TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Cemulher realiza palestra para estudantes e conversa com Rede de Proteção das mulheres

Aproximadamente 65 alunos do 9º ao 3º ano do ensino médio do Colégio Alta Floresta participaram da palestra “Violência contra mulher da conscientização à proteção”, em Alta Floresta (distante 800 km de Cuiabá). O evento, que é uma inciativa da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar no âmbito do Tribunal de Justiça (Cemulher-MT) em parceria com o Programa Corregedoria em Ação da Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ), teve o intuito de alertar e conscientizar os alunos acerca do tema.
 
Para a palestrante e assessora da Cemulher, Ana Emília Iponema Brasil Sotero, somente com um trabalho intensivo e permanente, se poderá construir um novo comportamento e uma nova cultura. “Foi uma experiência magnifica, os alunos foram extremamente participativos. Falamos sobre os tipos de violência doméstica, sobre as redes de enfretamento a violência doméstica e familiar e sobre a Lei Maria da Penha. Até hoje, coisas básicas das leis não são compreendidas, por isso a importância de levar informação e conhecimento”, pontuou.
 
E justamente esse conhecimento, de que todos são responsáveis pela proteção e garantia do Direito da mulher, foi disseminado entre os participantes destacou o professor de Língua Portuguesa e Redação do ensino médio e do 9º ano, Clodoaldo Adamczuk.
 
“Nosso alunos precisam entender que todos somos responsáveis e só com essa troca de informações, debates que vamos quebrar a cultura patriarcal que existe na nossa sociedade. O encontro também foi uma oportunidade dos alunos conhecerem mais fundo uma das problemáticas da nossa sociedade, pensando na produção de redações para o Enem. Além de contribuir para o conhecimento deles ajuda a disseminar a informação. Realmente foi muito esclarecedora, falou sobre fatos, mitos, verdades o que contribuiu para a grande participação do alunos”, contou.
 
Uma das alunas que participou ativamente do encontro foi Ludmila Roelles, de 17 anos, estudante do 3º ano. “Foi uma iniciativa muito nobre, por se tratar de um assunto tão delicado e tão necessário. Já havia participado de outras palestras com temas semelhantes e já estudei o tema assistindo vídeos e debates na internet, mas me chamou muito a atenção a demonstração do ciclo da violência. Além disso, ela desmentiu as falácias que são comumente ditas a respeito do tema. Em geral achei uma palestra muito educativa e super necessária”, ressaltou.
 
Rede de enfrentamento – Ainda no mesmo dia houve um diálogo com a Rede de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher. Participaram do encontro no auditório do Ministério Público representantes da Promotoria Criminal, Defensoria Pública, Ministério Público, Secretária de Saúde, Assistência Social, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Alta Floresta, Câmara Municipal, Conselho da Mulher e Polícia Civil. Além disso, a assessora da Cemulher, Ana Emília Iponema Brasil Sotero, visitou a nova sala de acolhimento às mulheres vítimas de violência doméstica na Polícia Civil e a Patrulha Maria da Penha.
 
O promotor de justiça da 1ª Promotoria Criminal de Alta Floresta, Daniel Luiz dos Santos, destacou o momento de troca de experiências. “Foi um encontro muito bom, a Ana Emília trouxe exemplos de boas ações em outras comarcas que a gente pode adotar no futuro, como o botão do pânico, que esperamos em breve seja disponibilizado para nós. Além disso, falamos sobre a nossa rede de enfrentamento, que está em vias de assinar um termo de compromisso que institui oficialmente a rede e estabelece os deveres de cada órgão”, contou.
 
Já o juiz da 5ª Vara Criminal de Alta Floresta, Alexandre Sócrates Mendes, teve seu primeiro contato com a rede de enfrentamento à violência contra a mulher. “Assumi no último dia 9, então foi um encontro que fui mais para ouvir, do que para falar. E pude constatar que tantos os órgãos públicos como a sociedade civil organizada estão empenhados a realizar esse papel importante de combate à violência contra a mulher. E apesar da rede não estar formalizada, com seus atos constitutivos, informalmente ela trabalha e funciona muito bem. O próximo passo é justamente assinar o termo. Ainda a OAB se comprometeu de apresentar um curso voltado para a conscientização dos agressores. O que será muito importante, pois sabemos que parte do enfretamento passa pela educação dos mesmos”.
 
