TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Servidores e magistrados da Corregedoria angariam notas fiscais para instituições de caridade
Desde que os trabalhos presenciais foram retomados pelo Poder Judiciário de Mato Grosso a Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ) iniciou uma campanha interna de arrecadação de notas fiscais de consumidor eletrônica (NFC-e). O objetivo é captar os documentos fiscais com valor inferior a R$ 1 mil, sem a identificação do CPF e CNPJ, para serem doados às instituições sociais cadastradas no Programa Nota MT do Governo de Mato Grosso. Ao todo 110 instituições em Mato Grosso podem ser beneficiadas com o Doe Sua Nota, do Nota MT. No primeiro trimestre só a CGJ arrecadou 2.604 notas fiscais. O resultado das doações está disponível no site do Nota MT, na opção Doe Sua Nota. Você também pode participar da segunda campanha até o próximo dia 30 de Junho (campanhas trimestrais).
“Com o passar do tempo percebemos que muitas pessoas não pedem o CPF na nota, por diversos motivos, então criamos essa funcionalidade para que esses cidadãos possam exercer sua cidadania fiscal, pedindo o documento fiscal das suas compras, e também realizar um gesto solidário doando simbolicamente suas notas fiscais para a entidade da sua escolha”, explica Ágatha ressaltando que não é necessário ser cadastrado no Nota MT para doar.
As notas doadas para cada instituição geram pontos que, ao final de cada período da campanha, serão somados e convertidos em dinheiro que será destinado às entidades escolhidas pelo contribuinte. Por se tratar de pontuação, todas as instituições que tiverem notas doadas vão receber uma parte do prêmio.
Parceria – A CGJ fez uma parceria com o Instituto Desportivo da Criança, de Cuiabá (IDC). A gerente de projeto do IDC, Selma Lopes, conversou com a juíza auxiliar da CGJ, Christiane da Costa Marques Neves. Ela explicou a funcionalidade e como as pessoas podem ajudar na ação. “É bastante simples participar. Basta depositar os documentos em qualquer urna. Temos em vários pontos do comércio e também na Corregedoria. Próximo do fim do prazo de cada trimestre, passamos e recolhemos. Depois disso fazemos o cadastro e aí é só esperar o resultado. Uma forma simples de qualquer pessoa contribuir. São compras corriqueiras que muitas pessoas deixam os cupons para trás. Isso pode fazer diferença na vida das crianças”, disse Selma que é uma das fundadoras do IDC.
Urnas auxiliam na coleta dos documentos aos servidores da CGJ. Elas continuam instaladas na própria Corregedoria. E não é só a Corregedoria que adotou a campanha, o empresário Ovídio Teixeira Filho, também está com uma urna na Loja By Zelos na Avenida Getúlio Vargas em Cuiabá.
IDC – Em 2002 o Programa Social Vôlei Kids iniciou os trabalhos com a proposta de atender crianças da rede pública de ensino com idade entre sete e 16 anos, de ambos os sexos. Na sequência vieram o Dó Ré Mi Kids e o Futebol Kids. Sempre com o objetivo de formar o cidadão ético e responsável, permeando benefícios e valores que possibilitem o desenvolvimento pleno de suas capacidades físicas, psíquicas, intelectuais e sociais. Os programas desta instituição atendem crianças nas Comarcas de Várzea Grande, Chapada dos Guimarães, Cuiabá (Distrito Aguaçu, Distrito Sucuri e Distrito Nossa Senhora da Guia).
No Nota MT são sorteados prêmios mensais de R$ 500 e R$ 10 mil e prêmios especiais de R$ 50 mil. Até o momento, já foram repassados R$17.462.500,00 para os sorteados e R$ 4.125.200,00 para as entidades indicadas.
TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Curso de formação aborda judicialização da saúde e reforça atuação prática de magistrados
A formação dos novos juízes e juízas de Mato Grosso ganhou um reforço prático nesta quarta-feira (06) com uma aula voltada para a judicialização da saúde. Conduzido pelo secretário-geral do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior, o encontro do Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi) de magistrados destacou a importância de decisões equilibradas, que considerem tanto o direito à vida quanto a realidade do sistema público de saúde.
Durante a aula, os juízes foram orientados a alinhar teoria e prática, levando em conta fatores como orçamento público, evidências científicas e a estrutura disponível na rede de saúde. “A ideia do Cofi sempre foi oportunizar aos novos magistrados o contato com colegas mais experientes, para compartilhar situações do dia a dia, aliando teoria e prática. Trouxemos elementos que possam ser utilizados no cotidiano, principalmente em ações que envolvem a saúde pública”, explicou o juiz Agamenon.
Formação prática
O conteúdo também abordou a evolução das estruturas de apoio no Estado, como o NAT-Jus, o Cejusc da Saúde e o Núcleo 4.0, criados para qualificar decisões e dar mais agilidade às demandas. A proposta é incentivar o diálogo institucional entre Judiciário e gestores públicos, evitando medidas ineficazes, como bloqueios de recursos sem planejamento.
“A saúde pública está entre as áreas com maior volume de demandas no Judiciário. É fundamental que o magistrado compreenda como funciona o sistema, conheça a realidade local e saiba avaliar quando uma liminar é cabível”, reforçou o secretário-geral.
Para a juíza Ana Flávia Martins François, da Primeira Vara de Juína, o aprendizado tem impacto direto na atuação. “Está sendo de grande valia, principalmente para quem está iniciando na carreira. Conhecer ferramentas como o Núcleo Digital 4.0 da Saúde e o Cejusc contribui para dar mais efetividade às decisões judiciais”, destacou.
Desafios reais
A magistrada Ana Flávia também relatou que já vivencia situações semelhantes na rotina forense, especialmente em plantões judiciais. “Frequentemente surgem pedidos por leitos de UTI. Muitas vezes, o Estado não consegue atender todas as demandas, o que exige soluções mais rápidas e eficientes, como o encaminhamento para núcleos especializados”, afirmou.
O juiz Felipe Barthón Lopez, da comarca de Vila Rica, ressaltou o caráter prático da aula. “Foi muito importante porque trouxe dicas aplicáveis ao dia a dia. Os novos magistrados vão enfrentar diversos desafios, e esse tipo de orientação ajuda a preparar para situações reais”, pontuou.
Embora ainda atue na área criminal, ele reconhece a relevância do tema. “É importante estar preparado, porque futuramente esses desafios certamente farão parte da atuação”, completou.
O Curso Oficial de Formação Inicial de Juízes Substitutos (Cofi), iniciado em janeiro pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), é etapa obrigatória para o exercício da jurisdição. Com carga horária de 496 horas, a formação combina teoria e prática supervisionada, preparando os novos magistrados para uma atuação técnica, humanizada e alinhada às demandas da sociedade.
Autor: Roberta Penha
Fotografo: Alair Ribeiro
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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