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Capacitação para atendimento às vítimas encerra Semana da Justiça pela Paz em Casa em Mato Grosso

A capacitação “Lei Maria da Penha: Políticas públicas e acolhimento no atendimento às vítimas de violência doméstica e familiar” encerrou a 23ª Semana da Justiça pela Paz em Casa, promovida pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher).
 
A desembargadora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso e coordenadora do Cemulher, Maria Aparecida Ribeiro, deu as boas-vindas aos 95 profissionais de Cuiabá e Várzea Grande que trabalham no acolhimento às vítimas da violência de gênero. “Mato Grosso aparece como um dos estados com mais casos de violência contra a mulher. Estamos trabalhando para reduzir esses índices e capacitando a Rede de Enfrentamento para garantir o bem-estar da família, pois sabemos o quão prejudicial é conviver com a violência para todos.”
 
No auditório do “Espaço Justiça, Cultural e Arte Desembargador Gervásio Leite”, na sede do TJMT, durante toda a sexta-feira (10 de março), representantes dos CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) e CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) da capital e da cidade vizinha passaram pelo treinamento. Também participaram da atividade profissionais da Casa de Acolhimento de Cuiabá, Secretarias de Assistência Social dos dois municípios, da Sala de Acolhimento do Hospital Municipal de Cuiabá e da Ouvidoria do Tribunal.
 
A primeira palestra ficou a cargo da juíza da Primeira Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar de Cuiabá, Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa. Ela mostrou a evolução dos direitos da mulher, o surgimento da Lei Maria da Penha, os ciclos da violência, como identificar os tipos de violência, medida protetiva de urgência e legislação de proteção às vítimas de violência doméstica.
 
Para a magistrada, cursos como este são importantes, especialmente para profissionais da Rede, já que a Lei Maria da Penha tem alterações constantes, daí a importância dos profissionais estarem atualizados. “Falo sobre as questões históricas e a evolução do direito das mulheres, para que possamos entender um pouco por que ainda não há igualdade plena de gênero. Espero que todos possam aprender e se conscientizar mais sobre esse tema importante”, informa Ana Graziela.
 
No período da tarde, a programação continuou com a palestra “Trâmites legais da violência doméstica e familiar”, ministrada pela delegada da Mulher de Cuiabá, Jozirlethe Magalhães Crivelett. O tema “Atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM)” foi abordado pela psicóloga Eliane Aparecida Montanha Rojas. Fechando a capacitação, a assistente social Fabiana Maria Auxiliadora da Silva Soares tratou do assunto “Acolhimento e atendimento às vítimas de violência doméstica e familiar”.
 
O programa também promove ações interdisciplinares que têm como objetivo dar visibilidade ao assunto e sensibilizar a sociedade para a realidade violenta que as mulheres brasileiras enfrentam. A juíza Ana Graziela afirmou que o balanço das atividades realizadas nesta semana é positivo. “Foi uma semana bastante produtiva. Realizamos mutirões de julgamentos, audiências e decisões, bem como oferecemos acompanhamento jurídico e serviços na área social, incluindo saúde e bem-estar para as vítimas de violência. Tivemos ainda palestras em escolas para estudantes do Ensino Médio. E agora, encerramos com a qualificação de todos os profissionais que trabalham com essas vítimas, para que todas tenham o suporte necessário quando procurarem o nosso atendimento”, concluiu.
 
Semana pela Paz – O Programa Justiça pela Paz em Casa é promovido pelo CNJ em parceria com os Tribunais de Justiça estaduais e tem como objetivo ampliar a efetividade da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), concentrando esforços para agilizar o andamento dos processos relacionados à violência de gênero. Iniciado em março de 2015, o Justiça pela Paz em Casa conta com três edições de esforços concentrados por ano.
 
As semanas ocorrem em março, marcando o Dia Internacional da Mulher, em agosto, por ocasião do aniversário de sanção da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), e em novembro, quando a ONU estabeleceu o dia 25 como o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra a Mulher.
 
#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Descrição das imagens: Imagem 1: foto colorida horizontal dos participantes do curso assistindo a um vídeo. Imagem 2: foto horizontal colorida da desembargadora coordenadora do Cemulher dando boas-vindas aos participantes. Imagem 3: foto horizontal colorida da juíza Ana Graziela ministrando a palestra.
 
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Alcione dos Anjos/ Fotos: Alair Ribeiro e TV.jus
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Curso de formação aborda judicialização da saúde e reforça atuação prática de magistrados

A formação dos novos juízes e juízas de Mato Grosso ganhou um reforço prático nesta quarta-feira (06) com uma aula voltada para a judicialização da saúde. Conduzido pelo secretário-geral do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior, o encontro do Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi) de magistrados destacou a importância de decisões equilibradas, que considerem tanto o direito à vida quanto a realidade do sistema público de saúde.

Durante a aula, os juízes foram orientados a alinhar teoria e prática, levando em conta fatores como orçamento público, evidências científicas e a estrutura disponível na rede de saúde. “A ideia do Cofi sempre foi oportunizar aos novos magistrados o contato com colegas mais experientes, para compartilhar situações do dia a dia, aliando teoria e prática. Trouxemos elementos que possam ser utilizados no cotidiano, principalmente em ações que envolvem a saúde pública”, explicou o juiz Agamenon.

Formação prática

O conteúdo também abordou a evolução das estruturas de apoio no Estado, como o NAT-Jus, o Cejusc da Saúde e o Núcleo 4.0, criados para qualificar decisões e dar mais agilidade às demandas. A proposta é incentivar o diálogo institucional entre Judiciário e gestores públicos, evitando medidas ineficazes, como bloqueios de recursos sem planejamento.

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“A saúde pública está entre as áreas com maior volume de demandas no Judiciário. É fundamental que o magistrado compreenda como funciona o sistema, conheça a realidade local e saiba avaliar quando uma liminar é cabível”, reforçou o secretário-geral.

Para a juíza Ana Flávia Martins François, da Primeira Vara de Juína, o aprendizado tem impacto direto na atuação. “Está sendo de grande valia, principalmente para quem está iniciando na carreira. Conhecer ferramentas como o Núcleo Digital 4.0 da Saúde e o Cejusc contribui para dar mais efetividade às decisões judiciais”, destacou.

Desafios reais

A magistrada Ana Flávia também relatou que já vivencia situações semelhantes na rotina forense, especialmente em plantões judiciais. “Frequentemente surgem pedidos por leitos de UTI. Muitas vezes, o Estado não consegue atender todas as demandas, o que exige soluções mais rápidas e eficientes, como o encaminhamento para núcleos especializados”, afirmou.

O juiz Felipe Barthón Lopez, da comarca de Vila Rica, ressaltou o caráter prático da aula. “Foi muito importante porque trouxe dicas aplicáveis ao dia a dia. Os novos magistrados vão enfrentar diversos desafios, e esse tipo de orientação ajuda a preparar para situações reais”, pontuou.

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Embora ainda atue na área criminal, ele reconhece a relevância do tema. “É importante estar preparado, porque futuramente esses desafios certamente farão parte da atuação”, completou.

O Curso Oficial de Formação Inicial de Juízes Substitutos (Cofi), iniciado em janeiro pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), é etapa obrigatória para o exercício da jurisdição. Com carga horária de 496 horas, a formação combina teoria e prática supervisionada, preparando os novos magistrados para uma atuação técnica, humanizada e alinhada às demandas da sociedade.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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