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Oficiais de justiça da Comarca de Cuiabá participam de curso de direção defensiva

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Oficiais de justiça atuantes na Comarca de Cuiabá participaram de um curso de direção defensiva promovido, nos dias 12 e 13 de dezembro, pela Diretoria do Fórum da Capital, em parceria com a Coordenadoria Militar do Tribunal de Justiça.
 
Na capacitação, 15 oficialas e oficiais foram treinados para desenvolver habilidades na condução de veículos, no intuito de prepará-los para situações adversas que podem fazer parte do dia a dia de trabalho no cumprimento de mandados judiciais.
 
“Considerando que o oficial de justiça caminha em todos os setores da Comarca da Capital, inclusive em locais mais perigosos, há a possibilidade de precisar de uma saída imediata, especialmente em processos envolvendo a área criminal, em que os ânimos são exaltados. Entendemos que seria conveniente treiná-los para mais essa atividade. Tivemos uma aceitação muito grande, os oficiais adoraram, sentiram que efetivamente a atual administração teve um olhar diferenciado para a parte intelectual e procedimentos metodológicos do dia a dia deles. Saíram satisfeitos e se sentindo mais seguros”, pontua o juiz-diretor do Fórum de Cuiabá, Lídio Modesto.
 
Os instrutores da capacitação foram quatro policiais militares da Coordenadoria Militar do TJMT, por intermédio da coronel Jane de Sousa Melo, sob o comando do sargento Madson Siqueira.
 
“Nós buscamos mostrar técnicas de bom senso na direção, alertando para algumas ocasiões que às vezes deixamos de fazer e acabamos nos envolvendo em acidentes. Alertamos bastante não só a respeito de como o motorista deve se comportar na direção, como os demais componentes do carro. São pequenos detalhes que podem evitar vários acidentes e preservar o bem mais precioso, que é a vida”, afirmou o sargento.
 
Conceitos de direção, a física do deslocamento de um automóvel, como proceder em situações de emergência, dirigibilidade, ergonomia e previsões do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) foram alguns dos conteúdos teóricos trabalhados na capacitação.
 
“Os instrutores foram ótimos, ensinaram uma série de técnicas e ações, tanto de direção defensiva quanto direção operacional, para lidarmos se eventualmente tivermos uma crise durante o nosso trabalho. Foram abordadas questões bem importantes, de segurança do carro, a parte evasiva de eventualmente você se deparar com o perigo, quando é necessário ter uma resposta rápida, de forma mais técnica ao volante. Gostei muito”, afirma o oficial de justiça Alexandre Girard Ribeiro da Silva.
 
A parte teórica foi realizada na Escola dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso e a parte prática aplicada na pista da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat).
 
#Paratodosverem
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Descrição de imagem: foto horizontal colorida dos oficiais de justiça recebendo o treinamento. Eles estão em pé, diante dos instrutores, em um galpão que tem fitas verde e amarelo penduradas no teto. Ao lado esquerdo e ao fundo há carros.
 
Mylena Petrucelli
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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