TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Conflito pode ser propulsor de felicidade, afirma palestrante no evento Mediação Familiar

Cerca de 160 participantes acompanharam o webinário sobre o fortalecimento do sistema multiportas, com o tema “Mediação familiar e a elucidação de casos práticos como forma de construção de soluções pacificadoras”. A palestrante foi a mediadora judicial Dionara Oliver Albuquerque, professora-mestre em ‘Mediação e Negociação de Conflitos’ pelo Institut Universitaire Kurt Bosch – Suíça e servidora da Justiça estadual do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul.
 
Conforme explica Dionara, a expectativa é que a partir da experiência que as pessoas passam pela mediação, elas consigam resolver não só aquele conflito posto à mesa, mas também outros conflitos em que se encontram envolvidas. “O conflito é inevitável nas relações humanas. Em outros tempos, era entendido como um mal social que deveria ser colocado para baixo do tapete. Quando a gente estuda a moderna teoria do conflito, a gente entende que ele não é nem negativo nem positivo. O que vai torná-lo positivo ou negativo é a forma de administrá-lo. Ele inclusive pode ser propulsor de amadurecimento, de evolução do ser humano, de felicidade.”
 
O curso, coordenado pela juíza Jaqueline Cherulli, viabilizou aos participantes contato com os saberes da mediação familiar, proporcionando mais segurança ao atuar como agentes colaboradores, de forma efetiva, nos números e resultados de afetam diretamente a imagem da Justiça Brasileira e a satisfação dos jurisdicionados. Esse foi o quarto encontro realizado pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT).
 
“A Justiça multiportas trata-se de algo personalizado, de valorização das pessoas que chegam ao Judiciário. Precisamos tomar conhecimento do que se pode realizar por meio da mediação familiar. Encontrar caminhos pacificadores é mais importante do que encontrar caminhos que entregam solução, pois encontrar caminhos de pacificação traz uma ação educativa para as pessoas”, pontuou Cherulli.
 
Na palestra, Dionara, que também é expositora de oficinas de divórcio e parentalidade, docente e tutora de cursos de conciliação, mediação básica e familiar pelo CJud/TJRS, falou sobre a importância da mediação familiar em um divórcio. Ela citou que desde a tomada de consciência até ao chamado pós-divórcio, costuma-se levar de quatro a seis anos. “A mediação familiar busca abreviar esse tempo para que as pessoas ‘cheguem’ ao futuro de forma mais rápida, consciente e estabilizem essas relações, esses sistemas familiares, e consigam sim ter uma vida feliz”, observou. “A mediação busca que encontremos soluções além das óbvias e quem participa sabe que as soluções são as mais variadas possíveis.”
 
Dionara enfatizou a importância de os envolvidos na mediação terem uma escuta ativa. “A matéria-prima de um bom autocompositor são as perguntas e as respostas ativas. Ele deve trabalhar com geração de opções”, salientou.
 
O evento foi realizado na sexta-feira (30 de setembro). Clique neste link para assistir à integra da palestra, na qual ela cita casos concretos e responde dúvidas dos participantes.
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Print de tela de transmissão do Youtube, onde dividem a tela a juíza Jaqueline Cherulli, à esquerda, e a palestrante Dionara Albuquerque, à direita. Jaqueline usa uma blusa azul, com detalhes em prata. Já Dionara usa uma blusa branca.
 
Lígia Saito
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Desembargadora destaca fortalecimento da proteção às mulheres com delegacia 24 horas em VG

A Delegacia Especializada de Defesa da Mulher e Vulneráveis de Várzea Grande passou a funcionar em regime de plantão 24 horas, ampliando o atendimento às vítimas de violência doméstica e familiar no município. A solenidade de instalação do novo serviço, realizada na noite desta quarta-feira (06), contou com a participação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), representado pela coordenadora da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher), desembargadora Maria Erotides Kneip.

Durante a cerimônia, a desembargadora destacou a importância da delegacia 24 horas como instrumento de preservação da vida das mulheres vítimas de violência. “Essa delegacia 24 horas significa garantia de vidas. Nós sabemos que os crimes de violação dos direitos humanos das mulheres acontecem normalmente no período noturno e nos finais de semana. Sem profissionais capacitados e uma estrutura preparada para acolher essa vítima, não conseguimos impedir verdadeiramente o feminicídio”, afirmou.

A magistrada também ressaltou a atuação da Cemulher-TJMT na articulação e fortalecimento das redes de enfrentamento à violência contra a mulher, em parceria com instituições do sistema de Justiça, segurança pública, saúde, assistência social e prefeituras municipais. “Hoje completamos 117 redes no estado de Mato Grosso, todas estruturadas para o acolhimento e atendimento das mulheres vítimas de violência. Esse trabalho integrado é essencial para fortalecer o enfrentamento”, pontuou.

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O governador Otaviano Pivetta afirmou que a implantação da delegacia simboliza o compromisso do Estado no combate à violência contra mulheres, crianças e pessoas vulneráveis. “Essa delegacia da mulher simboliza a disposição que temos de enfrentar o crime de todas as formas, especialmente esse mais covarde de todos, que é o feminicídio e a agressão contra mulheres e crianças”, declarou.

Já a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, reforçou que a medida representa uma mudança histórica para o município. “É uma decisão que muda a história da violência contra a mulher, contra a criança e contra os idosos. Essa luta começou ainda com a Maria Erotides, quando atuava no fórum, e cresceu como um grande movimento”, frisou.

Atendimento humanizado e estrutura ampliada

A unidade passa a funcionar em novo endereço, localizado na Avenida Senador Filinto Müller, nº 2225, bairro Centro Norte, em Várzea Grande, com atendimento ininterrupto e estrutura voltada ao acolhimento humanizado das vítimas. O espaço conta com equipes formadas por delegados, escrivães e investigadores capacitados para atuar em ocorrências de violência contra mulheres e pessoas em situação de vulnerabilidade.

A delegada da Polícia Civil Paula Gomes Araújo, responsável pela unidade, explicou que o atendimento 24 horas amplia a capacidade de acolhimento e assistência às vítimas. “A dor não tem hora e o acolhimento também não pode ter. Agora teremos uma equipe plantonista com delegado, investigadores e escrivãs atuando durante a noite e nos finais de semana, além da equipe do expediente normal”, disse.

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Ela também reforçou a importância da atuação integrada da rede de enfrentamento à violência contra a mulher no município. “Não vamos fazer esse trabalho sozinhos. O apoio do Poder Judiciário, Ministério Público, assistência social, saúde e Prefeitura é fundamental para garantir resultados positivos”, concluiu.

Também participaram da solenidade os secretários estaduais Mauro Carvalho (Casa Civil) e coronel da Polícia Militar, Susane Tamanho (Segurança Pública), além da delegada Mariel Antonini, chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, representantes da Polícia Civil, do Ministério Público, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), parlamentares federais, estaduais e municipais, entre outras autoridades.

Autor: Emily Magalhães

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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