TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Comitiva do Tribunal de Justiça do Piauí troca experiências com a Corregedoria de Mato Grosso

Após três dias de troca de experiências a comitiva da Corregedoria Geral da Justiça do Piauí (CGJ-TJPI) encerrou a visita técnica ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Entre os dias 15 a 17 de janeiro, a equipe piauiense conheceu os trabalhos realizados pelo judiciário, em especial, as atividades da Corregedoria-Geral da Justiça mato-grossense (CGJ-TJMT), liderada pelo corregedor-geral da Justiça mato-grossense, desembargador Juvenal Pereira da Silva.
 
“É muito gratificante compartilhar experiências e apresentar as boas práticas do Judiciário mato-grossense. Esse intercâmbio de informações fortalece a governança e a gestão, melhora o desempenho institucional, e aprimora os serviços prestados à população. Além de mostramos nossa iniciativa, conhecemos algumas das soluções implementadas pela Corregedoria do Piauí”, disse o corregedor anfitrião, Juvenal Pereira.
 
“Só temos a agradecer a recepção que tivemos em Mato Grosso, foi uma oportunidade de conhecer as ferramentas e boas práticas da Corregedoria de Mato Grosso, principalmente os painéis voltados à correição. Agora vamos ver de que forma implementar algumas dessas ações em nosso Estado”, afirmou o corregedor piauiense, desembargador Olímpio José Passos Galvão, a visita foi exitosa e o objetivo principal de conhecer o Sistema GIF, ferramenta adotada pela Corregedoria-Geral do TJMT para realização de correições, foi cumprido.
 
Intercâmbio de informações – Durante os três dias a comitiva piauiense conheceu as inovações e boas práticas dos Departamentos do Foro Extrajudicial (DFE), de Apoio aos Juizados Especiais (DAJE), de Aprimoramento da Primeira Instância (DAPI) e do Departamento Judiciário Administrativo (DJA). Além disso, os magistrados e servidores do Piauí conheceram o Sistema de Correições, as ações da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (CEJA), a Central de Processamento Eletrônico (CPE) e visitaram os cartórios modelo do Estado (2º e o 4º Ofícios de Cuiabá e o 2º Oficio de Várzea Grande).
 
Um dos destaques apontados da visita foram os painéis que aprimoram e auxiliam a produtividade do Judiciário mato-grossense apresentados pelo DAPI. “Conhecemos não apenas uma série de ferramentas tecnológicas, mas também pudemos analisar os seus métodos correcionais e o acompanhamento de autocorreições, através do Sistema de Correição Eletrônica”, pontuou o juiz auxiliar da CGJ-PI, Thiago Brandão de Almeida.
 
Ao final da visita a comitiva da Corregedoria do Piauí também realizou uma apresentação das plataformas e sistemas desenvolvidos pelo Judiciário piauiense, dentre elas, o Robô de Informações da Corregedoria-RIC. O juiz coordenador do Núcleo de Cooperação Judiciária (NCJUD) do TJMT, Rodrigo Curvo, participou de um dos encontros com a comitiva para conhecer a ferramenta.
 
“O Robô de Informações da Corregedoria realiza a automatização de algumas atividades realizadas pelos servidores da Justiça de primeiro grau. Como por exemplo, o RIC acessa as bases de dados de registro de óbitos para verificar se alguma das partes envolvidas no processo judicial faleceu, certificando a existência do registro. Outra atividade é a certificação de distribuições anteriores, a fim de determinar se já existem processos envolvendo as mesmas partes, podendo ajudar na identificação de litigância serial, prevenção e/ou litispendência”, explicou o servidor do Núcleo de Aceleração de Projetos e Inteligência Artificial da CGJ-PI, Antonio Waldo Divino.
 
O juiz auxiliar da CGJ-MT, Lídio Modesto, destacou a importância do compartilhamento de informações com outras instituições do sistema de justiça brasileiro.
 
“Mato Grosso tem sido referência aos outros Tribunais do país e mais uma vez recebemos com alegria a visita de colegas de outro Estado. A equipe do Piauí sai daqui muito contente com o que viram e nós ainda tivemos a oportunidade de conhecer algumas das soluções deles, o corregedor, desembargador Juvenal Pereira acenou ainda sobre a possibilidade de fazermos um termo de cooperação para utilizarmos a tecnologia do Robô de Informações da Corregedoria-RIC do Piauí. Essa de ideias e boas práticas são essências para uma prestação jurisdicional ainda melhor”, ressaltou.
 
