TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Novos magistrados têm aula sobre Violência Doméstica


Na Semana da Justiça pela Paz em Casa, a turma de 25 novos juízes que ingressaram no Poder Judiciário de Mato Grosso em 2021 estudou o tema da violência doméstica e familiar contra a mulher durante o Curso Oficial de Formação Inicial para Magistrados (Cofi), realizado na manhã desta quinta-feira (10) na Escola Superior da Magistratura (Esmagis).
 
A temática jurídica, considerada bastante sensível e de grande relevância social, fará parte da rotina diária dos novos magistrados assim que eles assumirem os postos de juízes substitutos e universais (quando julgam todos os tipos de processos) nas comarcas do interior de Mato Grosso.
 
O juiz Jamilson Haddad Campos, que possui 23 anos de magistratura e há 10 anos atua na Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar de Cuiabá, compartilhou suas vivências, experiências, análises e interpretações sob a perspectiva de gênero.
 
“A violência doméstica é complexa. Temos o sistema repressivo e o preventivo, por isso chamamos de natureza híbrida a Lei Maria da Penha. É uma lei que traz uma verdadeira política pública de combate e enfrentamento, considerada por teóricos como a terceira melhor legislação do mundo”, explicou o magistrado.
 
Tópicos como violência psicológica, novo fluxograma de medidas protetivas, formulário de avaliação de riscos, autonomia, independência e responsabilidade do juiz, além de conciliação e mediação foram abordados na aula teórica.
 
“A aula é excelente. Ela vai ao ponto das principais questões que amanhã enfrentaremos na atividade. Nós precisamos, na condição de juízes ingressantes na carreira, nos inteirarmos de uma bagagem prática do cotidiano das unidades e da realidade social de cada região do estado. Isso agrega muito à nossa bagagem teórica com questões da prática dos gabinetes, salas de audiência e outros aparelhos de Estado”, destacou o juiz participante Nildo Inácio, que já está atuando como auxiliar em Porto Alegre do Norte.
 
Já o juiz Wilians Alencar Coelho Junior, que está colaborando na 4ª Vara Cível de Sorriso, ressaltou a explanação do professor no sentido de que é necessário haver outros elementos para além da aplicação pura do Direito.
 
“É um assunto que exige sensibilidade do magistrado, exige uma atuação além da letra fria da lei. Um magistrado com experiência, da Capital, pode nos auxiliar muito porque no interior nós não teríamos tempo de dedicação a um só assunto. Encurtamos caminho com essa experiência, ajuda a aumentar essa troca de conhecimento e facilitar o que poderemos resolver no futuro antecipando no curso de formação”.
 
#ParaTodosVerem: Essa publicação possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência.
Descrição da imagem: fotografia retrangular colorida. O juiz palestrante está em pé, segurando o microfone e fala com os demais participantes que estão sentados.
 
Mylena Petrucelli
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 
 

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Curso de formação aborda judicialização da saúde e reforça atuação prática de magistrados

A formação dos novos juízes e juízas de Mato Grosso ganhou um reforço prático nesta quarta-feira (06) com uma aula voltada para a judicialização da saúde. Conduzido pelo secretário-geral do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior, o encontro do Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi) de magistrados destacou a importância de decisões equilibradas, que considerem tanto o direito à vida quanto a realidade do sistema público de saúde.

Durante a aula, os juízes foram orientados a alinhar teoria e prática, levando em conta fatores como orçamento público, evidências científicas e a estrutura disponível na rede de saúde. “A ideia do Cofi sempre foi oportunizar aos novos magistrados o contato com colegas mais experientes, para compartilhar situações do dia a dia, aliando teoria e prática. Trouxemos elementos que possam ser utilizados no cotidiano, principalmente em ações que envolvem a saúde pública”, explicou o juiz Agamenon.

Formação prática

O conteúdo também abordou a evolução das estruturas de apoio no Estado, como o NAT-Jus, o Cejusc da Saúde e o Núcleo 4.0, criados para qualificar decisões e dar mais agilidade às demandas. A proposta é incentivar o diálogo institucional entre Judiciário e gestores públicos, evitando medidas ineficazes, como bloqueios de recursos sem planejamento.

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“A saúde pública está entre as áreas com maior volume de demandas no Judiciário. É fundamental que o magistrado compreenda como funciona o sistema, conheça a realidade local e saiba avaliar quando uma liminar é cabível”, reforçou o secretário-geral.

Para a juíza Ana Flávia Martins François, da Primeira Vara de Juína, o aprendizado tem impacto direto na atuação. “Está sendo de grande valia, principalmente para quem está iniciando na carreira. Conhecer ferramentas como o Núcleo Digital 4.0 da Saúde e o Cejusc contribui para dar mais efetividade às decisões judiciais”, destacou.

Desafios reais

A magistrada Ana Flávia também relatou que já vivencia situações semelhantes na rotina forense, especialmente em plantões judiciais. “Frequentemente surgem pedidos por leitos de UTI. Muitas vezes, o Estado não consegue atender todas as demandas, o que exige soluções mais rápidas e eficientes, como o encaminhamento para núcleos especializados”, afirmou.

O juiz Felipe Barthón Lopez, da comarca de Vila Rica, ressaltou o caráter prático da aula. “Foi muito importante porque trouxe dicas aplicáveis ao dia a dia. Os novos magistrados vão enfrentar diversos desafios, e esse tipo de orientação ajuda a preparar para situações reais”, pontuou.

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Embora ainda atue na área criminal, ele reconhece a relevância do tema. “É importante estar preparado, porque futuramente esses desafios certamente farão parte da atuação”, completou.

O Curso Oficial de Formação Inicial de Juízes Substitutos (Cofi), iniciado em janeiro pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), é etapa obrigatória para o exercício da jurisdição. Com carga horária de 496 horas, a formação combina teoria e prática supervisionada, preparando os novos magistrados para uma atuação técnica, humanizada e alinhada às demandas da sociedade.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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