ELEIÇÕES 2026
Quaest: Flávio Bolsonaro lidera no Acre e no DF, Lula está à frente no RN e há empate no Amazonas
Levantamento divulgado nesta terça-feira (13) mostra cenários distintos para o segundo turno presidencial nos quatro estados analisados; no Acre, candidato do PL tem vantagem de 32 pontos percentuais sobre o petista.
Pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (13) aponta que Flávio Bolsonaro (PL) lidera as intenções de voto para o segundo turno da eleição presidencial no Acre e no Distrito Federal. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente no Rio Grande do Norte, enquanto os dois candidatos estão tecnicamente empatados no Amazonas.
No Acre, Flávio Bolsonaro registra 60% das intenções de voto, contra 28% de Lula, uma diferença de 32 pontos percentuais. Os votos em branco, nulos ou de eleitores que não pretendem votar somam 5%, enquanto 7% não souberam responder.
No Distrito Federal, o candidato do PL aparece com 50%, ante 40% do presidente Lula. Outros 6% afirmaram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, e 4% não souberam responder.
No Amazonas, o cenário é mais equilibrado. Lula tem 47% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 43%. Os votos em branco, nulos ou nenhum candidato representam 5%, mesmo percentual dos entrevistados que não souberam responder. Como a margem de erro é de três pontos percentuais, os dois candidatos estão tecnicamente empatados.
No Rio Grande do Norte, Lula lidera com 59% das intenções de voto, contra 33% de Flávio Bolsonaro. Branco, nulo ou nenhum somam 5%, e 3% dos entrevistados não souberam responder.
Decisão do voto
A pesquisa também investigou se os eleitores já definiram sua escolha. No Acre, 87% afirmaram que o voto é definitivo, enquanto 11% disseram que ainda podem mudar de opinião. No Amazonas, 92% declararam ter decidido o voto, e 8% admitiram a possibilidade de mudança. No Distrito Federal, 94% disseram estar decididos, ante 6% que ainda podem mudar de candidato.
Metodologia
No Acre, a Quaest ouviu 1.098 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 9 e 12 de outubro. A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, e o registro da pesquisa é BR-05379/2026.
No Amazonas, também foram entrevistadas 1.098 pessoas, de 9 a 12 de outubro, com margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O registro é AM-09760/2026.
No Distrito Federal, o levantamento ouviu 1.104 pessoas com 16 anos ou mais entre 8 e 11 de outubro. A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, sob registro BR-06799/2026.
Os resultados indicam diferenças regionais na disputa presidencial, com vantagem expressiva de Flávio Bolsonaro no Acre, liderança de Lula no Rio Grande do Norte e uma disputa mais apertada no Amazonas.
POLÍTICA MT
TSE derruba propagandas que associam Lula e Flávio Bolsonaro ao crime organizado
Tribunal entendeu que acusações genéricas de ligação com facções ultrapassam os limites da crítica eleitoral; ministros defenderam que divergências sobre segurança pública sejam debatidas no campo político.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) derrubou, nesta terça-feira (13), propagandas eleitorais que associavam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) ao crime organizado. A decisão estabelece limites para que as campanhas dos dois candidatos façam acusações envolvendo facções criminosas durante a disputa presidencial.
Por unanimidade ou maioria? [confirmar no acórdão antes de publicar] O plenário considerou que as peças questionadas apresentavam associações genéricas entre os candidatos e organizações criminosas, sem elementos suficientes para sustentar as acusações. Para os ministros, críticas sobre a atuação de governos no combate à criminalidade devem ocorrer dentro do debate político, sem imputações indevidas.
Uma das propagandas contestadas retratava Lula como “protetor” e “amigo” de organizações criminosas, citando especificamente o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho. A defesa do presidente argumentou que o conteúdo extrapolava a crítica política e construía uma narrativa ofensiva à honra e à imagem do candidato, com potencial de desinformar eleitores e desequilibrar a disputa.
Relator do caso, o ministro André Mendonça afirmou que a associação não estava devidamente justificada. Segundo ele, opiniões sobre os efeitos das políticas públicas no enfrentamento ao crime são legítimas no debate eleitoral, mas não se confundem com afirmações genéricas de amizade ou vínculo com organizações criminosas.
A decisão foi tomada em meio ao aumento da judicialização das campanhas. O presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, demonstrou preocupação com o volume de ações eleitorais, que, segundo os dados citados na reportagem, já superava em 217% o registrado no mesmo período da eleição anterior.
Os ministros também cobraram maior valorização do debate público entre os candidatos, com apresentação de propostas e discussão de políticas para o país. A orientação reforça que a segurança pública pode ser tema central da campanha, desde que as críticas tenham fundamento e respeitem os limites legais da propaganda eleitoral.
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