TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Corregedor-geral da Justiça se reúne com representantes do município de Rondolândia

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O corregedor-geral da Justiça, desembargador José Zuquim Nogueira, recebeu em seu gabinete nesta quarta-feira (14/09), o presidente da Câmara de Vereadores de Rondolândia (1600 km a noroeste de Cuiabá), Manoel Amaral Neto Dorizete Quirino e o procurador do Munícipio, Rodrigo Sampaio Souza. No encontro foi debatido a possibilidade de reativação do Cartório de Tabelionato de Notas e Registro Civil e a instalação de um Posto Avançado de Atendimento Digital (Paad).
 
“Atualmente o cartório de Rondolândia está anexado a Comarca de Comodoro e para que a serventia seja reativada no município é preciso que haja elementos, fatos novos, como aumento no número de habitantes, dados econômicos que demonstrem a sua necessidade. Uma vez que vocês apresentarem essas informações formalmente faremos uma análise da real necessidade. Outra alternativa é a criação de um Posto Avançado de Atendimento Digital, cuja função é ampliar a presença física do Poder Judiciário com auxílio de um Termo de Cooperação, possibilitando, principalmente, o acesso aos serviços judiciários”, pontuou o corregedor.
 
Segundo o presidente da Câmara de Vereadores de Rondolândia nos últimos dois anos houve um crescimento tanto econômico quanto populacional no município. “Desenvolvemos muito nesse tempo, e a falta de um cartório é muito sentida pela população. No caso de nascimentos ou óbitos é preciso se deslocar a Comodoro, a mais de 400 quilômetros. O que nem todos têm condições. Mas de qualquer forma vamos fazer o levantamento das informações para demonstrar a necessidade do cartório. Assim como gostamos da iniciativa do PAAD que acredito trará melhorias para todos”, afirmou.
 
O juiz auxiliar da Corregedoria, Eduardo Calmon de Almeida Cezar, destacou ainda que como a serventia já existe, apenas está desativada é um processo mais fácil. “Uma vez formalizado o requerimento, comprovado o fato novo, que justifique rever e apontar a necessidade a Corregedoria dispara uma consulta a todos os titulares da Comarca de Comodoro para ver se alguém tem interesse de instalar essa serventia. Se por ventura não tiver consultamos as serventias vizinhas e se não tiver ninguém o Corregedor indicará uma pessoa para assumir essa interinidade. Lembrando que como é uma serventia deficitária o titular receberá uma renda mínima, que tem a finalidade de garantir a presença do serviço registral”.
 
#ParaTodosVerem: esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência. Foto 1: Horizontal e colorida. Todos estão sentados a mesa de reunião. Ao lado esquerdo está o vereador e o procurador de Rondolândia e do lado direito o juiz auxiliar e o corregedor.
 
Larissa Klein  
Assessoria de Imprensa CGJ
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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