TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Justiça Comunitária leva carreta oftalmológica para atendimentos em Guiratinga


A cidade de Guiratinga (a 328 km ao sul de Cuiabá) recebeu a carreta oftalmológica da Justiça Comunitária do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. A ação ocorreu na sexta-feira (25 de março) durante o Mutirão da Cidadania, realizado pelo Executivo local em parceria com o Fórum da Comarca de Guiratinga, que levou vários serviços de saúde e justiça à população do município e região.
 
Foram realizados mais de 150 exames oftalmológicos, além de consultas. Um alívio para a população local que carece desse tipo de serviço, como explicou o juiz Aroldo Burgarelli, coordenador local da Justiça Comunitária.
 
“Guiratinga é uma cidade na sua maioria de pessoas idosas e muitas não enxergam. Sabemos o quão a população é carente e o quanto é importante a presença dessa carreta aqui. Ficamos felizes pela Justiça Comunitária ter atendido nosso pedido.”
 
O magistrado destacou a parceria, a união de esforços para a concretização dessa ação. “Na função de juiz tomei conhecimento de uma iniciativa da Secretaria de Assistência Social que deu início ao mutirão de cidadania. Em reuniões com o Executivo tivemos conhecimento da necessidade dos exames oftalmológicos. Sabendo do trabalho da Justiça Comunitária do Tribunal esse foi o link para trazer essa carreta para servir a população de Guiratinga que estava precisando desses exames. Só tenho a agradecer ao atendimento do consórcio de saúde, do Tribunal de Justiça comunitária que atendeu nossos pedidos”, externou.
 
Quem aprovou a iniciativa foi dona Denise da Silva, que foi uma das pessoas que passou pela consulta na carreta oftalmológica. “Vocês vieram em boa hora. Eu estava esperando por uma consulta há mais de um ano e precisava muito disso, inclusive descobri um problema no olho esquerdo durante a consulta aqui e vou começar a tratar.”
 
Dona Célia Maria Santana Costa Gracioso também foi atendida na carreta oftalmológica e agradeceu a equipe da Justiça Comunitária por levar esse atendimento até a cidade. “Estou muito grata porque fui muito bem atendida. Estou com problema na visão e já fiz o exame. Às vezes a gente tem dificuldade de ir até os lugares, ainda mais eu que sou cadeirante. Então foi muito bom.”
 
O juiz coordenador da Justiça Comunitária do Tribunal de Justiça, José Antonio Bezerra Filho, mais conhecido como Dr Tony, esteve presente no Mutirão e ressaltou qual a missão do trabalho desempenhado pelo Judiciário.
 
“Estamos rompendo barreiras. A Justiça Comunitária tem percorrido diversas cidades do interior, está sendo vista pela população e mostrando um Poder Judiciário diferente, altivo e transformando vidas. O espírito da Justiça Comunitária é servir e temos trabalhado para propiciar esse elo com a população dos municípios do interior. E aqui em Guiratinga estamos com o juiz Aroldo Burgarelli servindo, com a carreta oftalmológica, proporcionando dignidade e qualidade de vida às pessoas que mais precisam.”
 
Para a vice-prefeita e secretária de Educação de Guiratinga, Leonor Martins, faltam palavras que descrevam o que significou a presença da carreta oftalmológica na cidade. “Não temos como mensurar a importância dessa ação para o nosso município. Nós, dos municípios pequenos, precisamos sempre de parcerias como essa para dar o melhor para a população. Que isso se repita mais vezes.”
 
Serviços – Durante o Mutirão o juiz Aroldo Burgarelli colocou à disposição da população uma unidade do cartório eleitoral para regularizar a situação de vários moradores locais. “Só em Guiratinga são mais de 900 títulos de eleitor cancelados desde o período da revisão biométrica e 400 do município de Tesouro. Além disso, o Fórum, a Defensoria Pública e Ordem dos Advogados do Brasil locais também participaram prestando informações jurídicas e outras demandas.”
 
Segundo o juiz, dessa parceria algumas questões foram sanadas durante o mutirão de forma extrajudicial. “As situações que demandavam ações foram um total de 10 pessoas atendidas que já saíram do mutirão com ação proposta no fórum”, completou o magistrado.
 
Também foram ofertados outros serviços por meio das Secretarias Municipais, como Saúde: ultrassom de mama, aferição de pressão arterial, teste de glicemia, testes rápidos de HIV, sífilis e Hepatite B e C, além de disponibilização de médicos endocrinologista, ginecologista, dermatologista, nutricionista, entre outros.
Serviços sociais: emissão de documentos e segunda via, certidões de nascimento, casamento, óbito, título de eleitor. Serviços de Cidadania: inscrição para Bolsa Família, assistência jurídica, parcelamento de IPTU, pensão alimentícia, conselho tutelar, cadastro único, INSS, inscrições para cursos, para casamento comunitário, atendimento das Redes, etc.
 
