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Corregedoria em Ação conversa com gestores e autoridades de Alta Floresta

O Programa Corregedoria em Ação atendeu imprensa, gestores judiciários e autoridades da Comarca de Alta Floresta na manhã desta quinta-feira (12/5). Foram coletadas informações para melhorias dos serviços judiciários e estabelecidas parcerias. O programa é desenvolvido pela Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso e pretende construir um Judiciário mais forte, tendo como característica ouvir os vários segmentos da sociedade e usuários da Justiça.
 
O prefeito Valdemar Gamba (conhecido como Chico) e o presidente da Câmara de Vereadores de Alta Floresta Oslen Dias dos Santos (conhecido como Tuti) conversaram diretamente com o corregedor-geral da Justiça de Mato Grosso, José Zuquim Nogueira, o juiz auxiliar da CGJ, Emerson Luis Pereira Cajango e a diretora do foro, juíza Milena Ramos. O executivo falou sobre avanços no combate às queimadas pela Administração. O corregedor parabenizou e indicou que existem atualmente em trâmite na comarca 3.200 processos de executivos fiscais, ações que envolvem cobranças de IPTU, ISSQN, entre outros impostos. Houve uma sugestão por parte do Judiciário para uma ação em conjunto. “Devemos pensar em propiciar novas oportunidades dos devedores se acertarem com o Executivo Municipal e claro, manter a arrecadação, já que é ela que proporciona a Administração realizar algo para a Sociedade. Também estamos buscando o fortalecimento da rede de Proteção. Contamos com o Executivo e Legislativo municipais para deixar esta rede ainda melhor do que já é. Temos ainda o Família Acolhedora, que é uma saída para criarmos uma sociedade melhor. A família com auxílio do Município pode ajudar no melhor crescimento de nossas crianças acolhidas, elas ganham mais atenção e dentro da estrutura familiar crescem com plenas condições”, informou o corregedor.
 
Eles ainda falaram sobre a construção do novo fórum da comarca. “Já temos um terreno de cerca de 20 mil metros quadrados e a destinação para este atual fórum pode ajudar a pagar a conta. A matrícula do imóvel já está em nome do Judiciário. A empresa nos entregará todos os projetos prontos, urbanístico e de energia solar, por exemplo”, informou a juíza diretora do foro. “A atual Administração do Tribunal de Justiça está muito unida e queremos dar apoio para iniciar esta obra ainda nesta gestão”, considerou o corregedor Zuquim que ficou de conversar com a presidente Maria Helena Póvoas. “Saio muito feliz daqui ao ver que os Poderes convivem em harmonia e independência”, concluiu o corregedor.
 
Os gestores judiciários da comarca também tiveram um espaço para serem ouvidos pelo Corregedoria em Ação. “Estamos aqui para fazer nosso melhor. O Corregedoria em Ação traz além dos serviços de atendimento ao público o ouvir dos segmentos que nos compõe. Uma corregedoria se presta a isso em meu entender. Este é nosso penúltimo polo. Vocês são peças fundamentais da máquina chamada Judiciário. Que esta reunião seja salutar e produtiva. Que saiamos daqui mais unidos e mais fortes”, disse o corregedor na abertura da reunião com os gestores.
 
“Estamos aqui para ouvi-los e um dois princípios da gestão do corregedor é ouvir. Precisamos conhecer as necessidades das lideranças e dentro deste papel os senhores e senhoras devem se expressar. As críticas são sempre bem vindas. Estamos com uma equipe aqui para atender a vocês. É importante trabalharmos em uma base processual única e sempre estarmos melhorando este ambiente. Progredirmos. Temos inconsistências? Sim. Mas estamos prontos para anotar as demandas e resolvermos os problemas”, reforçou o juiz auxiliar Cajango.
 
“Vocês são nossa linha de frente. O que falta para entregarmos melhor nosso serviço? São vocês que devem nos indicar. A melhor resolução virá de nós”, disse o coordenador da CGJ, Flávio de Paiva Pinto.
 
