TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Judiciário de Mato Grosso está plenamente adaptado ao regime de teletrabalho


A movimentação processual registrada no Processo Judicial Eletrônico (PJe) pelo Poder Judiciário de Mato Grosso em fevereiro, em Primeira e Segunda Instâncias – período em que magistrados e servidores têm desempenhado suas funções majoritariamente via teletrabalho -, é superior à média registrada em outubro e novembro de 2021, quando a instituição registrava 60% de seus integrantes em trabalho presencial.
 
Somente na última quarta-feira (2 de fevereiro), por exemplo, o Judiciário registrou 134.079 movimentos processuais no Processo Judicial Eletrônico. “Comparando com o mesmo período do ano passado, vê-se crescimento consistente de movimentações, o que revela a ampliação da tutela jurisdicional prestada”, explica o coordenador de Tecnologia da Informação do Tribunal de Justiça, Thomás Augusto Caetano.
 
 
 
*comparativo fevereiro de 2022 (azul) e fevereiro de 2021 (roxo)
 
Segundo ele, a partir do dia 20 de janeiro, com o fim das férias dos advogados, a instituição passou a registrar uma quantidade de movimentações processuais muito superior à computada em 2021, e quase sempre superior aos últimos meses de 2021. “Observa-se que o regime de teletrabalho não reduziu a movimentação dos processos, demonstrando que o Poder Judiciário de Mato Grosso está plenamente adaptado à nova forma de trabalho, sem perda aparente de produtividade na movimentação processual”, observou Thomás.
 
 
*comparativo janeiro de 2022 (azul) e janeiro de 2021 (roxo)
  
 
O Judiciário mato-grossense tem investido maciçamente em novas tecnologias a fim de acompanhar a crescente demanda de serviços, que aumentou ainda mais com a pandemia da Covid-19. Diversos avanços incorporados à rotina dos cidadãos, como a realização de videoconferências, uso do WhatsApp e serviços como o Balcão Virtual, foram adotados pela instituição.
 
Funcionamento – Atualmente, os pedidos de agendamento, para atendimento do magistrado ao público externo (operadores do Direito ou partes), deverão ser enviados por e-mail e serão respondidos em 48 horas, com prazo máximo de cinco dias úteis para o atendimento, que se dará por meio virtual.
 
 
Os pedidos de agendamento para atendimento do magistrado devem ser feitos por e-mail, no endereço indicado nos canais de acesso divulgados no portal https://coronavirus.tjmt.jus.br/, sendo vedada solicitação por meio de aplicativos de mensagem instantânea (WhatsApp/Telegram) para tal finalidade.
 
 
Apesar da presença de servidores nos prédios do Poder Judiciário, o atendimento ao público externo será realizado apenas de forma virtual, entre as 13h e 19h, por meio dos canais de acesso constantes do sítio eletrônico do TJMT. O atendimento das secretarias das unidades judiciárias será pelo Balcão Virtual.
 
Saiba mais na matéria abaixo:
 
 
 
Lígia Saito
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

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Curso de formação aborda judicialização da saúde e reforça atuação prática de magistrados

A formação dos novos juízes e juízas de Mato Grosso ganhou um reforço prático nesta quarta-feira (06) com uma aula voltada para a judicialização da saúde. Conduzido pelo secretário-geral do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior, o encontro do Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi) de magistrados destacou a importância de decisões equilibradas, que considerem tanto o direito à vida quanto a realidade do sistema público de saúde.

Durante a aula, os juízes foram orientados a alinhar teoria e prática, levando em conta fatores como orçamento público, evidências científicas e a estrutura disponível na rede de saúde. “A ideia do Cofi sempre foi oportunizar aos novos magistrados o contato com colegas mais experientes, para compartilhar situações do dia a dia, aliando teoria e prática. Trouxemos elementos que possam ser utilizados no cotidiano, principalmente em ações que envolvem a saúde pública”, explicou o juiz Agamenon.

Formação prática

O conteúdo também abordou a evolução das estruturas de apoio no Estado, como o NAT-Jus, o Cejusc da Saúde e o Núcleo 4.0, criados para qualificar decisões e dar mais agilidade às demandas. A proposta é incentivar o diálogo institucional entre Judiciário e gestores públicos, evitando medidas ineficazes, como bloqueios de recursos sem planejamento.

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“A saúde pública está entre as áreas com maior volume de demandas no Judiciário. É fundamental que o magistrado compreenda como funciona o sistema, conheça a realidade local e saiba avaliar quando uma liminar é cabível”, reforçou o secretário-geral.

Para a juíza Ana Flávia Martins François, da Primeira Vara de Juína, o aprendizado tem impacto direto na atuação. “Está sendo de grande valia, principalmente para quem está iniciando na carreira. Conhecer ferramentas como o Núcleo Digital 4.0 da Saúde e o Cejusc contribui para dar mais efetividade às decisões judiciais”, destacou.

Desafios reais

A magistrada Ana Flávia também relatou que já vivencia situações semelhantes na rotina forense, especialmente em plantões judiciais. “Frequentemente surgem pedidos por leitos de UTI. Muitas vezes, o Estado não consegue atender todas as demandas, o que exige soluções mais rápidas e eficientes, como o encaminhamento para núcleos especializados”, afirmou.

O juiz Felipe Barthón Lopez, da comarca de Vila Rica, ressaltou o caráter prático da aula. “Foi muito importante porque trouxe dicas aplicáveis ao dia a dia. Os novos magistrados vão enfrentar diversos desafios, e esse tipo de orientação ajuda a preparar para situações reais”, pontuou.

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Embora ainda atue na área criminal, ele reconhece a relevância do tema. “É importante estar preparado, porque futuramente esses desafios certamente farão parte da atuação”, completou.

O Curso Oficial de Formação Inicial de Juízes Substitutos (Cofi), iniciado em janeiro pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), é etapa obrigatória para o exercício da jurisdição. Com carga horária de 496 horas, a formação combina teoria e prática supervisionada, preparando os novos magistrados para uma atuação técnica, humanizada e alinhada às demandas da sociedade.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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