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Coordenadoria da Mulher do Judiciário realiza palestras sobre violência contra mulher no interior

Em alusão a Campanha Agosto Lilás, de enfrentamento à violência doméstica contra a mulher, assessora da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar no âmbito do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (Cemulher-MT), Ana Emília Brasil Sotero, realizou nos dias 9 e 11 de agosto, a palestra “Conhecendo a violência de Gênero e a Lei Maria da Penha”, nas cidades de Nova Mutum (264 km ao norte de Cuiabá) e Tapurah (433 km a médio-norte da capital) respectivamente. Além disso, a Cemulher realiza trabalho para criação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher na Comarca de Tapurah e de Tangará da Serra (251 Km de Cuiabá).
 
Em Nova Mutum, aproximadamente 200 pessoas da Rede de Enfretamento participaram da palestra organizada pela Secretária de Cidadania e Assistência Social do Município, no Batalhão da Polícia Militar. Já em Tapurah 260 mulheres participaram do evento “Mulher Protagonista”, no Centro de Cidadania e Transformação (CCT), voltado para conscientização e divulgação da campanha Agosto Lilás.
 
“Levar informação e conhecimento sobre violência doméstica, Direitos das mulheres, bem como a criação e fortalecimento das Redes de Enfrentamento nas comarcas é uma preocupação e recomendação da coordenadora da Cemulher-MT e vice-presidente do Tribunal de Justiça Estadual, desembargadora Maria Aparecida Ribeiro”, pontua a assessora da Cemulher, Ana Emília Brasil.
 
Para a primeira dama e secretária de Assistência Social de Nova Mutum, Aline Félix, o evento foi importante para fortalecer a Rede de Enfrentamento. “Nos já demos os primeiros passos com a criação da Patrulha Maria da Penha, mas ainda precisamos avançar e esse evento foi uma oportunidade de debater e principalmente combater a violência contra mulher. A Ana Emília mostrou onde podemos melhorar, como mudar pensamentos e paradigmas que ainda existem na nossa sociedade. Todo mundo gostou desse momento de aprendizado”, destacou.
 
Mesmo pensamento do assessor técnico dos Serviços Socioassistenciais, Reginaldo Luiz de Oliveira. “Tivemos a honra de receber a Ana Emília, abrir a campanha Agosto Lilás com uma pessoa especialista na área, que agregou demais com seu conhecimento e explanou muito bem sobre a violência de gênero e a Lei Maria da Penha. Foi um divisor de águas para todos ali presente. Um momento de aprendizagem que quebrou muitos tabus”, disse.
 
Concomitante a palestra em Tapurah foi realizada uma reunião com o juiz da Vara Única, Bruno César Singulani França, o sistema de Justiça, o Executivo Municipal e a Sociedade Civil para criação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher local. “Foi um encontro inicial, outras reuniões já estão acontecendo, inclusive o município de Itanhangá foi contatado para fazer parte da Rede de Tapurah”, contou a Ana Emília.
 
Já em Tangará, na próxima sexta-feira (19/08), às 14h, será assinado o Termo de Cooperação para organização da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher local, no Salão do Tribunal do Júri do Fórum da cidade. Essa, que é mais uma das ações desenvolvidas pela juíza Edna Ederli Coutinho, da Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, faz parte da Semana Justiça pela Paz em Casa e do Agosto Lilás, campanhas nacionais de extrema relevância para debater e prevenir esse tipo de violência.
 
“A Rede de Enfrentamento cumpre um importante papel que diz respeito à atuação articulada entre as instituições/serviços governamentais, não-governamentais e a comunidade, visando o desenvolvimento de estratégias efetivas de prevenção e de políticas que garantam o empoderamento e construção da autonomia das mulheres”, ressaltou Ana Emília.
 