Além de Lídio Modesto, participam dos três dias de atividades os demais juizes auxiliares da CGJ-TJMT: Eduardo Calmon, Emerson Cajango e Christiane da Costa Marques, além do coordenador da Corregedoria, Flávio Paiva. A comitiva do Piauí ainda foi composta pelos juízes auxiliares da Corregedoria do TJPI, Carlos Augusto Arantes Júnior e seis servidores.
 
#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: Comitiva do TJPI visita departamentos da CGJ-TJMT acompanhada do corregedor-geral, desembargador Juvenal Pereira. Segunda imagem: Desembargador Olímpio José Passos Galvão concede entrevista para a TVJUS. Terceira imagem: Servidor do Núcleo de Aceleração de Projetos e Inteligência Artificial da CGJ-PI, Antonio Waldo Divino, durante apresentação do robô RIC.
 
Larissa Klein/ Fotos Alair Ribeiro  
Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT
 
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Garantido auxílio-acidente a jovem que perdeu parte do dedo em acidente de trabalho
Propaganda

TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Curso de formação aborda judicialização da saúde e reforça atuação prática de magistrados

A formação dos novos juízes e juízas de Mato Grosso ganhou um reforço prático nesta quarta-feira (06) com uma aula voltada para a judicialização da saúde. Conduzido pelo secretário-geral do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior, o encontro do Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi) de magistrados destacou a importância de decisões equilibradas, que considerem tanto o direito à vida quanto a realidade do sistema público de saúde.

Durante a aula, os juízes foram orientados a alinhar teoria e prática, levando em conta fatores como orçamento público, evidências científicas e a estrutura disponível na rede de saúde. “A ideia do Cofi sempre foi oportunizar aos novos magistrados o contato com colegas mais experientes, para compartilhar situações do dia a dia, aliando teoria e prática. Trouxemos elementos que possam ser utilizados no cotidiano, principalmente em ações que envolvem a saúde pública”, explicou o juiz Agamenon.

Formação prática

O conteúdo também abordou a evolução das estruturas de apoio no Estado, como o NAT-Jus, o Cejusc da Saúde e o Núcleo 4.0, criados para qualificar decisões e dar mais agilidade às demandas. A proposta é incentivar o diálogo institucional entre Judiciário e gestores públicos, evitando medidas ineficazes, como bloqueios de recursos sem planejamento.

Leia Também:  Comarca de Diamantino está credenciando profissionais de Assistência Social

“A saúde pública está entre as áreas com maior volume de demandas no Judiciário. É fundamental que o magistrado compreenda como funciona o sistema, conheça a realidade local e saiba avaliar quando uma liminar é cabível”, reforçou o secretário-geral.

Para a juíza Ana Flávia Martins François, da Primeira Vara de Juína, o aprendizado tem impacto direto na atuação. “Está sendo de grande valia, principalmente para quem está iniciando na carreira. Conhecer ferramentas como o Núcleo Digital 4.0 da Saúde e o Cejusc contribui para dar mais efetividade às decisões judiciais”, destacou.

Desafios reais

A magistrada Ana Flávia também relatou que já vivencia situações semelhantes na rotina forense, especialmente em plantões judiciais. “Frequentemente surgem pedidos por leitos de UTI. Muitas vezes, o Estado não consegue atender todas as demandas, o que exige soluções mais rápidas e eficientes, como o encaminhamento para núcleos especializados”, afirmou.

O juiz Felipe Barthón Lopez, da comarca de Vila Rica, ressaltou o caráter prático da aula. “Foi muito importante porque trouxe dicas aplicáveis ao dia a dia. Os novos magistrados vão enfrentar diversos desafios, e esse tipo de orientação ajuda a preparar para situações reais”, pontuou.

Leia Também:  Desembargadora Helena Maria participa de roda de conversa sobre contratos agrários

Embora ainda atue na área criminal, ele reconhece a relevância do tema. “É importante estar preparado, porque futuramente esses desafios certamente farão parte da atuação”, completou.

O Curso Oficial de Formação Inicial de Juízes Substitutos (Cofi), iniciado em janeiro pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), é etapa obrigatória para o exercício da jurisdição. Com carga horária de 496 horas, a formação combina teoria e prática supervisionada, preparando os novos magistrados para uma atuação técnica, humanizada e alinhada às demandas da sociedade.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA