TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Magistradas participam de corrida ‘Homens do Mato” que destacou o combate ao Feminicídio
Magistradas do Poder Judiciário de Mato Grosso participaram da 24ª Corrida Homens do Mato da Polícia Militar de Mato Grosso, que trouxe como destaque a luta contra o feminicídio por meio da campanha “Juntos, somos a voz de quem precisa de ajuda”. Com mais de três mil inscritos, a competição teve largada e chegada em frente ao Comando Geral da PMMT em que atletas que correram 5k e 10k percorreram o Centro Político Administrativo, no domingo, 17 de novembro, em Cuiabá.
A presidente da Associação Brasileira de Mulheres Juízas (ABMJ), juíza Eulice Jaqueline da Costa Silva Cherulli, afirmou que não poderia ficar de fora desse movimento que foi abraçado pelo Judiciário mato-grossense. “Temos aqui uma missão de chamar atenção para essa cultura que tanto entristece nosso Estado. Temos mais de 280 mulheres mortas por feminicídio. Por isso estamos aqui para chamar atenção para as mulheres que sofrem esse tipo de violência e para que essa cultura desse amor que termina em morte, em ódio, seja mudada”, enfatizou.
Para a juíza da 4ª Vara Cível da Comarca de Cuiabá, Ana Cristina Silva Mendes, o momento é importante para a divulgação da cultura de não violência. “O não ao Feminicídio tem que estar realmente inserido neste contexto de saúde, de exercícios físicos, em que as pessoas precisam entender que a saúde física e mental da mulher precisa ser também dentro de casa. E essa batalha é nossa, não é apenas da mulher que sofre, mas de todas as mulheres”, observou.Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT
TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Curso de formação aborda judicialização da saúde e reforça atuação prática de magistrados
A formação dos novos juízes e juízas de Mato Grosso ganhou um reforço prático nesta quarta-feira (06) com uma aula voltada para a judicialização da saúde. Conduzido pelo secretário-geral do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior, o encontro do Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi) de magistrados destacou a importância de decisões equilibradas, que considerem tanto o direito à vida quanto a realidade do sistema público de saúde.
Durante a aula, os juízes foram orientados a alinhar teoria e prática, levando em conta fatores como orçamento público, evidências científicas e a estrutura disponível na rede de saúde. “A ideia do Cofi sempre foi oportunizar aos novos magistrados o contato com colegas mais experientes, para compartilhar situações do dia a dia, aliando teoria e prática. Trouxemos elementos que possam ser utilizados no cotidiano, principalmente em ações que envolvem a saúde pública”, explicou o juiz Agamenon.
Formação prática
O conteúdo também abordou a evolução das estruturas de apoio no Estado, como o NAT-Jus, o Cejusc da Saúde e o Núcleo 4.0, criados para qualificar decisões e dar mais agilidade às demandas. A proposta é incentivar o diálogo institucional entre Judiciário e gestores públicos, evitando medidas ineficazes, como bloqueios de recursos sem planejamento.
“A saúde pública está entre as áreas com maior volume de demandas no Judiciário. É fundamental que o magistrado compreenda como funciona o sistema, conheça a realidade local e saiba avaliar quando uma liminar é cabível”, reforçou o secretário-geral.
Para a juíza Ana Flávia Martins François, da Primeira Vara de Juína, o aprendizado tem impacto direto na atuação. “Está sendo de grande valia, principalmente para quem está iniciando na carreira. Conhecer ferramentas como o Núcleo Digital 4.0 da Saúde e o Cejusc contribui para dar mais efetividade às decisões judiciais”, destacou.
Desafios reais
A magistrada Ana Flávia também relatou que já vivencia situações semelhantes na rotina forense, especialmente em plantões judiciais. “Frequentemente surgem pedidos por leitos de UTI. Muitas vezes, o Estado não consegue atender todas as demandas, o que exige soluções mais rápidas e eficientes, como o encaminhamento para núcleos especializados”, afirmou.
O juiz Felipe Barthón Lopez, da comarca de Vila Rica, ressaltou o caráter prático da aula. “Foi muito importante porque trouxe dicas aplicáveis ao dia a dia. Os novos magistrados vão enfrentar diversos desafios, e esse tipo de orientação ajuda a preparar para situações reais”, pontuou.
Embora ainda atue na área criminal, ele reconhece a relevância do tema. “É importante estar preparado, porque futuramente esses desafios certamente farão parte da atuação”, completou.
O Curso Oficial de Formação Inicial de Juízes Substitutos (Cofi), iniciado em janeiro pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), é etapa obrigatória para o exercício da jurisdição. Com carga horária de 496 horas, a formação combina teoria e prática supervisionada, preparando os novos magistrados para uma atuação técnica, humanizada e alinhada às demandas da sociedade.
Autor: Roberta Penha
Fotografo: Alair Ribeiro
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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