Trajeto – A carreta da Justiça Comunitária do TJ, em parceria com o Consórcio do Vale do Araguaia, está fazendo percurso para levar atendimentos oftalmológicos ao interior do Estado. Após Guiratinga as cidades de Campo Verde e São José do Povo serão as próximas a receberem a estrutura e os serviços.
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
 
Descrição da imagem: Foto1: Imagem horizontal que mostra várias pessoas sentadas em cadeiras de plástico amarelas durante solenidade de abertura do Mutirão da Cidadania, em Guiratinga. 
Foto 2: Juiz Aroldo Burgarelli em foto posada, na horizontal. Ele aparece de corpo inteiro na imagem, em frente a carreta oftalmológica da Justiça Comunitária. O magistrado usa terno cinza, camisa branca e gravata cinza. A imagem da carreta ao fundo mostra a arte com uma mulher sorrindo, ao lado dela a imagem de uma mulher representando uma médica, com jaleco branco e estetoscópio em volta do pescoço. Ao seu lado a imagem de um senhor que usa chapéu e sobreposta a essa imagem, uma mãe segura um bebê de colo levantando a criança.
 Foto 3: Dona Denise da Silva está com cabelo preso, usa máscara facial branca e usa uma blusa na cor bordô, com detalhes na gola com esferas cinzas. Ao fundo pode-se ver uma aprte da carreta oftalmológica, do lado direto e pessoas que participam do Mutirão em outro estande.Meu 
Foto4: Imagem mostra a mesa do dispositivo de honra da solenidade. Atrás da mesa, em pé, está o juiz José Antonio Bezerra Filho, que veste camiseta preta com símbolo da Justiça Comunitária e calça jeans. Ele segura o microfone com a mão direita. A mão esquerda está no ombro da vice-prefeita de Guiratiga, Leonor Martins, que está sentada à esquerda do magistrado, com camiseta amarela. Do lado direito do Dr Tony está sentado o juiz Aroldo Burgarelli e em toda a extensão da mesa estão sentadas outras autoridades locais.
 
Dani Cunha
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

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Curso de formação aborda judicialização da saúde e reforça atuação prática de magistrados

A formação dos novos juízes e juízas de Mato Grosso ganhou um reforço prático nesta quarta-feira (06) com uma aula voltada para a judicialização da saúde. Conduzido pelo secretário-geral do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior, o encontro do Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi) de magistrados destacou a importância de decisões equilibradas, que considerem tanto o direito à vida quanto a realidade do sistema público de saúde.

Durante a aula, os juízes foram orientados a alinhar teoria e prática, levando em conta fatores como orçamento público, evidências científicas e a estrutura disponível na rede de saúde. “A ideia do Cofi sempre foi oportunizar aos novos magistrados o contato com colegas mais experientes, para compartilhar situações do dia a dia, aliando teoria e prática. Trouxemos elementos que possam ser utilizados no cotidiano, principalmente em ações que envolvem a saúde pública”, explicou o juiz Agamenon.

Formação prática

O conteúdo também abordou a evolução das estruturas de apoio no Estado, como o NAT-Jus, o Cejusc da Saúde e o Núcleo 4.0, criados para qualificar decisões e dar mais agilidade às demandas. A proposta é incentivar o diálogo institucional entre Judiciário e gestores públicos, evitando medidas ineficazes, como bloqueios de recursos sem planejamento.

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“A saúde pública está entre as áreas com maior volume de demandas no Judiciário. É fundamental que o magistrado compreenda como funciona o sistema, conheça a realidade local e saiba avaliar quando uma liminar é cabível”, reforçou o secretário-geral.

Para a juíza Ana Flávia Martins François, da Primeira Vara de Juína, o aprendizado tem impacto direto na atuação. “Está sendo de grande valia, principalmente para quem está iniciando na carreira. Conhecer ferramentas como o Núcleo Digital 4.0 da Saúde e o Cejusc contribui para dar mais efetividade às decisões judiciais”, destacou.

Desafios reais

A magistrada Ana Flávia também relatou que já vivencia situações semelhantes na rotina forense, especialmente em plantões judiciais. “Frequentemente surgem pedidos por leitos de UTI. Muitas vezes, o Estado não consegue atender todas as demandas, o que exige soluções mais rápidas e eficientes, como o encaminhamento para núcleos especializados”, afirmou.

O juiz Felipe Barthón Lopez, da comarca de Vila Rica, ressaltou o caráter prático da aula. “Foi muito importante porque trouxe dicas aplicáveis ao dia a dia. Os novos magistrados vão enfrentar diversos desafios, e esse tipo de orientação ajuda a preparar para situações reais”, pontuou.

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Embora ainda atue na área criminal, ele reconhece a relevância do tema. “É importante estar preparado, porque futuramente esses desafios certamente farão parte da atuação”, completou.

O Curso Oficial de Formação Inicial de Juízes Substitutos (Cofi), iniciado em janeiro pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), é etapa obrigatória para o exercício da jurisdição. Com carga horária de 496 horas, a formação combina teoria e prática supervisionada, preparando os novos magistrados para uma atuação técnica, humanizada e alinhada às demandas da sociedade.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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