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Vem aí nova edição do Explicando Direito com o desembargador Luiz Octávio Saboia Ribeiro

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Na próxima sexta-feira (4 de outubro) vai ao ar a 42ª edição do programa Explicando Direito, com uma entrevista do desembargador Luiz Octávio Oliveira Saboia Ribeiro ao juiz coordenador das atividades pedagógicas da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), Antônio Veloso Peleja Júnior. O tema abordado é “O juiz e a inteligência artificial”.
 
“Todo avanço traz coisas boas e coisas ruins. Em todo avanço a gente tem que entender que a gente tem o ônus e o bônus. Quem quiser apenas o bônus daquilo que a tecnologia ou a evolução traz está no mundo errado. Com a experiência de dados hoje, nós vivemos numa era de tecnologia, numa era de conectividade, que todo mundo está conectado. Todo mundo tem um smartphone, mandando mensagem, compartilhando dado, a todo o momento”, pontuou.
 
“Esse volume de compartilhamento de dados, inclusive na época da pandemia, houve uma medida provisória que o governo queria que as operadoras de telefonia compartilhassem os dados de geolocalização de todos os usuários com o IBGE para que o IBGE fizesse um rastreamento para verificar onde que aquele usuário com Covid estaria. Essa MP foi questionada no STF e o STF, nessa MP, mesmo antes da emenda constitucional que tornou direito aos dados hoje um direito fundamental, naquela ocasião, o ministro Gilmar, ministro Luiz Fux, ministro Tófolli, ministra Carmen Lúcia, Rosa Weber, Luiz Barroso… Todos eles assentaram: existe um direito fundamental à proteção de dados.”
 
O programa Explicando direito, iniciativa da Esmagis-MT, desenvolve conhecimento sobre temas jurídicos e sociais, visando ao aperfeiçoamento das relações humanas, por meio de um bate-papo com personalidades convidadas, seja no estúdio da Esmagis ou virtualmente.
 
 
 
Anote na agenda!
 
#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Imagem 1: Print de tela de computador. Imagem de dois homens sentados frente a frente conversando em uma sala. Ambos vestem roupas escuras e usam gravata. Texto: Programa que desenvolve conhecimento sobre temas jurídicos e sociais, visando ao aperfeiçoamento das relações humanas. Explicando Direito.
 
 
Lígia Saito
Assessoria de Comunicação
Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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