TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Poder Judiciário de Mato Grosso

O município de Sinop (423 km de Cuiabá), em parceria com o Núcleo Gestor de Justiça Restaurativa (NugJur) e do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Comarca de Sinop, lança o calendário permanente de Círculos de Construção de Paz nas Escolas. O evento ocorreu no dia 3 de abril, com a presença de diretores e professores da rede municipal de ensino, autoridades locais, magistrados e servidores da Comarca. O calendário atende à Lei Municipal nº 3.209/23, que institui o “Programa de Construção de Paz nas Escolas” do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
 
Desde 2022, o município atua na implementação do Programa, por meio de Termo de Cooperação Técnica entre o Poder Executivo Municipal e o Judiciário Estadual. Até agora, mais de 150 professores foram certificados como facilitadores dos Círculos de Construção de Paz, com treinamentos disponibilizados pelo NugJur/TJMT. Participam do Programa, crianças e adolescentes estudantes da rede municipal de ensino de Sinop.
 
A implantação do programa foi articulada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, por meio do Núcleo Gestor de Justiça Restaurativa (NugJur) e do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Comarca de Sinop, com o apoio irrestrito da Secretaria Municipal de Educação (Poder Executivo) e do Poder Legislativo Municipal.
 
Os Círculos de Construção de Paz são importante ferramenta da Justiça Restaurativa e permitem aos professores e alunos olharem para diversos assuntos, favorecendo a melhoria das relações sociais e soluções de conflitos entre os integrantes da comunidade escolar.
 
Ao sentarem-se em círculo, os alunos conseguem olhar-se de frente e, com a metodologia do “objeto da palavra”, exercitam um diálogo organizado e a escuta ativa. Especialmente para os adolescentes, os círculos têm se mostrado eficientes para a transição da infância à idade adulta, que é uma época da vida bastante complexa.
 
A juíza coordenadora da Justiça Restaurativa em Sinop, Débora Roberta Pain Caldas, destacou os benefícios da implantação do programa: “É uma entrega do Poder Judiciário para a comunidade de Sinop, com a capacitação de professores e parceria para, com o uso dos círculos, os professores atuarem na construção de paz para desenvolver a inteligência emocional, promover a cura e construir relacionamentos saudáveis entre si, com os alunos e esses estudantes com seus familiares”.
 
O calendário permanente será coordenado pela Secretaria Municipal de Educação em conjunto com o Cejusc Sinop e terá o acompanhamento do Comitê Gestor e do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa de Sinop, conforme nomeação dos membros no Decreto Municipal n. 034/2024/Sinop/MT.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição da imagem: A imagem, em plano aberto, mostra uma sala ampla, lotada de pessoas sentadas em volta de mesas redondas. De frente à audiência, a juíza Débora Pain, fala ao microfone. Ao lado dela aparecem pessoas que fazem parte do dispositivo de honra sentadas.
 
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Juíza de Pernambuco fala sobre inteligência artificial e liderança feminina em webinário
Propaganda

TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Curso de formação aborda judicialização da saúde e reforça atuação prática de magistrados

A formação dos novos juízes e juízas de Mato Grosso ganhou um reforço prático nesta quarta-feira (06) com uma aula voltada para a judicialização da saúde. Conduzido pelo secretário-geral do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior, o encontro do Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi) de magistrados destacou a importância de decisões equilibradas, que considerem tanto o direito à vida quanto a realidade do sistema público de saúde.

Durante a aula, os juízes foram orientados a alinhar teoria e prática, levando em conta fatores como orçamento público, evidências científicas e a estrutura disponível na rede de saúde. “A ideia do Cofi sempre foi oportunizar aos novos magistrados o contato com colegas mais experientes, para compartilhar situações do dia a dia, aliando teoria e prática. Trouxemos elementos que possam ser utilizados no cotidiano, principalmente em ações que envolvem a saúde pública”, explicou o juiz Agamenon.

Formação prática

O conteúdo também abordou a evolução das estruturas de apoio no Estado, como o NAT-Jus, o Cejusc da Saúde e o Núcleo 4.0, criados para qualificar decisões e dar mais agilidade às demandas. A proposta é incentivar o diálogo institucional entre Judiciário e gestores públicos, evitando medidas ineficazes, como bloqueios de recursos sem planejamento.

Leia Também:  Autoridades nacionais da Justiça Restaurativa estarão nos dias 01 e 02 de julho em Cuiabá

“A saúde pública está entre as áreas com maior volume de demandas no Judiciário. É fundamental que o magistrado compreenda como funciona o sistema, conheça a realidade local e saiba avaliar quando uma liminar é cabível”, reforçou o secretário-geral.

Para a juíza Ana Flávia Martins François, da Primeira Vara de Juína, o aprendizado tem impacto direto na atuação. “Está sendo de grande valia, principalmente para quem está iniciando na carreira. Conhecer ferramentas como o Núcleo Digital 4.0 da Saúde e o Cejusc contribui para dar mais efetividade às decisões judiciais”, destacou.

Desafios reais

A magistrada Ana Flávia também relatou que já vivencia situações semelhantes na rotina forense, especialmente em plantões judiciais. “Frequentemente surgem pedidos por leitos de UTI. Muitas vezes, o Estado não consegue atender todas as demandas, o que exige soluções mais rápidas e eficientes, como o encaminhamento para núcleos especializados”, afirmou.

O juiz Felipe Barthón Lopez, da comarca de Vila Rica, ressaltou o caráter prático da aula. “Foi muito importante porque trouxe dicas aplicáveis ao dia a dia. Os novos magistrados vão enfrentar diversos desafios, e esse tipo de orientação ajuda a preparar para situações reais”, pontuou.

Leia Também:  Juíza de Pernambuco fala sobre inteligência artificial e liderança feminina em webinário

Embora ainda atue na área criminal, ele reconhece a relevância do tema. “É importante estar preparado, porque futuramente esses desafios certamente farão parte da atuação”, completou.

O Curso Oficial de Formação Inicial de Juízes Substitutos (Cofi), iniciado em janeiro pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), é etapa obrigatória para o exercício da jurisdição. Com carga horária de 496 horas, a formação combina teoria e prática supervisionada, preparando os novos magistrados para uma atuação técnica, humanizada e alinhada às demandas da sociedade.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA