POLÍTICA NACIONAL

CCJ começa análise de 13 indicações para Judiciário e CNMP nesta quarta

Publicados

em

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) receberá nesta quarta-feira (6), a partir de 9h, os relatórios sobre indicações de 13 autoridades, duas delas para o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Tradicionalmente a comissão concede vista coletiva, o que garante mais tempo para os senadores analisarem os nomes. Os relatórios apresentam o histórico profissional dos candidatos e fornecerão dados para as sabatinas, que ainda não têm data oficial para ocorrer.

Para as duas vagas de ministro do STJ, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, indicou o desembargador Carlos Augusto Pires Brandão (MSF 31/2025) e a procuradora do Ministério Público de Alagoas Maria Marluce Caldas Bezerra (MSF 39/2025).

Pires Brandão foi indicado para ocupar a vaga deixada por Assusete Dumont Reis Magalhães, que se aposentou. O relator dessa indicação é o senador Marcelo Castro (MDB-PI).

Já a indicação de Maria Marluce Caldas Bezerra conta com o relatório do senador Fernando Farias (MDB-AL), segundo o qual a CCJ já tem informações suficientes agendar uma sabatina.

O STJ tem como responsabilidade a solução definitiva dos casos civis e criminais que não envolvam matéria constitucional nem justiça especializada. É também responsável por uniformizar a interpretação da lei federal e por resolver conflito de competência entre tribunais, quando mais de um tribunal entende que pode julgar um mesmo caso.

Leia Também:  Comissão aprova integração de sistemas de câmeras de condomínios na busca por foragidos

STM

O Superior Tribunal Militar (STM), órgão máximo para julgar crimes militares, pode ter a advogada Verônica Abdalla Sterman como ministra (MSF 30/2025). O senador Jaques Wagner (PT-BA) é o relator da indicação do presidente da República.

Os relatórios de indicação de autoridades apresentam dados sobre a carreira do candidato, se há impedimentos legais e podem solicitar mais dados, inclusive por meio de audiência pública. Como o voto para as autoridades é secreto, o relator não explicita se apoia ou não o indicado.

Outros indicados que terão relatório lido na reunião da CCJ são:

Indicado

Órgão de destino

Relator

Proposição

A economista Lorena Giuberti Coutinho

Autoridade Nacional de Proteção de Dados

senador Eduardo Gomes (PL-TO) 

OFS 6/2025

A advogada Greice Fonseca Stocker

Conselho Nacional do Ministério Público

senador Ciro Nogueira (PP-PI)

OFS 4/2024

A promotora de Justiça do Distrito Federal Fabiana Costa Oliveira Barreto

Conselho Nacional do Ministério Público

senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS)

OFS 1/2025

A procuradora de Justiça do Amapá Ivana Lúcia Franco Cei

Conselho Nacional do Ministério Público

senador Randolfe Rodrigues (PT-AP)  

OFS 4/2025

O promotor de Justiça de Santa Catarina Fernando da Silva Comin

Conselho Nacional do Ministério Público

senador Esperidião Amin (PP-SC) 

OFS 5/2025

O promotor de Justiça do Mato Grosso do Sul Alexandre Magno Benites de Lacerda 

Conselho Nacional do Ministério Público

senador Eduardo Gomes (PL-TO) 

OFS 6/2025

O procurador de Justiça Militar Clementino Augusto Ruffeil Rodrigues

Conselho Nacional do Ministério Público

senador Dr. Hiran (PP-RR)

OFS 7/2025

O subprocurador-geral do Trabalho José de Lima Ramos Pereira

Conselho Nacional do Ministério Público

senadora Zenaide Maia (PSD-RN) 

OFS 8/2025

O promotor de Justiça do Goiás Carlos Vinícius Alves Ribeiro 

Conselho Nacional de Justiça

senador Wilder Morais (PL-GO) 

OFS 2/2025

O procurador da República Silvio Roberto Oliveira de Amorim Júnior

Conselho Nacional de Justiça

senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR) 

OFS 3/2025

Leia Também:  Comissão aprova prazo para INSS analisar documentação de pescador e pagar seguro-defeso

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Propaganda

POLÍTICA NACIONAL

Volta à Câmara proposta de proteção a crianças expostas a violência doméstica no exterior

Publicados

em

Autoridades brasileiras podem ficar desobrigadas de ordenar a repatriação de criança ou adolescente ao país onde moravam com o pai, quando houver indícios de que a mãe brasileira ou seus filhos foram vítimas de violência doméstica naquele país.

É o que prevê um projeto de lei aprovado nesta quinta (3) pelo Senado. Devido às alterações feitas no texto (PL 565/2022), a proposta retornará à Câmara dos Deputados, onde sua tramitação teve início.

A matéria contou com o parecer favorável da senadora Mara Gabrilli (PSD-SP), que promoveu alterações no projeto original. Ela participou de uma comissão do Senado que analisou por seis meses casos de mulheres brasileiras que, após terem residido no exterior, voltaram ao Brasil com seus filhos para escapar das agressões de seus maridos — e acabaram sendo acusadas por eles de sequestro internacional.

Atualmente, a Convenção sobre os Aspectos Civis do Sequestro Internacional de Criança (que faz parte da Convenção de Haia) determina o retorno da criança ou do adolescente. Por isso, o objetivo do projeto é evitar que as autoridades brasileiras se vejam obrigadas a devolver esses filhos a pais acusados de agressão.

Leia Também:  Comissão aprova integração de sistemas de câmeras de condomínios na busca por foragidos

Mara Gabrilli reitera que a principal inovação da proposta é reconhecer que a violência doméstica pode constituir risco suficiente para autorizar a autoridade brasileira a ignorar a regra de retorno da criança ou do adolescente ao país estrangeiro. Segundo ela, isso permite que situações de violência, mesmo quando dirigidas contra a mãe, sejam juridicamente consideradas fatores de risco à criança.

O texto aprovado no Senado lista uma série de situações que podem configurar indícios de violência doméstica em outro país — e que desobrigariam as autoridades judiciais e administrativas brasileiras de ordenar o retorno dos filhos —, como denúncias apresentadas no país onde vive o pai; laudos médicos, psicológicos ou relatórios de serviços sociais; depoimentos de testemunhas ou das próprias vítimas; contatos com consulados brasileiros em busca de apoio; etc.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA