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Acre terá um novo perito médico nas Agências da Previdência Social

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O resultado do concurso para perito médico federal foi divulgado no Diário Oficial da União nesta segunda-feira, 23 de junho. A lista traz 768 candidatos classificados – destes, 250 estão aprovados para atuar em todas as regiões do Brasil. A Região Norte vai receber 42 novos profissionais – e o Acre terá uma vaga, no município de Cruzeiro do Sul.

A distribuição de vagas por estado foi feita de acordo com a demanda, considerando o tempo médio de espera por uma perícia médica e a localização estratégica para a realização dos atendimentos. A previsão é de que, até 15 de agosto, todos os aprovados estejam em exercício nas Agências da Previdência Social (APS), após passarem por um período de treinamento. 

Os candidatos aprovados terão agora um prazo de cinco dias para escolher a cidade onde irão trabalhar – enumerando sua ordem de preferência dentre as unidades de lotação. As preferências serão atendidas conforme a classificação no concurso. Os passos seguintes são a nomeação, que ocorrerá após a definição das cidades dos aprovados, e a posse. 

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O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, disse estar confiante nos resultados que virão com a convocação dos novos servidores. “Os novos peritos médicos irão trabalhar nos locais em que as pessoas mais precisam, onde a espera para a realização de uma perícia é maior. A chegada desses profissionais é muito esperada e vai melhorar bastante o atendimento na ponta aos nossos segurados”, declarou o ministro, lembrando que o concurso para esta carreira não era realizado há quase 15 anos. 

Além das 250 vagas preenchidas neste primeiro momento, o governo federal deve autorizar nos próximos dias a nomeação de mais 250 nomes do cadastro reserva, somando 500 peritos médicos. Quase 14 mil candidatos participaram do concurso, realizado no dia 16 de fevereiro pelo Cebraspe – Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos. 

Fonte: Ministério da Previdência Social

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Operação da Força-Tarefa Previdenciária em Alagoas evita prejuízo de R$ 8,2 milhões aos cofres públicos

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A Força-Tarefa Previdenciária no Estado de Alagoas deflagrou, na manhã desta quarta-feira (09), a terceira fase da Operação Geração Espontânea nos municípios de União dos Palmares, Pilar, Coruripe, Marechal Deodoro e Maceió. Nessa etapa, foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pela 7ª Vara da Justiça Federal em Alagoas.

As investigações indicam a atuação de uma organização criminosa complexa, estruturada, permanente e especializada em fraudes contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O esquema envolvia servidores municipais, estaduais e federais. Além do envolvimento direto de um servidor e de um ex-servidor do INSS. Também foi constatada a participação de funcionários de cartórios, que repassavam informações privilegiadas extraídas de sistemas da Segurança Pública.

De posse dessas informações, a fraude avançava para um núcleo especializado na falsificação de documentos, responsável pela produção de certidões de nascimento e de óbito, documentos de identidade, atestados médicos e comprovantes de residência fraudulentos, posteriormente utilizados para instruir e protocolar requerimentos administrativos perante o INSS.

Quando não obtinham êxito na via administrativa, advogados eram acionados para pleitear judicialmente benefícios ou valores retroativos, e terceiros eram aliciados para representar crianças inexistentes ou com filiação fraudulenta, a fim de enquadrá-las como dependentes de segurados falecidos sem beneficiários habilitados.

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A ação foi conduzida pela Polícia Federal e contou com a participação da Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP) do Ministério da Previdência Social (MPS).

Até o momento, foram identificados 201 benefícios com indícios de irregularidade, dos quais 153 são pensões por morte. Durante as investigações, 131 benefícios foram suspensos ou cessados como medida para estancar o prejuízo ao erário, e todos os casos suspeitos serão encaminhados para revisão pelo INSS.

De acordo com a CGINP, o prejuízo estimado aos cofres públicos supera R$ 24 milhões. Durante as investigações, foram evitados pagamentos de cerca de R$ 8,2 milhões. Com a revisão dos benefícios ainda ativos, a eventual suspensão poderá gerar economia adicional superior a R$ 11 milhões, correspondente à interrupção de pagamentos futuros indevidos.

A Operação Geração Espontânea foi deflagrada inicialmente em junho de 2024, ocasião em que foram cumpridos mandados de busca e apreensão. A segunda fase, realizada em novembro de 2024, aprofundou as diligências e ampliou o alcance das investigações. Somadas, as três etapas resultaram no cumprimento de 46 mandados de busca e apreensão, evidenciando a dimensão e a complexidade do esquema criminoso.

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Há 26 anos, a Força-Tarefa Previdenciária é integrada pelo Ministério da Previdência Social e pela Polícia Federal, que atuam em conjunto no combate a crimes estruturados contra o sistema previdenciário. No Ministério da Previdência Social, cabe à Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social detectar e analisar os indícios de crimes e fraudes organizadas.

Fonte: Ministério da Previdência Social

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