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Servidores da Vice-Presidência participam de Círculo de Paz com foco na prevenção do assédio

Servidores da Vice-Presidência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), participaram nessa quarta e quinta-feira (26 e 27) de círculos de construção de paz com o tema prevenção ao assédio moral e sexual, promovidos pela Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação no âmbito do Poder Judiciário de Mato Grosso, em parceria com o Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur). As atividades ocorreram na Escola dos Servidores do Judiciário e integram as iniciativas da campanha permanente do Poder Judiciário de Mato Grosso contra com o assédio.
 
De acordo com a presidente da Comissão e vice-presidente do TJ, desembargadora Maria Erotides Kneip, o círculo de construção de paz foi a ferramenta escolhida para abordar o tema com os servidores por ser uma técnica da Justiça Restaurativa e também com o objetivo de trabalhar a prevenção do problema. “A partir do momento em que no círculo, com conhecimento, há uma maneira de se colocar, de dizer quem é, o que pensa, o que vive, isso desenvolve o respeito. É uma maneira de conhecer o colega que trabalha comigo, que está comigo no mesmo departamento. E a partir do momento em que eu sei quem ele é, como ele vive e que situação ele está vivenciando, eu passo a respeitá-lo muito mais e isso impede que aconteça o assédio moral”, afirma.
 
Facilitadora de círculo de construção de paz, Sílvia Melhorança explica que a técnica permite o diálogo sobre qualquer tema, inclusive o assédio moral e sexual, ajudando a criar relações mais saudáveis e respeitosas. “É uma metodologia da Justiça Restaurativa cujos procedimentos permitem que a gente faça o diálogo de qualquer temática. Ele inicia com uma declaração de abertura, um check-in, depois a construção de valores e de diretrizes, uma atividade principal onde contamos as nossas histórias e partilhamos experiências acerca do tema proposto, o check-out e a cerimônia de encerramento. Então, dentro dessa metodologia é possível se conversar sobre qualquer temática”.
 
A chefe de gabinete da Vice-Presidência, Neusa Miranda Corrêa Duarte, participou pela primeira vez do círculo de construção de paz e relata a boa surpresa que foi a experiência. “Quando eu cheguei ali, a minha preocupação era com os colegas, aqueles que viam de uma outra forma, então eu me foquei nisso. Para minha surpresa, desde o começo, os colegas foram se interessando, se envolvendo e eu acabei também me envolvendo. E é uma experiência mágica na vida da gente porque traz conhecimento do que é viver com seu colega. Pela maioria foi dito que aqui a gente passa mais tempo então é daqui que saem as bases para a gente solucionar um conflito. Foram ensinamentos”, avalia.
 
Neusa aponta ainda que aprendeu o quanto uma palavra pode impactar a vida de uma pessoa. “É incrível! Uma palavra sua vira uma magia que contagia todo mundo. E o que você pensa: cada dia eu quero ser melhor, cada dia eu quero tratar as pessoas com mais humanidade”.
 
O servidor Cristian Pereira Oliveira também teve seu primeiro contato com o círculo de construção de paz graças à campanha da Comissão de Enfrentamento ao Assédio e comenta que isso irá fortalecer os laços entre a equipe. “É um privilégio poder participar de formação permanente que o Tribunal de Justiça oferta aos servidores. Eu acredito que o ambiente do Tribunal de Justiça é um ambiente de trabalho em equipe e interação. Nós formamos um conjunto junto com desembargadores. Trabalhos como este com certeza reforçam os laços de interação, sintonia e aprendizado”, comenta.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto 1: Treze servidores do Tribunal estão sentados em círculo na Escola dos Servidores e conversam entre si. Foto 2: Desembargadora Maria Erotides em seu gabinete na Vice-Presidência. Ela está em pé, olhando para o lado sorrindo. Elas é uma senhora branca, de cabelos grisalhos, compridos e lisos, usando blusa preta com estampa de folhas e terno preto. Foto 3: Servidora Neusa Duarte concede entrevista à TV.Jus sobre o círculo de paz. Ela é uma senhora de cabelo preto, liso e preso para trás, olhos castanhos escuros, usando camisa preta de bolinhas bancas, colar e brincos de pérolas e óculos de grau. Ela está no gabinete da Vice-Presidência. Foto 4: Servidor Cristian Pereira concede entrevista à TV.Jus na sala de aula da Escola dos Servidores. Ele é um homem negro, de olhos castanhos escuros, cabelo curto, liso e preto, usando camisa cinza e óculos de grau. Ao fundo, os participantes do círculo de construção de paz estão sentados em círculo.
 
Celly Silva
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Curso de formação aborda judicialização da saúde e reforça atuação prática de magistrados

A formação dos novos juízes e juízas de Mato Grosso ganhou um reforço prático nesta quarta-feira (06) com uma aula voltada para a judicialização da saúde. Conduzido pelo secretário-geral do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior, o encontro do Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi) de magistrados destacou a importância de decisões equilibradas, que considerem tanto o direito à vida quanto a realidade do sistema público de saúde.

Durante a aula, os juízes foram orientados a alinhar teoria e prática, levando em conta fatores como orçamento público, evidências científicas e a estrutura disponível na rede de saúde. “A ideia do Cofi sempre foi oportunizar aos novos magistrados o contato com colegas mais experientes, para compartilhar situações do dia a dia, aliando teoria e prática. Trouxemos elementos que possam ser utilizados no cotidiano, principalmente em ações que envolvem a saúde pública”, explicou o juiz Agamenon.

Formação prática

O conteúdo também abordou a evolução das estruturas de apoio no Estado, como o NAT-Jus, o Cejusc da Saúde e o Núcleo 4.0, criados para qualificar decisões e dar mais agilidade às demandas. A proposta é incentivar o diálogo institucional entre Judiciário e gestores públicos, evitando medidas ineficazes, como bloqueios de recursos sem planejamento.

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“A saúde pública está entre as áreas com maior volume de demandas no Judiciário. É fundamental que o magistrado compreenda como funciona o sistema, conheça a realidade local e saiba avaliar quando uma liminar é cabível”, reforçou o secretário-geral.

Para a juíza Ana Flávia Martins François, da Primeira Vara de Juína, o aprendizado tem impacto direto na atuação. “Está sendo de grande valia, principalmente para quem está iniciando na carreira. Conhecer ferramentas como o Núcleo Digital 4.0 da Saúde e o Cejusc contribui para dar mais efetividade às decisões judiciais”, destacou.

Desafios reais

A magistrada Ana Flávia também relatou que já vivencia situações semelhantes na rotina forense, especialmente em plantões judiciais. “Frequentemente surgem pedidos por leitos de UTI. Muitas vezes, o Estado não consegue atender todas as demandas, o que exige soluções mais rápidas e eficientes, como o encaminhamento para núcleos especializados”, afirmou.

O juiz Felipe Barthón Lopez, da comarca de Vila Rica, ressaltou o caráter prático da aula. “Foi muito importante porque trouxe dicas aplicáveis ao dia a dia. Os novos magistrados vão enfrentar diversos desafios, e esse tipo de orientação ajuda a preparar para situações reais”, pontuou.

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Embora ainda atue na área criminal, ele reconhece a relevância do tema. “É importante estar preparado, porque futuramente esses desafios certamente farão parte da atuação”, completou.

O Curso Oficial de Formação Inicial de Juízes Substitutos (Cofi), iniciado em janeiro pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), é etapa obrigatória para o exercício da jurisdição. Com carga horária de 496 horas, a formação combina teoria e prática supervisionada, preparando os novos magistrados para uma atuação técnica, humanizada e alinhada às demandas da sociedade.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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