Corregedoria em Ação – A Cemulher, em parceria com a Corregedoria-Geral da Justiça do Estado tem visitado os polos por meio do Programa Corregedoria em Ação, onde são realizadas reuniões com magistrados, magistradas, servidores e servidoras. Informações sobre a Lei Maria da Penha e Redes de Enfrentamento são repassadas durante as visitas.
 

Essa matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência. Foto 1: colorida. Os alunos 9º ao 3º ano do ensino médio e a palestrante estão todos sentados enfileirados na sala de aula. 

Leia Também:  TJ Inclusivo: evento sobre autismo em Cuiabá debaterá direitos, desafios e inclusão

Foto 2: colorida. Os membros da rede de enfrentamento estão todos de pé em um salão amplo do MP. .

Larissa Klein  

Assessoria de imprensa CGJ
 

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Curso de formação aborda judicialização da saúde e reforça atuação prática de magistrados

A formação dos novos juízes e juízas de Mato Grosso ganhou um reforço prático nesta quarta-feira (06) com uma aula voltada para a judicialização da saúde. Conduzido pelo secretário-geral do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior, o encontro do Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi) de magistrados destacou a importância de decisões equilibradas, que considerem tanto o direito à vida quanto a realidade do sistema público de saúde.

Durante a aula, os juízes foram orientados a alinhar teoria e prática, levando em conta fatores como orçamento público, evidências científicas e a estrutura disponível na rede de saúde. “A ideia do Cofi sempre foi oportunizar aos novos magistrados o contato com colegas mais experientes, para compartilhar situações do dia a dia, aliando teoria e prática. Trouxemos elementos que possam ser utilizados no cotidiano, principalmente em ações que envolvem a saúde pública”, explicou o juiz Agamenon.

Formação prática

O conteúdo também abordou a evolução das estruturas de apoio no Estado, como o NAT-Jus, o Cejusc da Saúde e o Núcleo 4.0, criados para qualificar decisões e dar mais agilidade às demandas. A proposta é incentivar o diálogo institucional entre Judiciário e gestores públicos, evitando medidas ineficazes, como bloqueios de recursos sem planejamento.

Leia Também:  Poder Judiciário funciona em regime de plantão neste final de semana

“A saúde pública está entre as áreas com maior volume de demandas no Judiciário. É fundamental que o magistrado compreenda como funciona o sistema, conheça a realidade local e saiba avaliar quando uma liminar é cabível”, reforçou o secretário-geral.

Para a juíza Ana Flávia Martins François, da Primeira Vara de Juína, o aprendizado tem impacto direto na atuação. “Está sendo de grande valia, principalmente para quem está iniciando na carreira. Conhecer ferramentas como o Núcleo Digital 4.0 da Saúde e o Cejusc contribui para dar mais efetividade às decisões judiciais”, destacou.

Desafios reais

A magistrada Ana Flávia também relatou que já vivencia situações semelhantes na rotina forense, especialmente em plantões judiciais. “Frequentemente surgem pedidos por leitos de UTI. Muitas vezes, o Estado não consegue atender todas as demandas, o que exige soluções mais rápidas e eficientes, como o encaminhamento para núcleos especializados”, afirmou.

O juiz Felipe Barthón Lopez, da comarca de Vila Rica, ressaltou o caráter prático da aula. “Foi muito importante porque trouxe dicas aplicáveis ao dia a dia. Os novos magistrados vão enfrentar diversos desafios, e esse tipo de orientação ajuda a preparar para situações reais”, pontuou.

Leia Também:  TJ Inclusivo: evento sobre autismo em Cuiabá debaterá direitos, desafios e inclusão

Embora ainda atue na área criminal, ele reconhece a relevância do tema. “É importante estar preparado, porque futuramente esses desafios certamente farão parte da atuação”, completou.

O Curso Oficial de Formação Inicial de Juízes Substitutos (Cofi), iniciado em janeiro pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), é etapa obrigatória para o exercício da jurisdição. Com carga horária de 496 horas, a formação combina teoria e prática supervisionada, preparando os novos magistrados para uma atuação técnica, humanizada e alinhada às demandas da sociedade.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA