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Trilha Verde da Maria Fumaça valoriza patrimônio histórico, natureza e turismo de experiência em Minas Gerais

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Localizada em Minas Gerais, a Trilha Verde da Maria Fumaça é um destino para praticantes de caminhada, cicloturismo e turismo de natureza. Com 92 quilômetros de extensão, e duração média de três dias, o percurso ocupa parte do antigo ramal ferroviário que ligava Diamantina a Corinto e oferece aos visitantes uma experiência que combina patrimônio histórico, paisagens naturais e contato com comunidades locais.

Inserida nos vales dos rios Jequitinhonha e São Francisco, a trilha atravessa áreas da Serra do Espinhaço, reconhecida pela Unesco como Reserva da Biosfera. O trajeto percorre os biomas Cerrado e Mata Atlântica e revela cenários de campo rupestre, serras, rios, cachoeiras, formações geológicas, cavernas e sítios arqueológicos datados de 5 mil anos.

A rota também integra a trilha de longo curso Transespinhaço, em Minas Gerais. O percurso está dividido em quatro trechos: Diamantina–Barão, Barão–Conselheiro Mata, Conselheiro Mata–Rodeador e Rodeador–Monjolos. Ao longo do caminho, os visitantes encontram opções de alimentação, hospedagem e, em alguns casos, áreas para camping.

Entre os atrativos culturais estão a cidade histórica de Diamantina, reconhecida por seu patrimônio arquitetônico colonial e a culinária mineira, com destaque para a produção de queijos.

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A trilha passa pelos municípios de Diamantina, Datas, Gouveia e Monjolos e cruza áreas protegidas como as APAMs Barão e Capivara, em Gouveia, e APAM Monjolos, além de estar próxima ao Parque Estadual do Biribiri e ao Parque Nacional das Sempre-Vivas.

No Brasil, existem atualmente 246 trilhas de longo curso que passam por 327 Unidades de Conservação e somam mais de 25 mil quilômetros, ampliando as oportunidades para atividades ao ar livre e o turismo sustentável.

Por Isadora Lionço

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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NACIONAL

Momento raro no Pantanal: onça-pintada é flagrada ensinando filhote a nadar

Imagens feitas por drone registram Aracy e o pequeno Mocoha em momentos de interação na água; comportamento ajuda o jovem felino a desenvolver habilidades essenciais para a vida selvagem

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Uma cena de aprendizado em meio às águas do Pantanal chamou atenção durante um registro feito no município de Miranda, em Mato Grosso do Sul. Imagens aéreas mostram a onça-pintada Aracy acompanhando o filhote Mocoha durante uma série de mergulhos e movimentos dentro da água.

O registro foi realizado pelo guia e fotógrafo Mário Nelson Cleto Rodrigues, integrante do projeto Onçafari. As imagens mostram mãe e filhote interagindo enquanto Mocoha explora o ambiente aquático e começa a desenvolver habilidades importantes para sua sobrevivência.

APRENDIZADO DESDE OS PRIMEIROS MESES

Embora a cena tenha aspecto de brincadeira, o contato com a água faz parte do processo de desenvolvimento do jovem animal. Onças-pintadas possuem grande capacidade de natação e utilizam rios, baías e outros ambientes aquáticos para atravessar territórios, se refrescar e também procurar alimento.

Mocoha é acompanhado desde o nascimento, em 2025, enquanto Aracy integra o monitoramento realizado pelo Onçafari na região. O acompanhamento contínuo permite registrar diferentes fases da vida dos animais e observar seus comportamentos ao longo do tempo. 

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UMA ONÇA ADAPTADA À ÁGUA

A relação da espécie com ambientes aquáticos é uma das características que diferenciam a onça-pintada de muitos outros felinos. No Pantanal, a presença de rios, corixos e áreas alagadas oferece condições para que os animais se desloquem e encontrem diferentes tipos de presas.

A espécie também ocupa posição importante na cadeia alimentar do bioma. Sua alimentação pode incluir peixes, capivaras, jacarés e outros animais, dependendo da disponibilidade de presas na região.

O registro de Aracy e Mocoha, além de revelar um momento de interação entre mãe e filhote, contribui para o acompanhamento científico e para a compreensão do comportamento das onças-pintadas no Pantanal. O Onçafari mantém programas de monitoramento e pesquisa voltados à conservação da espécie. 

Registros: Mário Nelson/Onçafari.

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