TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Fórum de Cuiabá dá boas-vindas a 42 novos servidores
O Fórum de Cuiabá realizou nesta sexta-feira (12) a segunda edição da solenidade de boas-vindas aos novos integrantes do Poder Judiciário de Mato Grosso. A cerimônia marcou o acolhimento oficial de 42 servidores que tomaram posse em outubro e já estão atuando em várias unidades judiciárias da comarca, sendo a maioria deles no Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias, inaugurado no início de dezembro.
A iniciativa faz parte de uma nova cultura institucional que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso vem implementando para valorizar e reconhecer os profissionais que ingressam na instituição. “Eles ingressam por concurso público, que é um concurso concorrido, que muita gente sonha em passar. Então, por que não recebê-los e acolhê-los? O Fórum, o Poder Judiciário, é uma família”, afirmou a juíza Hanae Yamamura de Oliveira, diretora do Fórum de Cuiabá.
Durante a solenidade, a magistrada reforçou a importância do papel que os novos servidores desempenharão. “A missão geral é prestar um bom serviço público, entregar justiça à sociedade mato-grossense. Integrar o Poder Judiciário não é apenas um ato formal de assumir um cargo público, significa distribuir justiça”, destacou.
Desafio no Juízo de Garantias
Para os servidores que atuarão no Núcleo de Garantias, a juíza Hanae ressaltou que o desafio é ainda maior. “Vocês são essenciais nesse raciocínio. Os servidores do núcleo têm um dever a mais, pois estão participando da instalação de algo histórico. Daqui a 20 anos, quando se comentar ‘lá no começo era assim’, será lembrado que foram magistrados e servidores que desenharam a forma como esse núcleo iria se portar”, disse.
O juiz auxiliar da Presidência do TJMT, Túlio Dualib Alves de Sousa, que representou o presidente do Tribunal, desembargador José Zuquim Nogueira, parabenizou os novos integrantes pela conquista. “Fazer um concurso público não é fácil. E gostaria de cumprimentar não só vocês, mas seus familiares também, que com certeza tiveram participação direta ou indireta nesse percurso”, afirmou.
O magistrado também destacou o momento positivo que o TJMT vive, com o recebimento do Selo Diamante do Conselho Nacional de Justiça no início de dezembro, a maior certificação de qualidade do Judiciário brasileiro. “Só foi possível tijolo a tijolo, por cada pessoa que faz parte do Poder Judiciário, seja magistrado, seja servidor. Sozinho ninguém constrói um Poder Judiciário que seja eficiente e efetivo”, pontuou.
Novos desafios profissionais
Entre os servidores recebidos está o analista judiciário Lorenzo Barros Almeida Reuter, que atua com medidas cautelares no Juízo de Garantias. Natural de Cuiabá, ele comemora a aprovação após três anos de preparação. “Rodei o Brasil fazendo prova e consegui ser aprovado aqui no meu estado. Estou gostando bastante, o ambiente é bem acolhedor, estou tendo todo o apoio dos gestores e dos colegas”, conta.
Já o técnico judiciário Andrey Godinho Schmoller enfrentou um desafio adicional: mudou-se de Rondônia para assumir o cargo em Cuiabá. Pessoa com deficiência, Andrey vê na conquista o resultado de uma trajetória marcada pela superação. “É um sonho, uma conquista que venho lutando desde 2019. Minha vida sempre foi desafios e estou acostumado com isso”, afirma o servidor, que também foi aprovado em outros cinco concursos e escolheu o TJMT para iniciar sua carreira no serviço público.
Autor: Roberta Penha
Fotografo: Josi Dias
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Curso de formação aborda judicialização da saúde e reforça atuação prática de magistrados
A formação dos novos juízes e juízas de Mato Grosso ganhou um reforço prático nesta quarta-feira (06) com uma aula voltada para a judicialização da saúde. Conduzido pelo secretário-geral do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior, o encontro do Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi) de magistrados destacou a importância de decisões equilibradas, que considerem tanto o direito à vida quanto a realidade do sistema público de saúde.
Durante a aula, os juízes foram orientados a alinhar teoria e prática, levando em conta fatores como orçamento público, evidências científicas e a estrutura disponível na rede de saúde. “A ideia do Cofi sempre foi oportunizar aos novos magistrados o contato com colegas mais experientes, para compartilhar situações do dia a dia, aliando teoria e prática. Trouxemos elementos que possam ser utilizados no cotidiano, principalmente em ações que envolvem a saúde pública”, explicou o juiz Agamenon.
Formação prática
O conteúdo também abordou a evolução das estruturas de apoio no Estado, como o NAT-Jus, o Cejusc da Saúde e o Núcleo 4.0, criados para qualificar decisões e dar mais agilidade às demandas. A proposta é incentivar o diálogo institucional entre Judiciário e gestores públicos, evitando medidas ineficazes, como bloqueios de recursos sem planejamento.
“A saúde pública está entre as áreas com maior volume de demandas no Judiciário. É fundamental que o magistrado compreenda como funciona o sistema, conheça a realidade local e saiba avaliar quando uma liminar é cabível”, reforçou o secretário-geral.
Para a juíza Ana Flávia Martins François, da Primeira Vara de Juína, o aprendizado tem impacto direto na atuação. “Está sendo de grande valia, principalmente para quem está iniciando na carreira. Conhecer ferramentas como o Núcleo Digital 4.0 da Saúde e o Cejusc contribui para dar mais efetividade às decisões judiciais”, destacou.
Desafios reais
A magistrada Ana Flávia também relatou que já vivencia situações semelhantes na rotina forense, especialmente em plantões judiciais. “Frequentemente surgem pedidos por leitos de UTI. Muitas vezes, o Estado não consegue atender todas as demandas, o que exige soluções mais rápidas e eficientes, como o encaminhamento para núcleos especializados”, afirmou.
O juiz Felipe Barthón Lopez, da comarca de Vila Rica, ressaltou o caráter prático da aula. “Foi muito importante porque trouxe dicas aplicáveis ao dia a dia. Os novos magistrados vão enfrentar diversos desafios, e esse tipo de orientação ajuda a preparar para situações reais”, pontuou.
Embora ainda atue na área criminal, ele reconhece a relevância do tema. “É importante estar preparado, porque futuramente esses desafios certamente farão parte da atuação”, completou.
O Curso Oficial de Formação Inicial de Juízes Substitutos (Cofi), iniciado em janeiro pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), é etapa obrigatória para o exercício da jurisdição. Com carga horária de 496 horas, a formação combina teoria e prática supervisionada, preparando os novos magistrados para uma atuação técnica, humanizada e alinhada às demandas da sociedade.
Autor: Roberta Penha
Fotografo: Alair Ribeiro
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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