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Judiciário inaugura Escritório Social para fortalecer a atenção à pessoa egressa em Sorriso

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No município de Sorriso, a 420 km de Cuiabá, o Poder Judiciário de Mato Grosso (TJMT), através do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF-MT) inaugurou na manhã de quarta-feira (06 de março), uma unidade do Escritório Social para oferecer atendimentos e assistência às pessoas egressas do sistema prisional do Estado.  
 
A solenidade de inauguração contou com a presença do presidente do GMF-MT, desembargador Orlando Perri, e demais autoridades e representantes do Fórum, Promotoria Pública, Forças de Segurança, Poderes Executivo e Legislativo Municipal.  
 
“Essa unidade é um instrumento de ressocialização. Seis meses antes do fim de cumprimento da pena o egresso já passará a ter o acompanhamento da equipe para que possa retornar à sociedade com a oferta de qualificação profissional e demais serviços”, disse o desembargador Orlando Perri.
 
 Na prática, os profissionais do Escritório Social atendem à pessoa que já cumpriu pena criminal encaminhando para áreas de qualificação profissional, moradia, documentação e saúde. O acompanhamento começa seis meses antes da progressão de regime para o semiaberto ou aberto, visando reintegrar o indivíduo à sociedade e, com isso reduzir os índices de reincidência, ou seja, reduzir o número de egressor que voltam a comerter crime. Essa rede de apoio faz parte do programa de ressocialização, criado em 2016 pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).  
 
Na solenidade o prefeito de Sorriso, Ari Lafin, declarou que a abertura do Escritório Social vai fortalecer o trabalho de ressocialização para que o egresso possa ser reinserido dignamente na sociedade. “Já vínhamos trabalhando em conjunto, ofertando cursos e opções para os egressos. Hoje, reforçamos nosso compromisso social”.
 
  
O Escritório Social, possui estrutura predial em formato de casa residencial. O ambiente acolhedor possui jardim com gramado, com espaço de convivência, recepção, mobiliada, computador, impressora, cadeiras, bebedouros e demais equipamentos. A unidade fica localizada na Rua dos Estados, n°350, Bairro Centro Sul.
 
Abertura desta nova unidade, sendo a oitava em Mato Grosso, é resultado das tratativas entre o Judiciário e município, que assinaram termo de implantação, em 16 de fevereiro de 2023, com a equipe do GMF.  
 
O GMF estabeleceu como meta a instalação de 24 unidades do Escritório Social em todo o Estado até o final de 2024, demonstrando um compromisso firme com a reintegração social e a redução da reincidência criminal.
 
#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Imagem 1: Mostra a fachada do Escritório Social. A estrutura predial em formato de casa residencial, possui jardim, com várias pessoas que estão na solenidade de inauguração. Imagem 2: Mostra um grupo de autoridades, são oitos pessoas que estão segurando a ponta de um laço na cor azul, pregado na porta, simbolizando a inauguração do Escritório Social. 
 
Carlos Celestino/ Foto: Cleiton Izadorio/ Prefeitura de Sorriso 
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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STJ anula decisão sobre fazendas de R$ 170 milhões e caso ganha novo capítulo; entenda a ligação com a Última Ratio

Processo que começou em 2015 envolve disputa por duas propriedades rurais e passou a ser citado em investigação da PF sobre suspeitas envolvendo magistrados e intermediários no TJMS

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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou uma decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) relacionada à disputa pelas fazendas Montanha e San Diego, avaliadas em cerca de R$ 170 milhões em valores atualizados. Com a decisão, o processo deverá retornar ao tribunal sul-mato-grossense para novo julgamento.

A ação envolve José Bento Sobrinho e Neide Maria Cardoso Bento, representados pelo advogado mato-grossense Fernando Henrique Ferreira Nogueira. A disputa começou em 2015 e está relacionada a um contrato envolvendo as duas propriedades rurais.

Na primeira instância, a Justiça reconheceu o descumprimento contratual por parte dos compradores, determinou a resolução do negócio e estabeleceu restituições e multa. Em abril de 2019, porém, a Primeira Câmara Cível do TJMS reformou a sentença. Depois disso, o processo passou por novos embargos e alterações na decisão.

Segundo a defesa, a sequência de julgamentos apresentou questões que não teriam sido adequadamente enfrentadas pelo tribunal. Foi justamente nesse ponto que o STJ decidiu intervir. A ministra Maria Isabel Gallotti entendeu que o TJMS não havia analisado de forma suficiente questões levantadas pela defesa e determinou que o caso retorne à corte de origem para nova apreciação. 

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O processo ganhou uma dimensão adicional porque decisões relacionadas às fazendas passaram a aparecer no contexto da Operação Última Ratio, investigação da Polícia Federal que apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e comercialização de decisões judiciais no TJMS. A operação foi deflagrada em outubro de 2024 e resultou no afastamento de magistrados. 

Um dos magistrados que participou da trajetória do processo foi o desembargador Marcos José de Brito Rodrigues, responsável pela relatoria do julgamento de 2019 e posteriormente afastado no contexto da investigação. A apuração também alcança personagens como o lobista Andreson de Oliveira Gonçalves e o advogado Roberto Zampieri, morto em Cuiabá em dezembro de 2023. 

De acordo com a petição apresentada ao STJ, informações públicas relacionadas à investigação passaram a mencionar o julgamento envolvendo as fazendas. A defesa, entretanto, ressalvou que a existência da investigação não significa, automaticamente, que a decisão do TJMS seja nula ou que tenha ocorrido corrupção naquele julgamento.

Esse ponto também foi destacado na decisão: o STJ não declarou que as fazendas pertencem definitivamente a uma das partes e tampouco reconheceu, nesse processo, a existência de compra de decisão judicial. O efeito imediato é processual, com o retorno do caso ao TJMS para que os pontos indicados sejam reavaliados. 

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Defesa pede prioridade

Além da anulação do julgamento, a defesa de José Bento e Neide pediu prioridade na análise do processo. José Bento tem 75 anos e Neide, 72. Segundo os advogados, a ação tramita desde 2015 e os proprietários permanecem há anos sem a posse e a exploração econômica dos imóveis.

A defesa também informou que José Bento passou recentemente por uma cirurgia ortopédica de alta complexidade e argumentou que a duração do processo, a idade dos clientes e os novos fatos envolvendo o TJMS justificariam uma apreciação mais célere.

Com a decisão do STJ, a disputa retorna ao tribunal sul-mato-grossense em um contexto diferente daquele existente no primeiro julgamento, em 2019. O caso continua sem uma definição definitiva sobre as propriedades, enquanto os fatos relacionados à Operação Última Ratio permanecem no campo das investigações. 

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