TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Judiciário e Prefeitura de Várzea Grande se unem para levar círculos de paz a todas as escolas
O Poder Judiciário de Mato Grosso e a Prefeitura de Várzea Grande deram um grande passo na expansão da cultura de pacificação social, na manhã desta segunda-feira (09), com a assinatura do termo de cooperação nº 11/2023, que prevê a implantação do Programa Municipal de Construção de Paz, que tem como finalidade estabelecer uma política de orientação e solução extrajudicial de conflitos verificados no ambiente escolar e na sociedade. A medida está em conformidade com a Resolução nº 225/2016, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O juiz coordenador do Cejusc de Várzea Grande e diretor do Fórum daquela comarca, Luís Otávio Pereira Marques, destacou a relevância do programa para a população. “Tenho certeza que contribuirá muito para a sociedade várzea-grandense. Essa gestão, além de valorizar os magistrados e servidores, se preocupa também com o próximo, com a sociedade”, disse, destacando a humanização da atual gestão do Judiciário estadual.
“É um ganho para o município de Várzea Grande essa parceira da Justiça Restaurativa. É um trabalho a ser desenvolvido com todos. Nós queremos ter a discussão, queremos ter a prevenção e um trabalho diferenciado para que a pessoa esteja motivada e feliz nas suas atividades. Os resultados são positivos porque, através do trabalho com os servidores, você chega até o aluno, os pais também podem participar. E tendo o envolvimento, você tem a fala, você tem o diálogo, com certeza você tem o resultado porque você busca trabalhar a motivação, o psicológico e ter o resultado positivo para que isso ajude na vida social e no aprendizado da criança”, afirma.
Justiça Restaurativa – O Poder Judiciário de Mato Grosso coloca em prática a metodologia do círculo de construção de paz por meio do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur), que até o momento já promoveu 62 cursos de facilitadores, 1.850 círculos de construção de paz, que envolveram 20.200 participantes. Somente neste ano, 465 círculos foram realizados nas escolas, impactando positivamente aproximadamente 4.500 estudantes em todo o estado.Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT
TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Curso de formação aborda judicialização da saúde e reforça atuação prática de magistrados
A formação dos novos juízes e juízas de Mato Grosso ganhou um reforço prático nesta quarta-feira (06) com uma aula voltada para a judicialização da saúde. Conduzido pelo secretário-geral do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior, o encontro do Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi) de magistrados destacou a importância de decisões equilibradas, que considerem tanto o direito à vida quanto a realidade do sistema público de saúde.
Durante a aula, os juízes foram orientados a alinhar teoria e prática, levando em conta fatores como orçamento público, evidências científicas e a estrutura disponível na rede de saúde. “A ideia do Cofi sempre foi oportunizar aos novos magistrados o contato com colegas mais experientes, para compartilhar situações do dia a dia, aliando teoria e prática. Trouxemos elementos que possam ser utilizados no cotidiano, principalmente em ações que envolvem a saúde pública”, explicou o juiz Agamenon.
Formação prática
O conteúdo também abordou a evolução das estruturas de apoio no Estado, como o NAT-Jus, o Cejusc da Saúde e o Núcleo 4.0, criados para qualificar decisões e dar mais agilidade às demandas. A proposta é incentivar o diálogo institucional entre Judiciário e gestores públicos, evitando medidas ineficazes, como bloqueios de recursos sem planejamento.
“A saúde pública está entre as áreas com maior volume de demandas no Judiciário. É fundamental que o magistrado compreenda como funciona o sistema, conheça a realidade local e saiba avaliar quando uma liminar é cabível”, reforçou o secretário-geral.
Para a juíza Ana Flávia Martins François, da Primeira Vara de Juína, o aprendizado tem impacto direto na atuação. “Está sendo de grande valia, principalmente para quem está iniciando na carreira. Conhecer ferramentas como o Núcleo Digital 4.0 da Saúde e o Cejusc contribui para dar mais efetividade às decisões judiciais”, destacou.
Desafios reais
A magistrada Ana Flávia também relatou que já vivencia situações semelhantes na rotina forense, especialmente em plantões judiciais. “Frequentemente surgem pedidos por leitos de UTI. Muitas vezes, o Estado não consegue atender todas as demandas, o que exige soluções mais rápidas e eficientes, como o encaminhamento para núcleos especializados”, afirmou.
O juiz Felipe Barthón Lopez, da comarca de Vila Rica, ressaltou o caráter prático da aula. “Foi muito importante porque trouxe dicas aplicáveis ao dia a dia. Os novos magistrados vão enfrentar diversos desafios, e esse tipo de orientação ajuda a preparar para situações reais”, pontuou.
Embora ainda atue na área criminal, ele reconhece a relevância do tema. “É importante estar preparado, porque futuramente esses desafios certamente farão parte da atuação”, completou.
O Curso Oficial de Formação Inicial de Juízes Substitutos (Cofi), iniciado em janeiro pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), é etapa obrigatória para o exercício da jurisdição. Com carga horária de 496 horas, a formação combina teoria e prática supervisionada, preparando os novos magistrados para uma atuação técnica, humanizada e alinhada às demandas da sociedade.
Autor: Roberta Penha
Fotografo: Alair Ribeiro
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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