#ParaTodosVerem: esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência. Imagem 1: Foto horizontal colorida em que todos os participantes da palestras em Nova Mutum estão reunidos, alguns em pé outros sentados, todos perfilados. Como decoração balões lilás preenchem a sala. Imagem 2: Foto horizontal colorida os nove membros da Rede de Enfrentamento estão sentados e conversam. Em cima da mesa há um notebook aberto.
 
Larissa Klein
Assessoria de Imprensa CGJ
 
 
 
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Desembargadora destaca fortalecimento da proteção às mulheres com delegacia 24 horas em VG

A Delegacia Especializada de Defesa da Mulher e Vulneráveis de Várzea Grande passou a funcionar em regime de plantão 24 horas, ampliando o atendimento às vítimas de violência doméstica e familiar no município. A solenidade de instalação do novo serviço, realizada na noite desta quarta-feira (06), contou com a participação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), representado pela coordenadora da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher), desembargadora Maria Erotides Kneip.

Durante a cerimônia, a desembargadora destacou a importância da delegacia 24 horas como instrumento de preservação da vida das mulheres vítimas de violência. “Essa delegacia 24 horas significa garantia de vidas. Nós sabemos que os crimes de violação dos direitos humanos das mulheres acontecem normalmente no período noturno e nos finais de semana. Sem profissionais capacitados e uma estrutura preparada para acolher essa vítima, não conseguimos impedir verdadeiramente o feminicídio”, afirmou.

A magistrada também ressaltou a atuação da Cemulher-TJMT na articulação e fortalecimento das redes de enfrentamento à violência contra a mulher, em parceria com instituições do sistema de Justiça, segurança pública, saúde, assistência social e prefeituras municipais. “Hoje completamos 117 redes no estado de Mato Grosso, todas estruturadas para o acolhimento e atendimento das mulheres vítimas de violência. Esse trabalho integrado é essencial para fortalecer o enfrentamento”, pontuou.

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O governador Otaviano Pivetta afirmou que a implantação da delegacia simboliza o compromisso do Estado no combate à violência contra mulheres, crianças e pessoas vulneráveis. “Essa delegacia da mulher simboliza a disposição que temos de enfrentar o crime de todas as formas, especialmente esse mais covarde de todos, que é o feminicídio e a agressão contra mulheres e crianças”, declarou.

Já a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, reforçou que a medida representa uma mudança histórica para o município. “É uma decisão que muda a história da violência contra a mulher, contra a criança e contra os idosos. Essa luta começou ainda com a Maria Erotides, quando atuava no fórum, e cresceu como um grande movimento”, frisou.

Atendimento humanizado e estrutura ampliada

A unidade passa a funcionar em novo endereço, localizado na Avenida Senador Filinto Müller, nº 2225, bairro Centro Norte, em Várzea Grande, com atendimento ininterrupto e estrutura voltada ao acolhimento humanizado das vítimas. O espaço conta com equipes formadas por delegados, escrivães e investigadores capacitados para atuar em ocorrências de violência contra mulheres e pessoas em situação de vulnerabilidade.

A delegada da Polícia Civil Paula Gomes Araújo, responsável pela unidade, explicou que o atendimento 24 horas amplia a capacidade de acolhimento e assistência às vítimas. “A dor não tem hora e o acolhimento também não pode ter. Agora teremos uma equipe plantonista com delegado, investigadores e escrivãs atuando durante a noite e nos finais de semana, além da equipe do expediente normal”, disse.

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Ela também reforçou a importância da atuação integrada da rede de enfrentamento à violência contra a mulher no município. “Não vamos fazer esse trabalho sozinhos. O apoio do Poder Judiciário, Ministério Público, assistência social, saúde e Prefeitura é fundamental para garantir resultados positivos”, concluiu.

Também participaram da solenidade os secretários estaduais Mauro Carvalho (Casa Civil) e coronel da Polícia Militar, Susane Tamanho (Segurança Pública), além da delegada Mariel Antonini, chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, representantes da Polícia Civil, do Ministério Público, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), parlamentares federais, estaduais e municipais, entre outras autoridades.

Autor: Emily Magalhães

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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