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Expedição Araguaia-Xingu: Justiça Comunitária oficializa novas parcerias para 4ª Edição

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A Expedição Araguaia-Xingu, projeto realizado pela Coordenadoria Estadual da Justiça Comunitária do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), está a todo vapor na construção de parcerias para sua 4ª Edição.
 
Entre as novidades para este ano está a oficialização da parceria com a Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso (OAB-MT) e a nova parceria com o projeto Imuniza Mais, do Governo do Estado. Além das novas parceiras, a Polícia Militar de Mato Grosso também renovou sua participação e integrará a comitiva do projeto, que será realizado em novembro deste ano.
 
Parceria oficializada com a OAB/MT – Apesar de já participar de outras edições, a OAB/MT oficializou neste ano a parceria para levar cidadania às comunidades do Vale do Araguaia e da região do Xingu.
 
Para a reunião de alinhamento, a diretoria da OAB/MT recebeu o coordenador estadual da Justiça Comunitária, juiz José Antônio Bezerra Filho, que apresentou detalhes sobre o trabalho que será desenvolvido.
 
No encontro foi estabelecido que os advogados contribuirão com o Poder Judiciário na conclusão de processos, conciliações e homologações, nos municípios participantes da Expedição. Além disso, as comissões temáticas darão orientações à população e apoio na arrecadação de doações.
 
“O objetivo do Tribunal de Mato Grosso é trazer esses atores para darem resultado e efetividade em cada ação. Assim teremos o Ministério Público, a Defensoria Pública e a Ordem dos Advogados do Brasil, seccionais locais. É uma honra para gente ter a doutora Gisele para conduzir essa interlocução com todos os segmentos. Estamos prontos para avançar nesse grande desafio que é a Expedição Araguaia-Xingu”, afirma o coordenador da Justiça Comunitária, juiz José Antônio Bezerra Filho, ao destacar a importância da nova parceria com a advocacia mato-grossense.
 
“Para gente é uma grande alegria poder colaborar e estar junto de um projeto tão bonito, com resultados tão significativo em nosso Estado. Estamos aqui firmando esse compromisso e parabenizando o doutor Tony e toda equipe do projeto. E quero reafirmar, a OAB/MT está junto. Vamos aí na Expedição Araguaia-Xingu’ ”, ressaltou a presidente da OAB-MT, Gisela Cardoso.
 
Nova parceria com Imuniza Mais – Neste ano também passa a ser parceiro oficial da Expedição Araguaia-Xingu o projeto Imuniza Mais, da Secretaria de Estado de Saúde (SES/MT).
 
O projeto desenvolvido pelo Governo de Mato Grosso tem o objetivo de auxiliar nas ações de imunização e atualização das carteiras de vacina em todo Estado. O trabalho segue o planejamento do calendário vacinal anual e do Plano Nacional de Imunização da Covid-19, além das normas e técnicas da Vigilância e disponibiliza caminhões que contam com recepção, sala de vacina e espaço para armazenamento de vacinas.
 
Para o coordenador do programa estadual de Saúde, Marques Rocha Camarão, o Imuniza Mais vai agregar muito à comitiva da Expedição, pois levará a vacinação e aumentar a cobertura dessas regiões que às vezes não possuem nenhuma cobertura vacinal. “Essa é uma parceria muito importante entre Governo do Estado e Tribunal de Justiça, para que possamos juntos auxiliar com mais saúde para essas pessoas que tanto precisam e estão mais distantes dos polos.”
 
Parceria renovada com a Polícia Militar – A Polícia Militar de Mato Grosso, parceira antiga do projeto, também renovou sua participação para a 4ª Edição da Expedição.
 
O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Alexandre Côrrea Mendes, afirma que a Polícia Militar sempre foi e sempre será parceira do Poder Judiciário, em especial da Expedição Araguaia. “São várias cidades em que o Poder Judiciário e diversas instituições estão levando serviços para as comunidades carentes. E a Polícia Militar sempre estará presente em prol da sociedade mato-grossense.”
 
Expedição Araguaia-Xingu – A Expedição vai percorrer no período de 05 a 19 de novembro os municípios de São José do Xingu, Luciara, Santa Cruz do Xingu, São Félix do Araguaia e Cocalinho, além de visitar nove aldeias indígenas.
Serão oferecidos serviços de Justiça, saúde e cidadania, como registro tardio, resolução de conflitos sociais, consultas médicas, oftalmológicas, tratamento odontológico, vacinas, documentação, entre outros.
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Descrição de imagem: Foto 01: Imagem colorida de reunião realizada na OAB/MT para alinhamento da Expedição Araguaia-Xingu. Em destaque no centro da foto, o coordenador da Justiça Comunitária, juiz José Antônio Bezerra Filho, e a presidente da OAB/MT, Gisela Cardoso.
 
Marco Cappelletti (com informações da Justiça Comunitária)
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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