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Tarde de cuidado e escuta marca ação do Conselho da Mulher em Várzea Grande

Uma tarde dedicada ao cuidado, à escuta e à valorização das mulheres marcou a ação social realizada no último dia 13 pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Várzea Grande (CMDM-VG). O encontro reuniu mulheres e meninas do bairro Vila Arthur e região em um momento especial de beleza, saúde, informação e acolhimento, em celebração ao Mês da Mulher.

A atividade foi realizada no Centro Popular Dorcelina Folador, instituição que integra o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher e que abriu suas portas para receber a comunidade. Durante toda a tarde, o espaço se transformou em um ambiente de solidariedade e cuidado, onde dezenas de mulheres puderam acessar gratuitamente diversos serviços.

Entre os atendimentos oferecidos estavam corte de cabelo, escova, hidratação, pintura de cabelo, esmaltação de unhas, além de um brechó solidário, lanche coletivo e sorteio de presentes. Mais do que serviços de beleza, o encontro proporcionou momentos de autoestima, convivência e fortalecimento entre as participantes.

A ação também levou informação e orientação. A conselheira Renata Moraes conduziu uma conversa sobre os direitos das mulheres, apresentando o trabalho desenvolvido pelo CMDM-VG e explicando os diferentes tipos de violência que atingem mulheres e meninas. Durante o diálogo, ela destacou a importância da Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher existente no Estado e em Várzea Grande, que atua no acolhimento, proteção e encaminhamento das vítimas.

Um dos momentos mais emocionantes do encontro foi o depoimento da presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Várzea Grande, Alexandrina Esquivel. Diante das participantes, ela compartilhou sua própria história de superação.

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Alexandrina contou que viveu por 25 anos em um casamento marcado pela violência doméstica, fruto de uma relação arranjada. Após anos de sofrimento, conseguiu romper o ciclo de agressões, criar os filhos e reconstruir sua vida. A partir dessa experiência, decidiu transformar a dor em missão: há quase três décadas dedica sua vida a apoiar e orientar mulheres que enfrentam situações semelhantes.

Seu relato, carregado de emoção e coragem, tocou profundamente as mulheres presentes, reforçando a mensagem de que é possível romper o silêncio, buscar ajuda e reconstruir caminhos de dignidade e liberdade.

Encerrando a programação, o médico oncologista, mastologista, cirurgião e professor Dr. Wilson Garcia conduziu a palestra “Ser Mulher Total – Corpo e Mente”. Em um bate-papo direto, acolhedor e descontraído, ele abordou temas relacionados à saúde física e mental feminina.

Durante a conversa, o especialista falou sobre alimentação saudável, a importância da prática de atividades físicas, os impactos do consumo excessivo de alimentos industrializados e os fatores que contribuem para o aumento do estresse entre as mulheres. Também trouxe reflexões sobre prevenção de doenças, qualidade de vida, relacionamentos e a busca pelo equilíbrio emocional.

“Ao final do encontro, ficou a sensação de que aquela tarde foi muito mais do que uma ação social. Foi um momento de troca, aprendizado e fortalecimento coletivo”, disse a presidente do Centro Popular Dorcelina Folador, Odete Ferreira de Lima.

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“Entre serviços, conversas e abraços, mulheres e meninas saíram do local com algo que não se mede apenas em atendimentos: a certeza de que cuidar de si, buscar conhecimento e apoiar umas às outras são passos fundamentais para construir uma vida mais digna, saudável e feliz. Afinal, momentos de cuidado, valorização e acolhimento são direitos que todas as mulheres merecem viver”, pontuou Alexandrina.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Gestão Flávia Moretti garante apoio do TCE para enfrentar dívida de precatórios e avançar em soluções para Várzea Grande

A gestão da prefeita Flávia Moretti (PL) garantiu, nesta terça-feira (28), o apoio do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para buscar soluções para a dívida de precatórios de Várzea Grande, que supera R$ 1 bilhão. O principal encaminhamento foi a instalação de uma mesa técnica para construir alternativas que reduzam o impacto do passivo nas finanças do município.

