda a aprimorar, a termos um entendimento cada vez melhor”, afirmou.
Já Filipi Boque da Silva, do 10º semestre, visitou o Palácio da Justiça pela primeira vez e classificou o momento como “fantástico”. “A gente viveu na prática o que aprendemos na faculdade, e isso é muito diferente. Acredito que todos os alunos do Direito precisam viver isso, conhecer o funcionamento e ouvir desembargadores”, disse.
Fotos: Bruno Vicente e Álvaro Ricca

Autor: Bruno Vicente

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Curso de formação aborda judicialização da saúde e reforça atuação prática de magistrados

A formação dos novos juízes e juízas de Mato Grosso ganhou um reforço prático nesta quarta-feira (06) com uma aula voltada para a judicialização da saúde. Conduzido pelo secretário-geral do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior, o encontro do Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi) de magistrados destacou a importância de decisões equilibradas, que considerem tanto o direito à vida quanto a realidade do sistema público de saúde.

Durante a aula, os juízes foram orientados a alinhar teoria e prática, levando em conta fatores como orçamento público, evidências científicas e a estrutura disponível na rede de saúde. “A ideia do Cofi sempre foi oportunizar aos novos magistrados o contato com colegas mais experientes, para compartilhar situações do dia a dia, aliando teoria e prática. Trouxemos elementos que possam ser utilizados no cotidiano, principalmente em ações que envolvem a saúde pública”, explicou o juiz Agamenon.

Formação prática

O conteúdo também abordou a evolução das estruturas de apoio no Estado, como o NAT-Jus, o Cejusc da Saúde e o Núcleo 4.0, criados para qualificar decisões e dar mais agilidade às demandas. A proposta é incentivar o diálogo institucional entre Judiciário e gestores públicos, evitando medidas ineficazes, como bloqueios de recursos sem planejamento.

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“A saúde pública está entre as áreas com maior volume de demandas no Judiciário. É fundamental que o magistrado compreenda como funciona o sistema, conheça a realidade local e saiba avaliar quando uma liminar é cabível”, reforçou o secretário-geral.

Para a juíza Ana Flávia Martins François, da Primeira Vara de Juína, o aprendizado tem impacto direto na atuação. “Está sendo de grande valia, principalmente para quem está iniciando na carreira. Conhecer ferramentas como o Núcleo Digital 4.0 da Saúde e o Cejusc contribui para dar mais efetividade às decisões judiciais”, destacou.

Desafios reais

A magistrada Ana Flávia também relatou que já vivencia situações semelhantes na rotina forense, especialmente em plantões judiciais. “Frequentemente surgem pedidos por leitos de UTI. Muitas vezes, o Estado não consegue atender todas as demandas, o que exige soluções mais rápidas e eficientes, como o encaminhamento para núcleos especializados”, afirmou.

O juiz Felipe Barthón Lopez, da comarca de Vila Rica, ressaltou o caráter prático da aula. “Foi muito importante porque trouxe dicas aplicáveis ao dia a dia. Os novos magistrados vão enfrentar diversos desafios, e esse tipo de orientação ajuda a preparar para situações reais”, pontuou.

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Embora ainda atue na área criminal, ele reconhece a relevância do tema. “É importante estar preparado, porque futuramente esses desafios certamente farão parte da atuação”, completou.

O Curso Oficial de Formação Inicial de Juízes Substitutos (Cofi), iniciado em janeiro pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), é etapa obrigatória para o exercício da jurisdição. Com carga horária de 496 horas, a formação combina teoria e prática supervisionada, preparando os novos magistrados para uma atuação técnica, humanizada e alinhada às demandas da sociedade.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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