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Fórum da Comarca de Canarana terá atendimento virtual por 15 dias e prazos processuais são mantidos

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O expediente presencial do Fórum da Comarca de Canarana ficará suspenso entre os dias 3 e 17 de outubro devido a obras no teto da unidade. A juíza diretora do Fórum, Angela Maria Janczeski Góes, por meio da Portaria 18/2020, ainda definiu que os prazos processuais ficam mantidos e o atendimento seguirá por meio virtual. Assim, os servidores seguirão em teletrabalho.
 
A troca do telhado e da estrutura de sustentação impossibilitará a manutenção normal do expediente presencial. Essa manutenção predial deve ocorrer em razão da proximidade do período de chuvas na região.
 
Para evitar riscos à integridade física dos servidores e jurisdicionados, a suspensão do expediente físico ficará mantida até a conclusão da manutenção.
 
Além disso, as comarcas de todo o Estado contam com atendimento por meio virtual. Para conhecer os números de WhatsApp para envio de mensagens de texto e endereço de e-mail, basta acessar o site do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e clicar no botão Canais Permanentes de Acesso, ir em Comarcas e procurar o local onde deseja falar. O funcionário do atendimento é das 12h às 19h, no horário local.
 
Andhressa Barboza
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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