TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Justiça condena 5 réus envolvidos em homicídio e sequestro na Comarca da Aripuanã

Após dois dias de julgamento, o conselho de sentença do Tribunal do Júri da Comarca de Aripuanã (a 1002 km a noroeste de Cuiabá) condenou três mulheres e um homem por homicídio qualificado e corrupção de menores e um homem por homicídio qualificado, sequestro e cárcere privado. Presidida pela juíza Rafaella Karlla de Oliveira Barbosa, a sessão de julgamento durou 21 horas e ocorreu terça e quarta-feira (23 e 24/04), no Fórum da Comarca.
 
O réu L.A. foi condenado a 23 anos, 8 meses e 20 dias de reclusão a serem cumpridos em regime inicial fechado por homicídio qualificado, sequestro e cárcere privado. Já os demais acusados M.C.B. e as rés L.P.R.S., N.H.R.S., M.G.P.R. foram condenados a 17 anos e 4 meses de reclusão em regime inicial fechado por homicídio qualificado e corrupção de menor.
 
O crime ocorreu na madrugada do dia 13 de janeiro de 2021, em uma propriedade rural do município de Aripuanã, quando as vítimas, M. J. S. de 46 anos e o filho dele de 23 anos foram rendidos pelos criminosos.
 
Um homem e um adolescente armados, transitando em um carro, renderam o rapaz de 23 anos, amarraram e o obrigaram a levar os suspeitos até o pai dele. Uma vez na residência os suspeitos amararam o genitor, que foi levado até as margens de um rio.
 
Enquanto o filho ficou no carro, a vítima M. J. S. foi assassinada a tiros com uma arma de fogo, tipo revólver, calibre 32. Após o crime, os suspeitos retornaram ao veículo no qual o rapaz foi mantido amarrado e o liberaram já na cidade. Quando então, a vítima procurou a Polícia Militar e relatou o ocorrido.
 
Durante as investigações foi identificado o envolvimento de seis suspeitos, sendo um adolescente, dois homens e três mulheres familiares do homem assassinado.
 
Larissa Klein
Assessoria de Comunicação da CGJ-MT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Curso de formação aborda judicialização da saúde e reforça atuação prática de magistrados

A formação dos novos juízes e juízas de Mato Grosso ganhou um reforço prático nesta quarta-feira (06) com uma aula voltada para a judicialização da saúde. Conduzido pelo secretário-geral do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior, o encontro do Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi) de magistrados destacou a importância de decisões equilibradas, que considerem tanto o direito à vida quanto a realidade do sistema público de saúde.

Durante a aula, os juízes foram orientados a alinhar teoria e prática, levando em conta fatores como orçamento público, evidências científicas e a estrutura disponível na rede de saúde. “A ideia do Cofi sempre foi oportunizar aos novos magistrados o contato com colegas mais experientes, para compartilhar situações do dia a dia, aliando teoria e prática. Trouxemos elementos que possam ser utilizados no cotidiano, principalmente em ações que envolvem a saúde pública”, explicou o juiz Agamenon.

Formação prática

O conteúdo também abordou a evolução das estruturas de apoio no Estado, como o NAT-Jus, o Cejusc da Saúde e o Núcleo 4.0, criados para qualificar decisões e dar mais agilidade às demandas. A proposta é incentivar o diálogo institucional entre Judiciário e gestores públicos, evitando medidas ineficazes, como bloqueios de recursos sem planejamento.

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“A saúde pública está entre as áreas com maior volume de demandas no Judiciário. É fundamental que o magistrado compreenda como funciona o sistema, conheça a realidade local e saiba avaliar quando uma liminar é cabível”, reforçou o secretário-geral.

Para a juíza Ana Flávia Martins François, da Primeira Vara de Juína, o aprendizado tem impacto direto na atuação. “Está sendo de grande valia, principalmente para quem está iniciando na carreira. Conhecer ferramentas como o Núcleo Digital 4.0 da Saúde e o Cejusc contribui para dar mais efetividade às decisões judiciais”, destacou.

Desafios reais

A magistrada Ana Flávia também relatou que já vivencia situações semelhantes na rotina forense, especialmente em plantões judiciais. “Frequentemente surgem pedidos por leitos de UTI. Muitas vezes, o Estado não consegue atender todas as demandas, o que exige soluções mais rápidas e eficientes, como o encaminhamento para núcleos especializados”, afirmou.

O juiz Felipe Barthón Lopez, da comarca de Vila Rica, ressaltou o caráter prático da aula. “Foi muito importante porque trouxe dicas aplicáveis ao dia a dia. Os novos magistrados vão enfrentar diversos desafios, e esse tipo de orientação ajuda a preparar para situações reais”, pontuou.

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Embora ainda atue na área criminal, ele reconhece a relevância do tema. “É importante estar preparado, porque futuramente esses desafios certamente farão parte da atuação”, completou.

O Curso Oficial de Formação Inicial de Juízes Substitutos (Cofi), iniciado em janeiro pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), é etapa obrigatória para o exercício da jurisdição. Com carga horária de 496 horas, a formação combina teoria e prática supervisionada, preparando os novos magistrados para uma atuação técnica, humanizada e alinhada às demandas da sociedade.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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