O gestor administrativo, Ricardo Wetter, se propôs a fazer um projeto piloto de tele trabalho. “Fizemos um teste aqui e contamos com o aumento de produtividade na utilização do tele trabalho. Podemos avançar mais ainda”, disse o gestor. A equipe ficou de verificar com a presidente sobre os avanços nesta área.
 
Imagem 1: foto colorida. O corregedor fala ao microfone. Ele está sentado, ladeado pelos magistrados. /a diretora do foro e o auxiliar da CGJ, além do coordenador. Eles estão voltados para os gestores. Eles estão no salão do Tribunal do Júri. Ao fundo o pavilhão com as bandeiras do Estado, da Justiça e do Brasil.
Imagem 2: foto colorida. Prefeito, corregedor e presidente da Câmara, sentados, observam o mapa da construção do novo prédio da comarca. em pé, atrás do corregedor está a juíza diretora e no primeiro plano da foto o juiz auxiliar está de perfil.
 
Ranniery Queiroz
Assessor de imprensa CGJ
 
 

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Curso de formação aborda judicialização da saúde e reforça atuação prática de magistrados

A formação dos novos juízes e juízas de Mato Grosso ganhou um reforço prático nesta quarta-feira (06) com uma aula voltada para a judicialização da saúde. Conduzido pelo secretário-geral do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior, o encontro do Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi) de magistrados destacou a importância de decisões equilibradas, que considerem tanto o direito à vida quanto a realidade do sistema público de saúde.

Durante a aula, os juízes foram orientados a alinhar teoria e prática, levando em conta fatores como orçamento público, evidências científicas e a estrutura disponível na rede de saúde. “A ideia do Cofi sempre foi oportunizar aos novos magistrados o contato com colegas mais experientes, para compartilhar situações do dia a dia, aliando teoria e prática. Trouxemos elementos que possam ser utilizados no cotidiano, principalmente em ações que envolvem a saúde pública”, explicou o juiz Agamenon.

Formação prática

O conteúdo também abordou a evolução das estruturas de apoio no Estado, como o NAT-Jus, o Cejusc da Saúde e o Núcleo 4.0, criados para qualificar decisões e dar mais agilidade às demandas. A proposta é incentivar o diálogo institucional entre Judiciário e gestores públicos, evitando medidas ineficazes, como bloqueios de recursos sem planejamento.

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“A saúde pública está entre as áreas com maior volume de demandas no Judiciário. É fundamental que o magistrado compreenda como funciona o sistema, conheça a realidade local e saiba avaliar quando uma liminar é cabível”, reforçou o secretário-geral.

Para a juíza Ana Flávia Martins François, da Primeira Vara de Juína, o aprendizado tem impacto direto na atuação. “Está sendo de grande valia, principalmente para quem está iniciando na carreira. Conhecer ferramentas como o Núcleo Digital 4.0 da Saúde e o Cejusc contribui para dar mais efetividade às decisões judiciais”, destacou.

Desafios reais

A magistrada Ana Flávia também relatou que já vivencia situações semelhantes na rotina forense, especialmente em plantões judiciais. “Frequentemente surgem pedidos por leitos de UTI. Muitas vezes, o Estado não consegue atender todas as demandas, o que exige soluções mais rápidas e eficientes, como o encaminhamento para núcleos especializados”, afirmou.

O juiz Felipe Barthón Lopez, da comarca de Vila Rica, ressaltou o caráter prático da aula. “Foi muito importante porque trouxe dicas aplicáveis ao dia a dia. Os novos magistrados vão enfrentar diversos desafios, e esse tipo de orientação ajuda a preparar para situações reais”, pontuou.

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Embora ainda atue na área criminal, ele reconhece a relevância do tema. “É importante estar preparado, porque futuramente esses desafios certamente farão parte da atuação”, completou.

O Curso Oficial de Formação Inicial de Juízes Substitutos (Cofi), iniciado em janeiro pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), é etapa obrigatória para o exercício da jurisdição. Com carga horária de 496 horas, a formação combina teoria e prática supervisionada, preparando os novos magistrados para uma atuação técnica, humanizada e alinhada às demandas da sociedade.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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