TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Posse de novos desembargadores reforçará atuação do TJMT no Segundo Grau
No ano em que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso completa 150 anos de instalação, sete novos desembargadores e uma desembargadora, promovidos na última segunda-feira (19 de fevereiro), tomaram posse nos cargos em sessão solene realizada na tarde desta quarta-feira (21/02), no Cenarium Rural, em Cuiabá. Com a chegada dos novos membros da corte, o TJMT soma 39 desembargadores e desembargadoras, reforçando a atuação no Segundo Grau e a efetiva entrega de serviços à população.
A presidente lembrou a recente nomeação de juízes e juíza substitutos para o Primeiro Grau, assegurando a presença da Justiça onde a população está, bem como a importância do papel dos magistrados. “Deixamos de ser meros proferidores de decisões para assumirmos um papel ainda mais resolutivo. A missão confiada à magistratura exige que a celeridade não seja tão somente o principal objetivo e sim o diálogo, mantendo a integridade das relações. A consensualidade já demonstrou que é a melhor saída na busca pela pacificação social, que é o desejo de todos”, afirmou a desembargadora aos presentes.
paridade de gênero também foi apontada pela presidente ao afirmar que o Poder Judiciário de Mato Grosso está fazendo sua parte. “Desde nossa precursora, ainda no ano de 1969, quando a 1ª mulher assumiu a magistratura em Mato Grosso, estamos em crescente avanço. A desembargadora Shelma Lombardi de Kato ingressou no Pleno do TJMT em 1991 e por 14 anos foi a única mulher. Hoje somos 11 mulheres no Pleno e 107 juízas de 1º Grau em Mato Grosso. Total de 118 mulheres atuando na magistratura mato-grossense.
A vice-presidente do TJMT, desembargadora Maria Erotides Kneip fez o pronunciamento de saudação durante a posse. “Vossas excelências ingressam em uma instituição com quase 150 anos de história e guardiã do Estado democrático de Direito. Os senhores e a senhora têm a responsabilidade, não apenas de aplicar o Direito, mas de proteger o direito fundamental do cidadão e promover a justiça em sua forma mais pura, sublime e imparcial. O momento é de celebração e de reconhecimento pelo trabalho que os senhores e a senhora exerceram ao longo desses anos”.
O governador do Estado, Mauro Mendes, exaltou o momento vivido pelo Judiciário com a posse dos oito desembargadores. “Para mim é uma honra participar desse momento da história do Tribunal de Justiça. Concretiza-se aqui a ampliação desse quadro que tem objetivo principal de ampliar esse serviço importante que esta corte presta à sociedade mato-grossense. Temos certeza que os predicados que os permitiram estar aqui hoje, começando uma trajetória, certamente estarão nas longas horas dias e meses de trabalho. Tenho absoluta convicção da importância da Justiça no estado brasileiro. Convivemos de maneira harmônica e o papel da justiça é diminuir conflitos, garantir direitos dos cidadãos. Nesse momento quero agradecer a parceria e convivência harmônica que temos ao longo desses cinco anos, que construímos com todos os poderes e órgãos. Temos desafios mas se continuarmos nessa mesma direção nos tornaremos regiões mais prosperas do Brasil. Parabéns aos novos desembargadores. Temos convicção que, assim como seus pares, que contribuíram ao longo de décadas para Mato Grosso, agora com os senhores, poderão contribuir muito para o Estado”.Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT
TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Curso de formação aborda judicialização da saúde e reforça atuação prática de magistrados
A formação dos novos juízes e juízas de Mato Grosso ganhou um reforço prático nesta quarta-feira (06) com uma aula voltada para a judicialização da saúde. Conduzido pelo secretário-geral do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior, o encontro do Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi) de magistrados destacou a importância de decisões equilibradas, que considerem tanto o direito à vida quanto a realidade do sistema público de saúde.
Durante a aula, os juízes foram orientados a alinhar teoria e prática, levando em conta fatores como orçamento público, evidências científicas e a estrutura disponível na rede de saúde. “A ideia do Cofi sempre foi oportunizar aos novos magistrados o contato com colegas mais experientes, para compartilhar situações do dia a dia, aliando teoria e prática. Trouxemos elementos que possam ser utilizados no cotidiano, principalmente em ações que envolvem a saúde pública”, explicou o juiz Agamenon.
Formação prática
O conteúdo também abordou a evolução das estruturas de apoio no Estado, como o NAT-Jus, o Cejusc da Saúde e o Núcleo 4.0, criados para qualificar decisões e dar mais agilidade às demandas. A proposta é incentivar o diálogo institucional entre Judiciário e gestores públicos, evitando medidas ineficazes, como bloqueios de recursos sem planejamento.
“A saúde pública está entre as áreas com maior volume de demandas no Judiciário. É fundamental que o magistrado compreenda como funciona o sistema, conheça a realidade local e saiba avaliar quando uma liminar é cabível”, reforçou o secretário-geral.
Para a juíza Ana Flávia Martins François, da Primeira Vara de Juína, o aprendizado tem impacto direto na atuação. “Está sendo de grande valia, principalmente para quem está iniciando na carreira. Conhecer ferramentas como o Núcleo Digital 4.0 da Saúde e o Cejusc contribui para dar mais efetividade às decisões judiciais”, destacou.
Desafios reais
A magistrada Ana Flávia também relatou que já vivencia situações semelhantes na rotina forense, especialmente em plantões judiciais. “Frequentemente surgem pedidos por leitos de UTI. Muitas vezes, o Estado não consegue atender todas as demandas, o que exige soluções mais rápidas e eficientes, como o encaminhamento para núcleos especializados”, afirmou.
O juiz Felipe Barthón Lopez, da comarca de Vila Rica, ressaltou o caráter prático da aula. “Foi muito importante porque trouxe dicas aplicáveis ao dia a dia. Os novos magistrados vão enfrentar diversos desafios, e esse tipo de orientação ajuda a preparar para situações reais”, pontuou.
Embora ainda atue na área criminal, ele reconhece a relevância do tema. “É importante estar preparado, porque futuramente esses desafios certamente farão parte da atuação”, completou.
O Curso Oficial de Formação Inicial de Juízes Substitutos (Cofi), iniciado em janeiro pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), é etapa obrigatória para o exercício da jurisdição. Com carga horária de 496 horas, a formação combina teoria e prática supervisionada, preparando os novos magistrados para uma atuação técnica, humanizada e alinhada às demandas da sociedade.
Autor: Roberta Penha
Fotografo: Alair Ribeiro
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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