Ao defender a criação da mesa técnica, a prefeita Flávia Moretti destacou que a atual gestão herdou uma dívida construída ao longo de décadas e buscou o apoio do Tribunal de Contas para encontrar soluções conjuntas, garantindo segurança jurídica, equilíbrio fiscal e a continuidade dos serviços públicos.

“Buscamos o Tribunal de Contas porque entendemos que esse é um problema histórico, que não pode ser enfrentado isoladamente pelo Município. Precisamos construir soluções junto aos órgãos de controle e ao Poder Judiciário para garantir segurança jurídica, preservar a capacidade financeira da Prefeitura e continuar investindo e prestando serviços de qualidade à população”, afirmou.

A prefeita ressaltou que, em apenas um ano e meio de gestão, o Município já destinou mais de R$ 80 milhões ao pagamento de precatórios. Segundo ela, enquanto administrações anteriores desembolsavam entre R$ 700 mil e R$ 800 mil por mês, atualmente Várzea Grande paga cerca de R$ 6 milhões mensais para cumprir o cronograma de quitação das dívidas judiciais.

“Temos um precatório de 1988 que hoje soma R$ 190 milhões. Cerca de 80% dos precatórios de Várzea Grande são de natureza alimentar, referentes a direitos trabalhistas, verbas indenizatórias e enquadramentos de servidores. Também há aproximadamente R$ 500 milhões em precatórios relacionados ao pagamento de contas de energia elétrica do DAE, acumuladas ao longo de décadas. Em gestões passadas, o município pagava entre R$ 700 mil e R$ 800 mil por mês. Hoje, nossa parcela mensal é de R$ 6 milhões, resultado da negociação de dívidas passadas somadas às parcelas atuais”, explicou.

Entre as medidas discutidas estão o apoio do TCE à aprovação do projeto de lei que autoriza acordos diretos entre o Município e os credores de precatórios, atualmente em tramitação na Câmara Municipal, além da discussão sobre mudanças na legislação estadual de distribuição do ICMS. A iniciativa foi proposta pela prefeita Flávia Moretti ao conselheiro Antônio Joaquim e conta com o apoio do presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo.

A mesa técnica reúne representantes da Prefeitura de Várzea Grande, do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), da Câmara Municipal, do Departamento de Água e Esgoto (DAE), da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) e de outras instituições envolvidas na construção de soluções para o passivo histórico do município.

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O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, destacou que o problema foi construído ao longo de sucessivas administrações e reafirmou o compromisso da instituição em colaborar para que Várzea Grande encontre alternativas capazes de recuperar sua capacidade financeira.

“Estamos discutindo, junto ao município, formas de amenizar essa situação, pois Várzea Grande vive um momento muito difícil. A prefeita Flávia está enfrentando problemas herdados de administrações anteriores. O município está inviabilizado por conta dessa dívida bilionária de precatórios. Ela está na gestão há apenas um ano e meio e não foi responsável pela origem desses problemas. O DAE, por exemplo, acumulou uma dívida superior a meio bilhão de reais por não conseguir quitar contas de energia elétrica ao longo dos anos”, afirmou.

O conselheiro Antônio Joaquim enfatizou que a mesa técnica deverá atuar em duas frentes prioritárias: apoiar a aprovação do projeto de lei que autoriza acordos diretos entre o Município e os credores de precatórios e discutir alterações na legislação estadual que modificou os critérios de distribuição do ICMS.

“O debate avançou para além da instalação da mesa técnica. Precisamos entender por que o projeto que autoriza a negociação direta com os credores ainda não foi aprovado. Junto com o presidente Sérgio Ricardo, vamos dialogar com a Câmara Municipal para que essa matéria seja votada o quanto antes. Outro ponto importante é a legislação do ICMS, cuja alteração reduziu significativamente os recursos destinados às cidades mais populosas. Em Várzea Grande, essa mudança representou uma perda superior a R$ 400 milhões”, pontuou.

Atualmente, Várzea Grande desembolsa cerca de R$ 6 milhões por mês para cumprir o cronograma de pagamento dos precatórios. Além da dívida histórica, a situação financeira foi agravada pelo bloqueio judicial de recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), pelas mudanças na distribuição do ICMS e pela incorporação dos precatórios do Departamento de Água e Esgoto (DAE) à dívida municipal, fatores que levaram a administração a decretar calamidade financeira.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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